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CRESCIMENTO

Brasil consolida liderança na exportação de algodão, mas 2025 traz desafios

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AGRICULTURA

Foto: Divulgação

Após os recordes alcançados em 2024 – com um aumento de 16,6% na produção e a conquista do posto de maior exportador mundial de algodão, superando os Estados Unidos, que lideravam desde a safra 1993/94 – o Brasil deve enfrentar novos desafios no setor em 2025. As projeções são de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o estudo, a produção mundial de algodão está crescendo mais do que a demanda, enquanto os custos avançam acima dos preços de venda projetados para a nova temporada. Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores globais, atrás de China e Índia, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). A estimativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para a produção brasileira em 2025 é de 3,9 milhões de toneladas.

Desafios à vista

O Cepea aponta que o crescimento da economia mundial deve seguir a mesma linha de 2024, enquanto o petróleo está sendo negociado em patamares inferiores aos de um ano atrás, favorecendo o uso de fibras sintéticas. Já os contratos futuros do algodão indicam estabilidade para 2025.

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No Brasil, as cotações podem ser pressionadas pela maior oferta global, estoques de passagem elevados, demanda contida e o modesto crescimento econômico mundial. Por outro lado, a valorização do dólar frente ao real pode sustentar a paridade de exportação, oferecendo algum suporte aos preços.

Produção em alta

A safra 2023/24 marcou o terceiro ano consecutivo de crescimento da produção brasileira de algodão, que alcançou 3,7 milhões de toneladas de pluma. O país cultivou 1,9 milhão de hectares, com uma produtividade média de 1,8 tonelada por hectare.

No cenário global, a produção está estimada em 25,6 milhões de toneladas, um aumento de 3,9% em relação à safra anterior. Já o consumo mundial deve atingir 25,21 milhões de toneladas, crescimento de 1,2%.

Exportações em destaque

Como já citado, em 2024, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial de algodão, e a estimativa para 2025 é de 2,9 milhões de toneladas exportadas. Os principais destinos do algodão brasileiro continuam sendo China e Vietnã.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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