Missão oficial
Professor e produtor de MT integram comitiva em Missão Angola
Grupo liderado pelo Ministro da Agricultura vai conhecer potencialidades do país africano
AGRICULTURA
Dos 27 integrantes da comitiva brasileira que fazem uma missão oficial do agronegócio em Angola, dois são de Sinop. O grupo que fará visitas específicas no país africano partiu nessa segunda-feira (5) e permanecerá em viagem até o dia 10.
A comitiva brasileira é liderada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro e conta com a presença de empresários, produtores rurais, pesquisadores e jornalistas. Os membros de Sinop são o economista e professor da Unemat Sinop, Feliciano Azuaga, e o produtor e empresário Robisson Eugênio Dorner.
Na agenda da Missão Angola estão compromissos governamentais e visitas técnicas a propriedades rurais de Angola. Em dezembro do ano passado, foi assinada a Carta de Intenções entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura e Florestas da República de Angola (Minagrif) para a Promoção do Comércio e dos Investimentos Agropecuários. O instrumento visa o fortalecimento das relações bilaterais no setor agropecuário e agroindustrial, estabelecendo um marco para a identificação, elaboração e estruturação de projetos estratégicos no setor agropecuário. Como parte do compromisso firmado entre os países, a comitiva do Mapa e de empresários do setor avaliará o ambiente de negócios para a produção agropecuária e as possibilidades de investimento brasileiro, bem como as oportunidades de cooperação técnica para o fortalecimento da segurança alimentar do planeta.
Alguns produtores do Norte de Mato Grosso já demonstraram interesse por investir em Angola. O país africano é encarado como um “Mato Grosso 20 anos atrás”, com oferta de terras férteis, uma considerável infraestrutura logística e clima similar, porém com uma agricultura ainda “adormecida”. As terras são cedidas pelo governo em um sistema de concessão, com contratos de exploração de 30 anos.
Visitas de campo estão marcadas nas províncias de Malanje e Cuanza-Norte. As visitas técnicas passarão por propriedades dedicadas à produção de grãos e pecuária de corte, à Companhia de Bioenergia de Angola (Biocom) e ao Polo Agroindustrial de Capanda (PAC).
Angola tem conhecido potencial para a produção de fertilizantes e nitrogenados que pode beneficiar o Brasil por meio das parcerias comerciais, assim como estudos e tecnologias desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) podem ajudar no crescimento da agropecuária do país africano.
Ainda neste mês de maio, o presidente de Angola, João Lourenço, retorna ao Brasil. O governo angolano também participa do encontro de Ministros da Agricultura da África que será realizado em Brasília de 20 a 22 de maio.


AGRICULTURA
Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026
O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.
O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.
Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.
Panorama e Contexto Recente
A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.
Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026
Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.
Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):
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Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.
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Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.
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Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.
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Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.
Fatores que influenciam os números
Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.
No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.
Desafios e Impactos Econômicos
Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.
O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.
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