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CASTIGADO PELA SECA

Conab prevê quebra superior a 15% na produção de soja em MT

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AGRICULTURA

Foto: Divulgação

O 5º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta uma queda de 15,3% na produção esperada da soja em Mato Grosso na safra de 2024, na comparação com a anterior. O tombo é consequência da seca que atrasou o plantio e prejudicou o desenvolvimento das plantas no final do ano passado.

Em 2023, os agricultores mato-grossenses colheram 45,6 milhões de toneladas de soja. Neste ano, a estimativa, até o momento, é de 38,635 milhões.

Já a produtividade da oleagionosa neste ano no Estado, conforme o estudo, deverá ser de 3.184 quilos por hectare. No ano passado, foi 3.773, o que dá uma queda de 15,6%.

Por causa da ausência de chuva nos primeiros meses da safra, em boa parte das lavouras ocorreu redução da produtividade de modo acentuado nos primeiros lotes colhidos. Até o momento em que o estudo foi feito, a colheita havia sido concluída em 30,1% das lavouras.

“Contudo, as chuvas ocorridas em dezembro e no início de janeiro contribuíram significativamente para a recuperação de parte do potencial produtivo da cultura, acrescentando por um ligeiro aumento no rendimento estadual, porém insuficiente para elevar a produção a um patamar próximo ao da safra anterior”, diz o estudo.

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Devido ao atraso na semeadura ou mesmo replantio, há lavouras nos mais variados estágios de desenvolvimento, que vão desde a floração até o ponto de colheita. “Assim, a atual safra aponta que os trabalhos de colheita vão se estender para além de abril”.

No Brasil, a produção de soja estimada é de 149,4 milhões de toneladas, o que representa queda de 3,4% se comparado com o volume obtido no ciclo 2022/23.

Já se for considerada a expectativa inicial desta temporada, a quebra chega a 7,8%, uma vez que a Conab estimava uma safra de 162 milhões de toneladas.

O atraso do início das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, seguido por chuvas irregulares e mal distribuídas, com registros de períodos de veranicos superiores a 20 dias, além das altas temperaturas, estão refletindo negativamente no desempenho das lavouras.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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