GRANDE ATO
União Brasil de Várzea Grande realiza evento e quer chegar a 7 mil filiados
POLÍTICA
Visando atingir a 7 mil filiados o União Brasil de Várzea Grande vai reunir suas principais lideranças em ato político no próximo dia 30 de novembro as 19:30 no Hits Hotel, próximo ao Aeroporto Marechal Rondon e ao VG Shopping.
“Sabemos o quanto o filiado é fundamental para fazer a interlocução com a população e discutir no partido, com os representantes eleitos as proposta a serem defendidas e transformadas em realidade”, disse o senador Jayme Campos, um das principais estrelas da agremiação.
O ato em Várzea Grande reúne ainda o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho, o deputado federal Coronel Assis, a ex-prefeita Lucimar Sacre de Campos, o deputado estadual, Júlio Campos e os vereadores Pedro Paulo Tolares, presidente da Câmara Municipal, Pablo Pereira, Rosy Prado, Gisa Barros e Jânio Calisto..
Em todo Mato Grosso, o União Brasil tem realizado ações voltadas para atrair novos filiados e para promover uma maior integração entre todos os municípios, defendendo que todos tenham voz e vez, pois a participação de todos é essencial e a única maneira de se obter resultado para o conjunto da sociedade
“Somente estaremos integrados quando todos puderem ser ouvidos e para isto necessitamos de novos filiados que são aqueles moradores das cidades que defendem os ideais democráticos, os benefícios para seus municípios e para seus moradores”, disse Lucimar Sacre de Campos, assinalando que a participação de todos é fundamental para que possamos continuar avançando e melhorando.
Como vice-presidente do União Brasil 44 Várzea Grande, Lucimar Sacre de Campos, sinalizou que a proximidade das eleições municipais de 2024, passa a exigir dos partidos maior participação popular e principalmente novas lideranças visando disputar os cargos que estarão em disputa. “O União Brasil e partidos aliados vão disputar as eleições municipais em todo Mato Grosso e queremos ter representatividade para dar vez e voz para a população. Temos representantes no Senado, na Câmara Federal, na Assembleia Legislativa, nas Prefeituras e nas Câmaras Municipais e assim conseguimos colocar em prática melhor qualidade de vida para todos”, disse Lucimar Sacre de Campos.
A vice-presidente reafirmou o convite para todos participarem no dia 30 e se filiarem no União Brasil a partir das 19:30 horas no Hits Hotel e depositarem sua confiança não apenas na sigla como nos representantes da agremiação que tem mandato e citou o senador Jayme Campos que somente em 2023 já conseguiu apresentar e liberar R$ 280 milhões em emendas para Mato Grosso e seus municípios.
O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, assinalou ainda que todo o esforço que o União Brasil empreende em prol de Mato Grosso tem resultado em números expressivos. “Seja no Governo do Estado, na Assembleia Legislativa, Senado Federal, Câmara dos Deputados, nas Prefeituras e Câmaras Municipais, o União Brasil tem representatividade, tem políticos comprometidos e determinados em melhorar a qualidade de vida das pessoas. Me sinto estimulado com o partido e tenho uma história de luta por Mato Grosso”, disse Eduardo Botelho.
Presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Pedro Paulo Tolares, mais conhecido como Pedrinho, assinalou que os esforços e dedicação dos partidários do União Brasil são no sentido de atrair novos filiados para que a representatividade partidária seja ainda maior e melhor. “O filiado é quem principalmente apresenta a demandas da população e das cidades e na qual os representantes com mandato trabalham para transformar em realidade”, disse ele assegurando que o União Brasil e os partidos aliados trabalham voltados para os anseios da população e para que sua representatividade tenha resultados.
Representante da bancada feminina na Câmara Municipal de Várzea Grande, as vereadoras Gisa Barros em seu segundo mandato e Rosy Prado, reconheceram a importância dos filiados e filiadas para o partido e para a população. “Nós éramos filiadas e militantes e defensoras das propostas do União Brasil e posterior a isto decidimos entrar na vida pública, disputar as eleições e trabalhar pela cidade e sua gente”, explicaram as vereadoras.
Elas assinalaram que hoje, no exercício do mandato, reconhecem ainda mais a importância dos filiados e da interlocução que eles promovem entre a agremiação, seus representantes eleitos e as possibilidades em conseguir unidos atender a demanda, os pedidos da população como um todo.
O senador Jayme Campos frisou que o trabalho de base consiste em reforçar a agremiação e isto se dá através dos filiados e não apenas dos representantes eleitos. “É uma sequência de ações e medidas voltadas que passa por ouvir os anseios populares, propor soluções para que estes anseios se transformem em realidade e com isto dar musculatura ao partido, pois a força está no filiado, na participação daqueles que dão vez e voz a população como um todo”, disse Jayme Campos.
Jayme reafirmou o convite para que todos participem do Encontro Municipal do União Brasil de Várzea Grande e se filiem com a certeza de que serão ouvidos e terão participação ativa. “Sempre fizemos a diferença e vamos demonstrar que continuamos fazendo e que o filiado no União Brasil tem participação ativa e pode também pleitear mandatos”, disse Jayme Campos assegurando que o evento é público aberto e vai consolidar o início de novas caminhadas visando as eleições de 2024 e de 2026.
POLÍTICA
‘‘Eu conheço a realidade de Mato Grosso, posso defender com propriedade’’
Rosana Martinelli quer um Congresso forte para frear o Poder Judiciário e representar municípios
“Deus, Pátria e Família”, mas também desenvolvimento econômico, emprego, segurança para as mulheres e uma postura de enfrentamento ao Poder Judiciário, especificamente ao STF. Esses foram os motes principais citados por Rosana Martinelli durante a entrevista concedida ao GC Notícias nesta segunda-feira (14). Uma semana após se desligar do PL e confirmar a sua filiação ao MDB, a ex-prefeita de Sinop e suplente de Senador coloca na rua sua pré-candidatura para deputada federal, mantendo-se na pista da Direita e reforçando que conhece os caminhos de Mato Grosso.
Rosana lembrou que muito antes de atuar na política, ela viveu a formação do Norte do Estado. Foi uma das pioneiras de Sinop, chegando na cidade ainda criança. Depois empreendeu no setor madeireiro, também trabalhou com pecuária e ainda é produtora rural – experienciando a tríade da economia local. “Eu conheço a realidade de Mato Grosso e por isso posso defender o Estado com propriedade. Quando ocorreram as grandes discussões no Senado Federal envolvendo Mato Grosso e o setor produtivo, eu sabia do que estava falando, porque eu conhecia o assunto. Fazia parte da minha realidade”, comentou Rosana.
Ela citou como exemplo os debates em torno das queimadas, quando parte das lideranças políticas e institutos ambientais tentavam responsabilizar os produtores rurais pelos sinistros. “O maior patrimônio do produtor rural é sua fazenda. Ele é quem mais preserva. Ele é o guardião da propriedade rural e das reservas florestais que existem nela”, reforçou a pré-candidata.
O mesmo ocorre quando o assunto são os desmatamentos. “No restante do Brasil o desmatamento é colocado na conta do setor madeireiro. O que não é verdade. É um setor que depende da floresta em pé para trabalhar. Então, quando esses temas surgiram no Senado, tratamos de falar de manejo florestal sustentado e ver a percepção das pessoas sobre o assunto mudando”, afirmou Rosana.

Esse conhecimento da realidade de Mato Grosso também balizou Rosana na discussão dos grandes projetos de infraestrutura, como a implantação de ferrovias no Estado e a duplicação da malha federal. “Logística sempre foi nosso gargalo. Mato Grosso tem um potencial produtivo indiscutível, que gera ainda mais resultado à medida que a indústria se desenvolve. Cito sempre como exemplo a usina de etanol da Inpasa, que conseguimos atrair para Sinop quando eu era prefeita. Além do grande investimento, gerou empregos, negócios e mudou o mercado do milho. Mato Grosso ainda tem muito potencial para avançar nesse sentido, mas para isso um dos pontos necessários é melhorar a logística”, defendeu Rosana.
Quando o Congresso Nacional discutia a implantação de um novo Código Tributário, Rosana estava Senadora. Sua percepção das demandas de Mato Grosso levou ela a apresentar 42 indicações ao projeto de lei. No fim, 8 acabaram sendo absorvidas no texto original. “Sei do meu tamanho. Apesar da minha passagem pelo Senado, ainda não estou pronta para uma eleição desse patamar. Mas quero exercer minha representação política como deputada federal”, comentou.
Para além do setor produtivo e das questões inerentes ao desenvolvimento econômico de Mato Grosso, Rosana também se posiciona como uma representante do eleitorado feminino. Durante sua passagem pelo Senado, foi autora de projetos de lei relacionados à segurança da mulher. Como foi o caso da facilitação do porte de arma para mulheres que estão sob medida protetiva. Ela também defendeu intensificar as campanhas e ações para combater a violência contra as mulheres e o acesso gratuito à Justiça para vítimas de violência doméstica e familiar. “Precisa mudar a cultura, entender a posição de insegurança e atuar em defesa das mulheres, que hoje não conseguem confiar na capacidade do Estado de protegê-las. Precisamos mudar isso e uma das formas é garantir que o agressor seja punido e que continue preso. Eu defendo penas mais duras para crimes violentos”, opinou Rosana.
Outra bandeira levantada pela pré-candidata é a representatividade regional. Em sua leitura, o Norte de Mato Grosso, com aproximadamente 900 mil eleitores, tem condições de aumentar sua representatividade política escolhendo candidatos que tem identificação com a região. “Os recursos estão em Brasília. Independentemente de quem esteja na presidência da República, o dinheiro da União tem que chegar até a população e fazer a sua função. Como deputada federal vamos fazer essa ponte. Porque conheço as necessidades, principalmente na saúde e na educação”, apontou.

Extensão da Direita
Nos últimos anos Rosana militou em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro, ajudou a fechar rodovia, fez discurso de ordem em cima de pá-carregadeira enrolada na bandeira do Brasil durante os manifestos regionais, teve seus bens bloqueados pelo judiciário e seu passaporte preso. Foi acusada de patrocinar os atos de 8 de janeiro de 2023. Além disso, promoveu diversas ações para fortalecer o PL Mulher. Depois de todo empenho em prol dessa corrente política, na reta final Rosana deixou a sigla e se filiou ao MDB. “Foi um pedido do próprio [Jair] Bolsonaro”, justificou Rosana.
Segundo ela, o PL de Mato Grosso contava com 11 nomes para disputar a eleição de deputado federal – sendo que o partido só poderia lançar 9 candidatos. Rosana acredita que estaria entre os nomes confirmados pelo PL para disputa. No entanto, seria mais difícil viabilizar sua candidatura no partido. Com as mudanças nas regras do coeficiente eleitoral, analistas políticos apontam que o PL deve eleger, no máximo, 3 deputados federais. Rosana poderia estar entre esses 3 ou não. Enquanto isso, no MDB, a projeção é de que o partido eleja um deputado federal. E nesse caso, Rosana é tida como favorita. “São projeções. Mesmo disputando a eleição no MDB, continuo sendo a mesma pessoa, com o mesmo discurso, defendendo as mesmas pautas. A mudança de partido teve a anuência do PL, faz parte de um projeto para atender ao pedido de Bolsonaro, que é eleger o máximo possível de deputados federais e senadores de Direita”, afirmou Rosana.
Por isso, mesmo correndo pelo MDB, Rosana segue apoiando a candidatura para o governo do Estado de Wellington Fagundes, cacique do PL e seu padrinho político de longa data. Dentro do MDB, a pré-candidatura de Rosana ganhou o apoio declarado da deputada estadual Janaina Riva. “Não perco minhas bases indo para o MDB. Provavelmente ganharei algumas do partido, que recentemente foi esvaziado, com a saída de muitos pré-candidatos”, avaliou.

Contrapeso do Supremo
Enquanto alguns analistas entendem o clamor de Bolsonaro para alcançar uma maioria absoluta no Congresso Nacional como uma tentativa de governar o Brasil sem disputar a eleição, Rosana vê como uma medida para reestabelecer os freios e contrapesos dos poderes nacionais. Na sua avaliação, o STF (Supremo Tribunal Federal) tem se tornado absoluto, revisando decisões do Senado, perseguindo a liberdade de expressão e atuando de forma arbitrária, sem responder a ninguém. “O povo não o reconhece. Ninguém votou no Supremo. Por uma questão de equilíbrio dos poderes é preciso que haja um mecanismo que possa conter os abusos do STF, quando estes forem cometidos. Ninguém é o dono da verdade. Quem erra, mesmo se for do judiciário, deve ser afastado”, argumentou Rosana.
Ela também defende um impeachment do ministro Alexandre de Morais – o que possivelmente aconteceria com uma bancada Bolsonarista majoritária no Congresso Nacional. Autora de um dos projetos de lei que previa a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, Rosana, vê a atuação da justiça no processo como abusiva, arbitrária e repleta de estranhezas. “Soltaram criminosos e prenderam patriotas. Para alguns, penas arbitrárias de 14 a 17 anos de prisão, pesadas demais; sem sentido. Agora, uma leva de multas, mais de R$ 7,1 bilhões em multas para quem estava com os carros estacionados em Brasília no dia. Para mim o processo todo é muito viciado, com clara perseguição política”, avaliou Rosana.
Na sua visão, um Congresso Nacional identificado à Direita seria capaz de fazer um contrapeso de poder ao Supremo.
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