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DESDE 2013

Governo ignora estudo de impacto ambiental para obra na MT-251, afirma geólogo

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POLÍTICA MT

Na manhã desta terça-feira (09.04), o geólogo e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Caiubi Kuhn, lançou duras críticas ao Governo do Estado, acusando-o de ignorar um estudo de impacto ambiental (EIA) realizado em 2013 durante a gestão do ex-governador Silval Barbosa (MDB). Kuhn afirmou que o estudo foi negligenciado na execução da obra de retaludamento na MT-251, localizada em Chapada dos Guimarães.

Em uma entrevista exclusiva concedida ao Jornal da Cultura 90.7, o professor Kuhn alertou que a obra em questão não deve ser concluída dentro do prazo inicialmente estipulado pelo Governo do Estado, e muito menos dentro do orçamento previamente calculado. Inicialmente orçada em cerca de R$ 29 milhões, Kuhn aponta que o custo final deve ultrapassar consideravelmente essa marca.

A solução proposta pela Secretaria de Infraestrutura de Mato Grosso (Sinfra-MT) para resolver os deslizamentos na região do Portão do Inferno consiste em recortar os paredões e recuar o traçado da rodovia, afastando-a do precipício – uma técnica conhecida como retaludamento.

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No entanto, o geólogo alerta para as enormes dificuldades logísticas envolvidas nesse processo. Segundo ele, serão necessárias aproximadamente 12 mil viagens de caminhões para remover todas as rochas retiradas do paredão. “Considerando uma operação de uma hora, com dez caminhões operando constantemente, poderíamos fazer cerca de 100 viagens por dia. Com isso, seriam necessários 120 dias para concluir essa fase do projeto. Isso demonstra que o prazo estipulado pelo Governo não é realista”, ressaltou.

Além disso, Kuhn levanta a questão do impacto ambiental do retaludamento, destacando que o estudo de impacto ambiental realizado em 2013 indicava que essa não seria a melhor solução para o local. “O retaludamento é a opção que causa o maior impacto ambiental entre as três alternativas consideradas: túnel, viaduto e retaludamento. É uma obra complicada de ser executada e, provavelmente, não ficará nem perto do valor que está orçada”, alertou o geólogo.

Diante dessas preocupações levantadas pelo professor Kuhn, fica evidente a necessidade de uma revisão cuidadosa do projeto e um diálogo transparente com a sociedade para garantir a eficácia da obra e a preservação ambiental da região. O Governo do Estado ainda não se pronunciou sobre as declarações do geólogo.

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POLÍTICA MT

Prefeito corre risco de ser cassado por atacar vereadores e prejudicar servidores

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Por 7 votos a 1, a Câmara de Guarantã do Norte abriu comissão processante que pode levar à cassação do prefeito Márcio Gonçalves (Novo). A denúncia por supostas infrações político-administrativas foi apresentada por um munícipe. A votação ocorreu na noite de 22 de abril.

A denúncia aponta possíveis irregularidades, como a omissão em adotar medidas necessárias ao funcionamento da Câmara, o que teria prejudicado o pagamento de servidores. É apontado também o atraso ou a não publicação de leis aprovadas e a adoção de condutas incompatíveis com o decoro do cargo, incluindo o uso da estrutura pública para ataques aos parlamentares.

Foram favoráveis ao recebimento da denúncia os vereadores Alexandre Rodrigo Ribeiro Vieira (União), David Marques Silva (MDB), Demilson Camargo Martins (MDB), Letícia Camargo de Souza (Republicanos), Maria Socorro Leite Dantas (Republicanos), Silvio Dutra da Silva (Podemos) e Veroni Maria Pansera (PP).

O único voto contrário foi do vereador Zilmar Assis de Lima (União). O presidente da Câmara, Celso Henrique (Podemos), não votou por não ter havido empate, mas depois da votação ele determinou abertura do processo contra o prefeito para cumprimento do rito previsto em lei.

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Em seguida, foram sorteados os membros da comissão responsável pela investigação: Letícia Camargo como presidente; David Marques como relator; e Maria Socorro como membro.

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