Artigo
Sangue nos olhos
A motivação e o amor devem ser mais fortes do que o sangue nos olhos.
OPINIÃO
Pense naqueles filmes de guerra, de terror e de ação, em que o personagem principal tem que gritar, dar o sangue, esbravejar, agir etc. para conseguir alcançar o seu objetivo. O personagem fará de tudo para conseguir o que tanto almeja.
Na área da liderança também temos esse tipo de líder, o qual faz de tudo para conseguir resultados. Custe o que custar, ele fará as coisas acontecerem. Se for necessário gritar, vibrar, bater a perna, esmurrar a mesa, praticar excessivamente expressões não verbais, saiba que ele fará isso. Alguns exemplos: o ex-técnico do Flamengo Jorge Jesus, o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho, enfim.
Cada qual com suas particularidades e semelhanças. Mas será que todos os colaboradores se adaptam a esse estilo de liderança? O fato é: obter os resultados propostos pela instituição é salutar, porém deve haver educação e respeito para evitar o constrangimento e a exposição do colaborador.
Ao invés de gritar e xingar, que tal motivar? Dê os motivos, liste todos esses pressupostos para que sua equipe possa entender e abraçar a causa da empresa.
Substitua o “sangue nos olhos” por “brilho nos olhos”, use de sua capacidade intelectual para influenciar e motivar a sua equipe. Não resista, busque sempre o melhor de cada colaborador, pois é certo que ele será um grande seguidor das suas convicções.
O papel do líder não é brigar, pelo contrário, ele deve sim motivar a sua equipe, assim como na regência de um coral musical.
Mostre a sua equipe os propósitos, objetivos, visão da sua entidade. Faça com que eles se sintam parte e colaborem verdadeiramente para trazer bons frutos para a entidade.
Uma equipe motivada encontrará muito mais força e guarida do que diversas pessoas que têm medo e desconfiam dos colegas ou da sua chefia.
Caro líder, apresente a sua equipe valores tais como: educação, empatia, inteligência emocional, gentileza, transparência, livre-arbítrio, proatividade, ouvir antes de falar, motivação, proporcionar um ambiente gostoso e belo no trabalho.
Não dê muito o sangue e não exija sangue nos olhos das pessoas, pelo contrário, distribua carinho, amor, compaixão pelos seus liderados. O estilo de liderança deve se adaptar ao tempo em que vivemos. Os resultados chegarão se assim, líder, você permitir!
*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras. http://www.francisney.com.br
OPINIÃO
Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor
Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.
Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.
Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.
A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.
Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.
O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.
Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.
Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.
Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.
A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.
Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.
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