LÍDER NACIONAL
Mato Grosso concentra 14% do rebanho nacional e responde por 24% das exportações de carne bovina
GERAL
Mato Grosso soma 31,12 milhões de cabeças de bovinos, o equivalente a 14% do rebanho nacional, segundo levantamento do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) referente a maio de 2026. O estado é hoje o maior produtor de carne bovina do país tanto em volume abatido quanto em participação nas exportações.
De acordo com o analista de Gestão da Informação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Valdecir Francisco Pinto Júnior, Mato Grosso abateu 7,46 milhões de bovinos em 2025, volume que representa mais de 17% de todo o abate brasileiro sob inspeção. No primeiro trimestre de 2026, essa fatia subiu para 17,5%, mantendo o estado na liderança nacional do indicador.
No mercado externo, o peso é ainda maior: cerca de 24% das exportações brasileiras de proteína bovina saem de Mato Grosso — uma em cada quatro toneladas vendidas pelo país ao exterior.
Parte dessa competitividade é explicada pela intensificação da pecuária mato-grossense, diz Valdecir. A integração com a agricultura, a oferta de milho e coprodutos como o DDG e a expansão de sistemas como confinamento e TIP (terminação intensiva a pasto) têm reduzido o ciclo produtivo: hoje, mais de 43% dos bovinos abatidos no estado têm até 24 meses de idade.
Em relação à população, o estado mantém uma das maiores proporções de gado por habitante do país: são cerca de 8 cabeças de bovino para cada um dos 3,9 milhões de mato-grossenses.
Para dimensionar a escala do rebanho, um comprimento corporal médio de fêmeas nelore — entre 1,38 m e 1,44 m, segundo dois estudos científicos — permite estimar que os 31,12 milhões de animais, enfileirados sem espaço entre si, somariam mais de 44 mil km, distância superior à circunferência da Terra (cerca de 40 mil km no Equador).
GERAL
Número de vítimas da letalidade policial em MT registra queda em um ano, indica relatório
Mato Grosso registrou redução de 33,2% no número de mortes decorrentes de intervenção policial entre 2024 e 2025, passando de 214 para 143 casos. Os dados integram um painel desenvolvido pelo Ministério Público Estadual (MPMT) para ampliar a transparência das informações sobre o tema e subsidiar a formulação de políticas públicas, o aperfeiçoamento da atuação institucional e o fortalecimento do controle externo da atividade policial. Para acessar, clique aqui.
O coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) Criminal e do Controle Externo da Atividade Policial, promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, destacou que a iniciativa está alinhada às ações do Comitê Interinstitucional instituído pelas Portarias Conjuntas nº 1/2025 e nº 1/2026-PGJ-SESP.
O comitê atua no aprimoramento da prevenção, da persecução penal e das políticas públicas relacionadas à letalidade policial e à vitimização de profissionais da segurança pública em Mato Grosso. Entre os objetivos estão a produção de diagnósticos, o aperfeiçoamento de protocolos integrados e o fortalecimento do compartilhamento de dados. Os trabalhos foram prorrogados para aprofundamento técnico e consolidação das estratégias interinstitucionais.
O coordenador ressaltou que “é fundamental avaliar a qualidade da base de dados. O painel foi concebido justamente para garantir transparência com rigor metodológico, permitindo uma leitura mais qualificada e responsável dos indicadores”.
A coordenadora adjunta do CAO Criminal e do Controle Externo da Atividade Policial, promotora de Justiça Nathalia Moreno Pereira, observou que “a redução de 214 para 143 registros é relevante, mas a análise não se esgota no número absoluto. Para compreender o fenômeno, é essencial considerar a série histórica, as taxas e a distribuição territorial das ocorrências”.
A subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, enfatizou que os indicadores estatísticos devem ser interpretados dentro de seu alcance técnico. “Os indicadores descrevem a ocorrência do evento, mas não explicam suas circunstâncias. Eles não antecipam juízo sobre licitude ou responsabilidade, aspectos que atualmente não integram a estatística e dependem de análise jurídica e probatória do caso concreto”, ressaltou.
Para o Ministério Público de Mato Grosso, a sistematização das informações contribui para qualificar o debate público, fortalecer a cooperação com os órgãos de segurança pública e aprimorar a atuação institucional baseada em evidências. A expectativa é que a publicação do painel amplie a transparência dos indicadores e contribua para a preservação da vida, o aperfeiçoamento das políticas de segurança pública e o fortalecimento dos mecanismos de controle externo.
A ferramenta deverá passar por atualizações periódicas e receber novos recortes analíticos, ampliando a confiabilidade dos dados e subsidiando a atuação institucional na área da segurança pública.
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