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Artigo

Alterações fisiológicas

O que acontece com o nosso emocional reflete no nosso físico. Cuidar do nosso emocional também é de extrema importância

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OPINIÃO

Nós, seres humanos, não somos de ferro e muito menos de aço. Temos as nossas lutas, dificuldades, como também muitas conquistas. A cada ato ocorrido, seja positivo ou negativo, temos reações e alterações fisiológicas no nosso corpo.

O nosso corpo recebe alterações fisiológicas a depender da carga emocional suportada, a qual pode ser alta, média ou baixa.

Se o indivíduo ficou estressado por algum motivo qualquer, a reação do corpo é ficar em alerta, manter a posição de sentinela. O alerta ocorrido é de forma geral e envolve todas as partes do corpo como se tomássemos um susto.

Em meio ao estresse, o indivíduo tem uma mentalidade desgastante e cansativa. O corpo geralmente fica mais tenso, o que gera dor física, entre outras consequências.

As alterações fisiológicas são perceptíveis quando ocorre algum impacto emocional na nossa vida, quais sejam: aumento da frequência cardíaca e pressão arterial, contração do baço, o fígado libera glicose, redistribuição sanguínea, aumento da frequência respiratória e dilatação dos brônquios, dilatação das pupilas, aumento do número de linfócitos na corrente sanguínea, tensionamento do corpo, dentre outras alterações que podemos ter ao sermos impactados pelo estresse ou outro sentimento emocional negativo.

É comum entender que os nossos sentimentos e nossas emoções podem causar doenças, como, por exemplo, o câncer. Já existem pesquisas que comprovam isso. Um outro elemento complicado que afeta os seres humanos é a raiva, a qual provoca muitas alterações no nosso corpo.

O site EMS aponta a seguinte informação: “Os especialistas explicam que, em pequenas doses, o sentimento de raiva, por exemplo, pode até ser saudável – servindo de impulso para ações ou motivações de mudanças. No entanto, o problema começa quando ela extrapola o bom senso, passa a prejudicar o bem-estar físico e o convívio social. O cultivo da raiva excessiva faz com que o corpo humano entre em estado de estresse, pois a descarga de adrenalina no organismo é muito grande. O sentimento pode causar alterações fisiológicas como aumento da pressão e dos batimentos cardíacos, tonturas, vertigens, tremores, inquietação e até insônia. Mas a lista de problemas não para por aí. O quadro de raiva excessiva pode acarretar cansaço físico excessivo, falta de memória e problemas gastrointestinais. Em casos mais graves, ela pode levar a um infarto cardíaco ou a um acidente vascular cerebral (AVC), problemas considerados graves pela medicina”.

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Se sofremos com o medo e a ansiedade, haverá também algumas alterações na nossa vida, tais como: sensação de asfixia, tontura, sudorese, tremores, agitação, nervosismo, palpitações e angústia. Com isso, ocorrerão consequências diretas no nosso dia a dia.

Todo o nosso corpo tem contribuição com algum impacto emocional, pois ele é todo interligado e conectado. Um ponto relevante é que tudo é registrado pela nossa memória e, quando ocorre uma lembrança racional provocada pela emoção, a memória registrada é enraizada e solidificada.

Acontece que toda situação que nós passamos em nossas vidas vai gerar algum impacto no nosso corpo e na nossa emoção. Se estressar, zangar, brigar, se irritar, entristecer, se isolar, ofender, ser ofendido, cultivar raiva, alegria, amor, carinho, empatia, todas essas sensações, positivas ou negativas, hão de impactar a nossa vida.

Todos esses fatores podem ocorrer em maior ou menor quantidade e intensidade, a depender de cada indivíduo. Normalmente a pessoa mais equilibrada tem um impacto menor, já o indivíduo desequilibrado emocionalmente, não resta dúvida que sofrerá mais. Algumas situações podem ocorrer: problemas de concentração, falta de foco, irritabilidade, insônia, dores de cabeça, dores físicas de um modo geral, tensão corporal etc.

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Desejamos ter autocontrole, mas sabendo que requer muito treinamento para se fazer intervenções pontuais no nosso comportamento e assim aliviar essa carga emocional; muitas pessoas não conseguem lidar com essa situação. O melhor a fazer é procurar ajuda de um profissional da área.

Se não controlarmos as nossas emoções, é certo que teremos mais desgastes e um perecimento precoce. É necessário controlar as nossas emoções. As reações do corpo e da mente ocorrerão para o bem ou para o mal, e, como vimos, normalmente é para nos prejudicar. Pense nisso.

 

*Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Escritor. Palestrante e Professor há mais de 25 anos. Coach e Mentor. Mestre em Educação. Doutor Honoris Causa. Graduado em Administração, Ciências Contábeis (CRC-MT), Direito (OAB-MT) e Economia. Membro da Academia Mundial de Letras. https://francisneyliberato.my.canva.site/

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OPINIÃO

Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

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Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

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Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

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