Operação Ragnatela
Vereador de Cuiabá se torna réu por suspeita de chefiar esquema criminoso
CUIABÁ
vereador de Cuiabá Paulo Henrique (MDB) foi oficialmente transformado em réu nesta quarta-feira (13) por decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que aceitou a denúncia contra ele e outros quatro acusados de integrarem um esquema de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A denúncia é resultado das investigações da Operação Ragnatela, que identificou a atuação de Paulo Henrique como líder do grupo criminoso.
Na decisão, o magistrado afirmou que há indícios suficientes para iniciar a ação penal. “Recebo a denúncia oferecida em face dos réus supracitados, por satisfazer os requisitos legais, vez que amparada em indícios de autoria e materialidade”, pontuou o juiz no documento. O vereador e os demais réus têm agora um prazo de 10 dias para apresentar defesa.
Além de Paulo Henrique, se tornaram réus José Márcio Ambrósio Vieira, José Maria Assunção, Rodrigo Anderson de Arruda Rosa, e Ronnei Antônio Souza da Silva. Segundo a denúncia, o vereador teria utilizado sua posição política e seu cargo de presidente do Sindicato dos Agentes Fiscais de Cuiabá (Sindarf) para favorecer eventos promovidos pelo Comando Vermelho, prejudicando estabelecimentos concorrentes em troca de pagamentos ilícitos.
Movimentação de R$ 20 milhões
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a suposta organização criminosa movimentou cerca de R$ 20 milhões e contava com a influência de Paulo Henrique para coordenar as ações dos fiscais municipais em benefício da facção. O vereador seria o responsável por distribuir os pagamentos de suborno aos fiscais envolvidos, com valores entre R$ 2 mil e R$ 5 mil, de acordo com cada situação.
Em um dos episódios destacados pela denúncia, fiscais foram mobilizados para barrar a realização de um evento na antiga casa de shows Vitrini, com o objetivo de beneficiar o Dallas Bar, estabelecimento concorrente. Em outra situação, o vereador teria ordenado a devolução de um valor pago após o quiosque Xômano receber uma multa de um fiscal que não fazia parte do esquema. O mesmo fiscal voltou a autuar o local por som alto, e a organização, sem conseguir retirá-lo do posto, teria registrado insatisfação com a situação.
Paulo Henrique chegou a ser preso na segunda fase da Operação Ragnatela, intitulada “Pubblicare”, deflagrada no mês passado.
CUIABÁ
Orgia termina em tentativa de calote e mulher trans baleada dentro de motel
Um homem foi preso na madrugada desta sexta-feira (17) após uma sequência de agressões e disparos de arma de fogo dentro do Motel Califórnia, localizado no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.
Segundo informações da Polícia Militar, a confusão começou após um desacordo no pagamento de um programa. O suspeito teria contratado duas mulheres transexuais, mas, no momento de quitar o valor combinado, afirmou ter apenas R$ 120, o que gerou revolta e discussão no local.
A situação rapidamente saiu do controle e evoluiu para violência física. Imagens do circuito interno do estabelecimento registraram o momento em que o homem agride uma das vítimas com socos e chutes.
Durante a briga, uma segunda mulher tentou intervir e entrou em luta corporal com o suspeito. Apesar de conseguirem derrubá-lo, o homem se levantou, sacou uma arma e passou a perseguir uma das vítimas pelos corredores do motel.
Na sequência, ele fez os disparos e atingiu a panturrilha da mulher. Após o ataque, fugiu do local.
Com base nas características do veículo utilizado pelo suspeito, os policiais conseguiram localizá-lo ainda na região do Jardim Vitória. Durante a abordagem, ele resistiu à prisão, entrou em confronto com os militares e tentou tomar a arma de um dos policiais, sendo contido.
No motel, os agentes encontraram cápsulas de pistola calibre .380. O suspeito admitiu que possuía uma arma de fogo, mas declarou que a descartou em uma área de mata antes de ser detido. O armamento não foi localizado.
Ele foi encaminhado à delegacia e deve responder pelos crimes. O caso será investigado pela Polícia Civil.
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