Marco
Pivetta vence em todos os 142 municípios de MT e garante reeleição no 1º turno
GERAL
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) garantiu sua reeleição ao Palácio Paiaguás já no primeiro turno das eleições deste domingo (04), consolidando uma vitória histórica por unanimidade entre os municípios de Mato Grosso. Segundo dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pivetta terminou à frente de seus adversários em todas as 142 cidades, cruzando o estado de ponta a ponta e acumulando mais de um milhão de votos, o equivalente a 60,77%.
A disputa foi encerrada com ampla vantagem sobre o segundo colocado, o senador Wellington Fagundes (PL), que obteve cerca de 430 mil votos (23,19%), e a terceira colocação ficou com Natasha Slhessarenko (PSD), que somou mais de 280 mil votos (15,17%). Com o resultado, Pivetta abriu uma frente de mais de 690 votos de diferença em relação a Fagundes, com uma margem de 37,5% de diferença.
O desempenho de Pivetta ganhou força política especial em municípios comandados por prefeitos do PL, partido de seu principal adversário, que decidiram romper a fidelidade partidária e apoiar a reeleição do governador. A exemplo de Várzea Grande, Rondonópolis, Campo Novo do Parecis, Primavera do Leste e Cuiabá, em que, apesar de não expressar apoio oficialmente, Abílio Brunini (PL) permaneceu positivo à Pivetta.
Várzea Grande: A prefeita Flávia Moretti (PL) abraçou a campanha de Pivetta por conta de apoios importantes para a infraestrutura municipal. O governador venceu com 54,17% dos votos, contra 22,70% de Natasha e 21,91% de Wellington.
Rondonópolis: terra natal e principal reduto eleitoral de Wellington, o município é administrado por Cláudio Ferreira, que deixou o PL após contrariar a sigla e apoiou o governador. Pivetta obteve 50,86%, superando Wellington, que ficou com 31,07%, e Natasha, com 16,88%.
Campo Novo do Parecis: O prefeito Edilson Piaia deixou o PL durante o pleito para apoiar a reeleição. Pivetta atingiu 72,97%, ante 16,89% de Wellington e 9,48% de Natasha.
Primavera do Leste: O prefeito Sérgio Machnic (PL) declarou apoio a Pivetta, mesmo admitindo o risco de punição interna. O governador venceu com 62,66%, seguido por Wellington com 26,02% e Natasha com 8,27%.
Cuiabá: mesmo com a postura de Abílio, Pivetta liderou com cerca de 54% dos votos válidos. Natasha ficou na segunda posição, com aproximadamente 24%, empurrando Wellington para o terceiro lugar, com 21%.
Margens no mapa eleitoral
O mapeamento do TSE demonstra a capilaridade da campanha governista, que pontuou acima de 80% em municípios do interior, mas também registrou vitórias apertadas em cidades onde a disputa foi acirrada. As maiores taxas de aprovação de Pivetta ultrapassaram a marca de 80% dos votos válidos em alguns municípios.
Como Nova Maringá, que alcançou 84,68%, sendo o maior percentual alcançado no estado, seguida por Santa Rita do Trivelato com 84,38%. Já Apiacás chegou a 81,21%, enquanto Lucas do Rio Verde ficou com 80,60%, sendo uma cidade importante na carreira de Pivetta por já ter sido prefeito.
Por outro lado, as menores margens do governador ocorreram em localidades onde a oposição apresentou forte resistência. Em Poconé, Pivetta registrou sua menor porcentagem ao alcançar 40,56% (6.923 votos), com Natasha na cola com 36,13% (6.167 votos), uma diferença de apenas 756 votos. Disputas apertadas também foram vistas em Tesouro e em Juscimeira.
GERAL
Advogados tentam evitar a extinção de 3 varas
Diálogo com TJMT busca entendimento sobre reestruturação de unidades judiciárias
Presidentes de Subseções, diretores, ex-presidentes e lideranças da região apresentaram ao corregedor-geral da Justiça as peculiaridades locais e defenderam a reanálise das medidas previstas para Campinápolis, Vila Rica e São Félix do Araguaia
A mobilização da advocacia da região do Araguaia abre um canal de interlocução com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) sobre os impactos da reestruturação de unidades judiciárias no interior do Estado.
Na segunda-feira (5), presidentes e integrantes das diretorias das Subseções da OAB de Nova Xavantina e Vila Rica, ex-presidentes, representantes do poder público municipal e lideranças da advocacia participaram de reunião com o corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador José Luiz Leite Lindote.
O encontro teve como pauta as situações de Campinápolis, Vila Rica e São Félix do Araguaia, inseridas no projeto mais amplo de reestruturação do Poder Judiciário estadual, que prevê a extinção de 13 unidades judiciárias em Mato Grosso. Na região do Araguaia, a deliberação atinge estruturas de Vila Rica e São Félix do Araguaia e, no caso de Campinápolis, por se tratar de comarca de vara única, a extinção da unidade judiciária implicaria o fechamento da própria comarca.
A mobilização começou imediatamente após a divulgação da deliberação do Tribunal Pleno. Ainda na sexta-feira (2), tão logo tomaram conhecimento da decisão, as presidentes das Subseções de Vila Rica, Dra. Luana Lico, e de Nova Xavantina, Dra. Michele Freitas Pereira, buscaram a habilitação das entidades no procedimento administrativo e iniciaram articulação institucional para levar ao Tribunal as peculiaridades e os impactos das medidas sobre as respectivas regiões.
A interlocução com o TJMT foi construída por meio da advogada Xênia Guerra e do ex-presidente da OAB/MT Leonardo Campos, acionados pelas lideranças da região para auxiliar na abertura do diálogo e na apresentação das demandas diretamente à Corregedoria.
Durante a reunião, presidentes, diretores, ex-presidentes e demais representantes apresentaram informações sobre a realidade das localidades atingidas, destacando aspectos que, na avaliação da advocacia local, precisam integrar a análise do Tribunal antes da implantação das medidas.
Argumentos
O grupo apresentou ao corregedor dados sobre crescimento populacional e econômico, movimentação processual, extensão territorial, grandes distâncias entre municípios e comunidades, dificuldades de deslocamento, estrutura de servidores e oficiais de Justiça, presença de comunidades indígenas e assentamentos rurais, além das limitações de acesso à internet e a serviços públicos em diversas localidades.
As manifestações também chamaram a atenção para uma característica histórica da região do Araguaia: o desafio permanente de garantir estrutura pública suficiente em municípios distantes dos grandes centros, marcados por extensas áreas territoriais, populações dispersas e diferentes situações de vulnerabilidade.
De acordo com o corregedor, a reestruturação do Judiciário busca reorganizar para ampliar a eficiência e direcionar recursos de acordo com as demandas identificadas pelo Tribunal. Lindote esclareceu ainda que as medidas não são irreversíveis e que a própria decisão prevê período anterior à efetiva implantação, o que permite a análise das situações específicas e das manifestações apresentadas pelas entidades antes da consolidação das mudanças.
As Subseções formalizarão nos procedimentos administrativos os dados, fundamentos e pedidos apresentados durante a reunião, que passarão pela análise do Tribunal.
Para a advocacia do Araguaia, a mobilização representa a continuidade de uma atuação histórica em defesa de maior estrutura para uma região que, durante décadas, enfrenta desafios decorrentes das distâncias, do crescimento e da necessidade de ampliar a presença das instituições públicas.
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