SECA SEVERA
Pior seca registrada em 44 anos leva 14 municípios de Mato Grosso a declarar emergência hídrica
GERAL
Mato Grosso vive a pior seca dos últimos 44 anos, conforme informações do Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden). O período de estiagem de maio a agosto foi considerado a pior seca já registrada desde os anos 1980 em 16 dos 27 estados da federação, incluindo o Distrito Federal.
Embora os 142 municípios do estado estejam afetados com a escassez de água, seja de forma moderada, severa ou extrema, 14 decretaram emergência por emergência hídrica. O último foi Nova Bandeirantes (996 km de Cuiabá).
O prefeito municipal do município, Cesar Augusto Berigo, alterou o horário de expediente na Prefeitura Municipal de Nova Bandeirantes para economizar água. Além disso, está proibido a utilização de água tratada fornecida pelo Município para abastecimento e substituição de água de piscinas, lavagem de fachadas, calçadas, pisos, muros e veículos com o uso de mangueiras, até que se reestabeleça a normalidade de abastecimento de água. A mesma postura foi adotada pela prefeitura de Nossa Senhora do Livramento.
Também estão em situação de emergência as cidades de Água Boa, Arenápolis, Apiacás, Barão de Melgaço, Cáceres, Chapada dos Guimarães, Feliz Natal, Glória D´Oeste, Juscimeira, Poconé, São José dos Quatro Marcos e Santa Cruz do Xingu.
Na capital, não cai chuva há 131 dias. A última vez que choveu foi em 18 de abril. Cuiabá está classificada no caso de seca severa.
A Agência Nacional de Águas (ANA) declarou que situação crítica de escassez quantitativa dos recursos hídricos na região hidrográfica do Paraguai, que terá vigência até 31 de outubro de 2024, podendo ser prorrogada caso a situação de escassez persista.
A escassez hídrica nessa bacia pode provocar impactos no abastecimento de cidades como Cuiabá, além de afetar atividades como navegação, turismo, pesca e geração de energia.
GERAL
MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial
Em Mato Grosso, um policial militar tem um perímetro de 127 quilômetros quadrados para atuar, para os policiais civis a área sobe para 281 km² e, em relação aos bombeiros, é um para cada 610 km². Estes dados colocam Mato Grosso na segunda pior posição em relação aos militares e bombeiros e na terceira pior posição em relação aos policiais civis. O número de profissionais de segurança também é menor do que o previsto, com déficits acima de 40%. Os números são do Raio-X das Forças de Segurança Pública do Brasil, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Os dados de 2025 mostram que, no agregado nacional, há uma proporção de 21 km² de território para cada policial militar, mas essa média esconde disparidades significativas. Enquanto o Distrito Federal apresenta a razão extrema de 1 km² por policial militar, seguido pelo Rio de Janeiro (1 km²) e por São Paulo (3 km²), o Amazonas se destaca negativamente com 180 km² por policial militar, seguido por Mato Grosso, com 127 km² por policial militar.
O Brasil registrou, em média, 135 km² de território por bombeiro militar. As piores distribuições também estão no Amazonas, que registra a proporção de 1.168 km² por bombeiro militar e, em Mato Grosso, com 610 km² por profissional.
Segundo o estudo, as características comuns dos dois estados são as vastas extensões territoriais, a baixa densidade demográfica e a infraestrutura logística limitada, fatores que tornam praticamente inviável a resposta a emergências em áreas interioranas.
No que diz respeito às polícias judiciárias, em 2025 o país registrou, em média, 88 km² de território para cada policial civil. O Amazonas apresenta a marca crítica de 824 km² por policial, índice quase 10 vezes superior à média nacional. Esse cenário se repete no Pará e em Roraima, ambos com 369 km² por policial, estendendo-se também a Mato Grosso, com 281 km².
Professora de Criminologia e Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso, Vladia Soares ressalta que a distribuição adequada dos profissionais de segurança pública é um fator essencial para garantir a eficiência do Estado na prevenção e no enfrentamento da criminalidade.
Vladia afirma que, no caso de Mato Grosso, um estado com grande extensão territorial, essa questão se torna ainda mais complexa. A dimensão geográfica exige planejamento estratégico, pois não basta analisar apenas o número absoluto de profissionais, mas também a relação entre efetivo, território, população e índices de criminalidade. A ausência de uma distribuição equilibrada pode gerar sobrecarga dos profissionais que atuam em determinadas localidades e comprometer a capacidade preventiva das instituições.
-
OPINIÃO6 dias atrásInteligência Artificial na Educação Médica
-
GERAL6 dias atrásAgosto será mais quente e seco em MT, mas clima favorece colheita no campo, diz Conab
-
OPINIÃO6 dias atrás
Princípios Fundamentais
-
GERAL5 dias atrásMato Grosso tem o segundo menor preço de etanol no Brasil
-
GERAL4 dias atrásLatam anuncia novas rotas no Brasil com aviões Embraer E195-E2
-
GERAL7 dias atrásProdutores de MT apoiam aumento da mistura de etanol na gasolina para 32%
-
GERAL6 dias atrásCom base eleitoral, Garcia será o vice de Pivetta ao Governo
-
GERAL6 dias atrásPopulação parda e preta representam mais de 70% do eleitorado de Mato Grosso



