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Operações no campo

Excesso de chuvas desacelera colheita de soja e preocupa produtores

Publicado em

AGRICULTURA

Foto: Divulgação

A colheita de soja em Mato Grosso, maior estado produtor do Brasil, enfrenta dificuldades devido ao excesso de chuvas, conforme relata o diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho se Mato Grosso (Aprosoja-MT) Diego Bertuol. A situação tem atrasado o avanço no campo, com apenas 3% da área colhida até o momento, muito aquém do desempenho do ano passado, quando a safra já registrava 15 pontos percentuais a mais de progresso nesse mesmo período.

Segundo Bertuol, as regiões Leste e Norte do Estado têm enfrentado mais de 20 dias consecutivos de chuva, dificultando as operações no campo. “Às vezes dá algum sol, o produtor naquele ímpeto de salvar alguma coisa dessa soja pronta coloca as máquinas, mas vemos aí 20% de grãos avaliados como podres, com alto índice de umidade, chegando a mais de 30% da carga”, destacou.

A dificuldade de retirar a soja do campo impacta também na próxima safra, o milho safrinha, que depende da liberação das áreas. “Se você não tirar a soja, não tem como colocar a cultura do milho implantada. O produtor está com dificuldade de avançar por causa do excesso de chuva”, explicou o diretor da Aprosoja.

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Além dos atrasos, o excesso de chuvas afeta o ciclo da soja. “O ciclo normal de 115 dias está passando para 120 dias em algumas regiões, como a leste, por causa da pouca luz solar e da alta nebulosidade. A soja não consegue terminar o ciclo e começa a ficar vegetante, o que resulta em mais 10 dias de atraso”, afirmou Bertuol.

Esses atrasos, somados ao excesso de umidade e à baixa qualidade dos grãos, preocupam os produtores. Apesar disso, Bertuol ressaltou que ainda é cedo para mensurar o impacto em termos de volume de produção. “Hoje, a Conab estima 47 milhões de toneladas para o estado, e o Imea, 44 milhões. Como estamos no início da colheita, não queremos falar em números de perdas”, disse.

Diante do cenário, a Aprosoja orienta os produtores a se prepararem e utilizarem ferramentas para mitigar prejuízos. “O programa do classificador legal da Aprosoja é um canal importante para que o produtor registre suas demandas e garanta que as perdas, inevitáveis em situações como essa, sejam contabilizadas de forma justa”, explicou Bertuol.

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Ele também reforçou a importância de manter a cautela neste momento. “Entre setembro e outubro do ano passado, já sabíamos que haveria atrasos no plantio devido à chuva. Alertamos nossos associados para terem cuidado com essa janela apertada, especialmente agora, com a soja e o milho disputando espaço no campo”, completou.

Apesar do cenário desafiador, há expectativa de melhora com a previsão de sol para os próximos dias. “As regiões médio norte, oeste e sul estão começando a ter a soja pronta para colheita. Se o sol aparecer, acreditamos que o ritmo vai acelerar. No entanto, o foco neste momento é minimizar as perdas e garantir que a safra de milho safrinha seja viável, mesmo com a janela mais curta”, concluiu o diretor.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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