DOENÇA SILENCIOSA
Câncer de pulmão é um dos mais agressivos; médico faz alerta
GERAL
O tabagismo continua sendo o fator de risco principal para o câncer de pulmão, que está entre os mais agressivos, podendo ser uma doença silenciosa nos estágios iniciais, o que reforça a necessidade de prevenção e, principalmente, diagnóstico precoce.
Durante o Agosto Branco, o alerta se volta principalmente para o tabagismo, mas também para outras formas de exposição e hábitos que podem aumentar as chances de desenvolvimento do câncer.
O médico oncologista clínico Eduardo Romero explica os principais sinais de alerta, os exames de rastreamento e os avanços que têm ampliado as possibilidades de tratamento e controle da doença.
Gazeta Digital – O Agosto Branco chama atenção para a prevenção e o combate ao câncer de pulmão. Quais são os principais fatores de risco e qual é o impacto do tabagismo nesse cenário?
Dr. Eduardo Romero – O tabagismo é o principal fator de risco para o câncer de pulmão. Porém, existem outros fatores que não podem ser esquecidos, como o uso de cigarros eletrônicos e narguilé, a exposição à fumaça e a produtos químicos inalados, além do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, obesidade, sobrepeso, alimentação inadequada e sedentarismo. É importante ficar atento a todos esses fatores e não associar o câncer de pulmão somente ao cigarro.
Gazeta Digital – O câncer de pulmão costuma apresentar sintomas apenas em fases mais avançadas? Quais sinais devem servir de alerta?
Dr. Eduardo Romero – Geralmente, a doença não apresenta sintomas em seu estágio inicial. Quando os sintomas aparecem, normalmente a doença já está mais avançada. Alguns sinais devem servir de alerta, como tosse com sangue, tosse crônica que não melhora, falta de ar, perda de peso sem motivo aparente e dor no peito. Diante desses sintomas, é importante procurar avaliação médica.
Gazeta Digital – Além do cigarro, existem outros fatores que podem aumentar o risco de câncer de pulmão, como exposição à fumaça, poluição ou substâncias presentes no ambiente de trabalho?
Dr. Eduardo Romero – Sim. O tabagismo é o principal fator de risco, mas a exposição à fumaça e a produtos químicos inalados também pode aumentar o risco. O uso de cigarros eletrônicos e narguilé, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a obesidade, o sobrepeso, a alimentação inadequada e o sedentarismo também merecem atenção. Por isso, é fundamental considerar o conjunto de fatores de risco e não relacionar a doença exclusivamente ao cigarro.
Gazeta Digital – Como é feito o diagnóstico e qual é a importância de identificar a doença nos estágios iniciais? Existem exames indicados para pessoas que fazem parte do grupo de risco?
Dr. Eduardo Romero – O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem e da biópsia, que é responsável por confirmar se a alteração identificada é ou não um câncer. Atualmente, existe indicação de rastreamento do câncer de pulmão, uma doença muito agressiva e que está entre as principais causas de morte por câncer no mundo. O rastreamento utiliza a Tomografia Computadorizada de Baixa Dose (TCBD). Os principais critérios indicam o exame anual para pessoas de 50 a 80 anos, com histórico de tabagismo de pelo menos 20 a 30 maços-ano, que ainda fumam ou pararam de fumar há menos de 15 anos. O rastreamento é extremamente importante porque o diagnóstico em fases mais iniciais pode aumentar significativamente as chances de cura.
Gazeta Digital – Quais são atualmente as principais opções de tratamento e o que mudou nos últimos anos em relação às possibilidades de controle da doença?
Dr. Eduardo Romero – Hoje temos diversas opções de tratamento, como cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, terapia-alvo e radioterapia. O tratamento do câncer de pulmão evoluiu muito nos últimos anos e talvez essa seja uma das áreas da oncologia que mais avançou. Houve um aumento relevante nas possibilidades de controle e, em determinados casos, até mesmo de cura da doença.
GERAL
Mato Grosso encerra colheita da 2ª safra de milho com 100% da área colhida, confirma Imea
A colheita do milho segunda safra 2025/26 foi concluída em Mato Grosso nesta sexta-feira (21), com 100% dos 7,43 milhões de hectares colhidos. Os dados foram atualizados pelo indicador do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que agora inicia a consolidação das informações da temporada para atualizar os números de produção no próximo relatório de oferta e demanda de milho.
De acordo com o instituto, ao longo desta atual safra, as lavouras do estado apresentaram bom desenvolvimento, favorecidas pelo prolongamento das chuvas durante o ciclo. As condições contribuíram para a manutenção de um elevado potencial produtivo em grande parte do estado.
A única região mato-grossense que teve um comportamento diferente foi a Sudeste. O atraso na colheita da soja fez com que uma parcela maior das áreas de milho fosse semeada fora da janela considerada ideal. Com isso, as lavouras ficaram mais expostas à estiagem durante o desenvolvimento, comprometendo o potencial produtivo da região.
Apesar desse cenário, conforme destaca o Imea, o clima mais favorável durante o período de colheita e com menor ocorrência de chuvas, permitiu o avanço das operações e a conclusão dos trabalhos sem atraso em relação à safra 24/25.
Nas demais regiões de Mato Grosso, o bom desempenho das lavouras sustentou o elevado potencial produtivo observado durante a temporada. Com isso, a estimativa de produção do Imea para a safra 2025/26, realizada em agosto, está em 57,39 milhões de toneladas e a expectativa é de um novo recorde para Mato Grosso.
Consolidação da colheita
Com a retirada de 100% do milho das lavouras, o Imea inicia a consolidação dos dados levantados ao longo da temporada para fechar o resultado da safra.
A expectativa é de que o volume total produzido seja superior à estimativa atual de 57,39 milhões de toneladas. O número consolidado da safra será apresentado no próximo relatório de Oferta e Demanda de milho, publicado pelo instituto.
“Dessa forma, embora a colheita tenha chegado ao fim, os dados de produção da safra 2025/26 ainda passarão pela etapa final de consolidação, considerando as informações obtidas pelo Imea durante o acompanhamento das lavouras”, destacou Gabriel Souza Brandão, analista de milho do Imea.
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