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Veja gastos

Campanhas de deputados eleitos em MT custaram até R$ 44,72 por voto

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O custo médio para conquistar um voto na disputa para o cargo de deputado estadual em Mato Grosso variou de R$ 1,34 a R$ 44,72 entre os 24 candidatos eleitos. O deputado Chico Guarnieri (PSDB) aparece no topo do ranking de campanhas com maior custo, conforme a relação entre as despesas informadas e a votação recebida.

Chico Guarnieri obteve 18.842 votos e informou gastos de R$ 842.653,94, resultando em um custo médio de R$ 44,72 por voto. Na sequência aparecem Valmir Moretto (Republicanos), com R$ 31,74 por voto, após declarar R$ 1,19 milhão em gastos e receber 37.653 votos, e Adelcino Lopo (PL), que teve custo médio de R$ 30,55, com R$ 646 mil em despesas e 21.146 votos.

Fabinho Tardin (Podemos) também figura entre os candidatos com maior custo médio. Ele recebeu 36.122 votos e declarou R$ 1,01 milhão em despesas, o equivalente a R$ 28,23 por voto. Nininho (Republicanos) aparece logo depois, com R$ 27,92 por voto, resultado de 33.438 votos e R$ 933,5 mil em gastos informados.

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O levantamento considera a divisão das despesas declaradas pelo número de votos recebidos. O indicador permite comparar o custo médio das campanhas, mas não significa que o valor tenha sido gasto diretamente com cada eleitor.

Entre os candidatos que declararam mais de R$ 1 milhão em despesas, além de Valmir Moretto e Fabinho Tardin, estão Samantha do Abílio (PL), Dr. João (MDB) e Max Russi (Podemos).

Samantha recebeu 57.900 votos e informou R$ 1,21 milhão em despesas, com custo médio de R$ 21,05 por voto. Dr. João obteve 55.955 votos, declarou R$ 1,08 milhão e teve custo de R$ 19,40 por voto.

Max Russi, o mais votado entre os 24 candidatos analisados, recebeu 86.934 votos e declarou R$ 1,009 milhão em despesas. Mesmo com o maior volume de votos da lista, o custo médio ficou em R$ 11,61, abaixo do registrado por vários candidatos com votação menor.

Na outra direção, Lúdio Cabral (PT) recebeu 86.107 votos e declarou R$ 642.848,75 em despesas. O custo médio foi de R$ 7,47 por voto, um dos menores entre os candidatos com votação mais expressiva.

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Sebastião Rezende (União) registrou R$ 5,97 por voto, com 32.108 votos e R$ 191.706,71 em despesas. Alcino Barcelos teve custo de R$ 3,26, após receber 22.624 votos e informar R$ 73.825,50 em gastos.

Ulysses Moraes (Podemos) aparece em segundo lugar entre as campanhas de menor custo, com R$ 2,11 por voto. Foram 56.207 votos e R$ 118.735,33 em despesas declaradas.

O menor custo da lista ficou com Gilberto Cattani (PL). Com 69.672 votos e R$ 93.276,19 em despesas, o deputado teve média de R$ 1,34 por voto.

Média geral ficou em R$ 14,58

Somados, os 24 candidatos receberam 1.071.152 votos e declararam R$ 15,62 milhões em despesas. A média ponderada foi de R$ 14,58 por voto.

O ranking considera apenas os nomes e os valores informados no levantamento. O custo médio é uma relação contábil entre despesas e votação e não comprova, isoladamente, a eficiência eleitoral de uma campanha ou qualquer irregularidade.

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Mato Grosso exporta US$ 2,1 bilhões em setembro para 115 países

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Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro e encerrou o mês como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas brasileiras ao exterior. Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países, com o milho liderando os embarques. Como as importações somaram US$ 233 milhões, o Estado registrou um saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial.

Os números integram o boletim de comércio exterior elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), por meio do DataHub MT, com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O desempenho acumulado está acima do registrado no ano passado. Entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado representa US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.

Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, a força exportadora de Mato Grosso deve ser acompanhada pela ampliação do processamento da produção dentro do Estado.

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“Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses. Além de produzir e exportar commodities, precisamos aproveitar cada vez mais as oportunidades que a indústria oferece”, afirma.

Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões. Farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões.

A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, ou 16,2% do total. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram a lista dos cinco maiores compradores no mês.

Na comparação com agosto, o valor exportado caiu 12,6%. Frente a setembro de 2025, a redução foi de 6,2%. O volume embarcado totalizou 4,75 milhões de toneladas, queda de 23,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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Do lado das importações, os fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos US$ 233 milhões gastos pelo Estado em setembro. Defensivos e reguladores para plantas representaram outros 22,7%, mostrando o peso dos insumos agrícolas nas compras internacionais.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, as importações chegaram a US$ 2 bilhões. Com isso, a diferença entre as vendas e as compras externas de Mato Grosso ficou positiva em US$ 24,5 bilhões, avanço de 17,9% sobre o mesmo período de 2025.

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