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Caso Renato Nery

Atirador diz que recebeu R$ 100 mil para matar advogado e alugou arma de faccionado

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GERAL

O montador de móveis planejados, Alex Roberto de Queiroz Silva, confessou, nesta terça-feira (15), ter executado o advogado Renato Nery, durante interrogatório no Tribunal do Júri, em Cuiabá. Apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como autor dos disparos, ele afirmou que matou a vítima por conta própria após ouvir do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira que havia pessoas interessadas em pagar R$ 200 mil pelo assassinato do advogado.

Segundo Alex, ele não foi contratado diretamente para cometer o crime. O réu alegou que enfrentava graves dificuldades financeiras, sofria ameaças de agiotas e decidiu agir por conta própria.“Eu fui ao escritório dele, aí, quando ele desceu do carro, eu efetuei o disparo. Eu disparei contra a vítima”, declarou.

Ainda conforme o depoimento, dias antes do crime ele participava de um churrasco com Heron, quando o policial comentou que havia interessados em contratar alguém para matar Renato Nery.

“Estava num churrasco com Heron, estava só eu e ele, não tinha mais ninguém. Ele comentou sobre isso e falou o nome do advogado, que estavam querendo matar esse advogado, querendo contratar ele ou alguma coisa parecida. Eu pesquisei o nome do advogado, aí, depois de dois dias, eu fui lá e atirei nele”, afirmou.

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Segundo Alex, ele não foi contratado, apenas ouviu Heron comentar sobre e decidiu agir por conta própria. Somente após o assassinato procurou Heron para informar que havia cometido o crime.

“Eu fui lá e matei o advogado, depois falei pra ele que tinha matado o advogado. Aí ele falou que ia cobrar o pessoal. Eu não sabia quem era.”, contou.

Questionado sobre o pagamento, o réu disse que recebeu quase R$ 100 mil. Sobre a arma utilizada no homicídio, Alex negou ter comprado o revólver, como consta na investigação da Polícia Civil.

“Eu aluguei a arma por R$ 1.500 e depois devolvi para o dono. É um guri de um bairro vizinho, integrante do Comando Vermelho. O apelido dele é ‘Rampa'”, explicou..

Ele afirmou que não sabe o nome do homem e disse que a arma já estava municiada quando a recebeu.

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MPF em MT investiga venda de exploração de níquel no Brasil à gigante chinesa

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A Procuradoria da República em Mato Grosso está investigando uma transação de quase US$ 500 milhões feita entre a Anglo American e a MMG Singapore, empresa australiana com acionistas majoritariamente chineses, que negociou a exploração de níquel no Brasil.

transação realizada em 2025, segundo reportagem do Estadão, girou em torno de US$ 500 milhões, o que representa mais de R$ 2,5 bilhões na cotação de hoje.

O inquérito foi instaurado, nesta semana, pelo procurador da República, Erich Raphael Masson.

Um dos empreendimentos negociados fica no “Morro do Boné”, na cidade mato-grossense de Comodoro, com potencial para extração de 65 milhões de toneladas do minério.

Outros empreendimentos em Goiás e no Pará também fizeram parte do negócio.

Segundo a Portaria Nº 8 de 14 de julho, a investigação do Ministério Público Federal tem como objeto “apurar supostas irregularidades na venda de controle societário ao grupo estrangeiro à MMG Singapore Resources Pte. Ltd. (“MMG Singapore”), a qual estaria obtendo direitos e projetos totais das operações da Anglo American, relativamente à exploração de níquel no Brasil.”

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