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Candidatura de Geandre Bucair à FMF coloca em risco realização do torneio Fifa Series em Cuiabá

A competição será realizada em abril de 2026 e reúne países de diferentes continentes com todos os custos pagos pela entidade máxima do futebol

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O futebol de Mato Grosso foi destaque nacional na última segunda-feira (24/11), quando a cidade de Cuiabá surgiu como favorita para sediar o FIFA Series, torneio oficial de seleções femininas promovido pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). A competição será realizada em abril de 2026 e reúne países de diferentes continentes com todos os custos pagos pela entidade máxima do futebol.

A escolha de Cuiabá seria estratégica: a Arena Pantanal, construída para a Copa do Mundo de 2014, atende aos padrões exigidos para jogos internacionais e, em 2026, o Estado não terá clube na Série A do Brasileirão, o que facilitaria o encaixe no calendário. Internamente, a CBF vê a possibilidade como uma forma de descentralizar eventos e contemplar capitais fora do eixo tradicional.

Mas a confirmação da sede esbarra em um problema político. A eleição para a presidência da Federação Mato-Grossense de Futebol (FMF), marcada para o dia 2 de dezembro, virou um fator de risco. A chapa “Federação para Todos”, encabeçada por Dorileo Leal e Geandre Bucair, preocupa pelas declarações públicas contra a atual intervenção na FMF e por episódios que fragilizam a imagem da candidatura.

Geandre Bucair, candidato a vice-presidente, já foi assessor jurídico da FMF e tem se posicionado de forma crítica à atuação de Luciano Hocsman, presidente da Federação Gaúcha e interventor designado pela CBF para comandar a entidade nos últimos meses.

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Em entrevista recente ao podcast Tudo Menos Política, Bucair fez uma série de acusações graves contra a atuação de Hocsman na FMF. Em um trecho, ele acusa Hocsman de ter anulado um processo eleitoral legítimo. “O interventor não pode chegar aqui do nada, lá do Rio Grande do Sul, e olhar pro processo eleitoral, que esta pronto, e dizer assim: Ah, eu não gostei desse processo aqui não, eu vou zerar o processo, vou anular, pra reabrir, e dar oportunidade para que mais pessoas participem do processo eleitoral. Ah, pelo amor de Deus.”, disse.

Em outro momento, ele afirma que o interventor se ausentou indevidamente da federação e indicou um advogado para atuar em sua função: “Foram 15 dias que o DrLuciano não veio na federação. Deixou um advogado aqui. Só que a função dele é intuitu persona, é personalíssima. Ele não pode delegar. Mas ficou tudo parado”.

Em uma crítica forte, Bucair afirma que Hocsman estaria tentando ser valer da sua própria torpeza: “A ninguém é dado se valer da sua própria torpeza. Eu suspendo por 15 dias, o interventor fica longe da federação por 15 dias, deixa um advogado em sua substituição indevidamente, porque não pode, e depois eu venho alegando que as eleições tem que ser anuladas pelo decurso de tempo. “

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As acusações de Bucair contrastam com a visão altamente positiva que dirigentes da CBF têm sobre Luciano Hocsman, que inclusive foi indicado para ser chefe de delegação da seleção brasileira em setembro de 2025. Na ocasião, Samir Xaud, Presidente da CBF, afirmou: “Nada mais justo do que trazer essa pessoa ao meu lado, que é um dos meus braços-direitosdentro da instituição. É uma pessoa que tem um trabalho já grandioso dentro do futebol brasileiro, à frente da Federação Gaúcha. Por isso fiz o convite para que ele fosse o chefe de delegação nas duas rodadas das Eliminatórias.”

O FIFA Series é parte de um esforço da FIFA para ampliar a competitividade entre seleções e criar novas janelas de intercâmbio técnico entre continentes. A edição de 2026 será a primeira realizada no Brasil, o que aumenta a visibilidade e a responsabilidade da cidade-sede.

A decisão final sobre a cidade-sede deve ser anunciada até o início de 2026, mas os alinhamentos internos precisam estar definidos bem antes. A eleição da FMF, nesse cenário, virou peça-chave para o futuro do torneio no Estado, já que é muito difícil imaginar que Cuiabá possa ser escolhida caso a FMF venha a ser dirigida por um crítico tão contundente da CBF como Bucair.

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Dupla do Brasil briga pelo nº 1 no BT 400 Cuiabá

As atletas seriam a primeira dupla brasileira a alcançar o topo em 14 anos, desde Joana Cortez e Samantha Barijan

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Andréa Haddad - Secel-MT

O World Tour BT 400 Cuiabá, etapa oficial do Circuito Mundial de Beach Tennis homologada pela International Tennis Federation (ITF), pode modificar a primeira colocação do ranking mundial da categoria. As equipes vencedoras, tanto no masculino como feminino, somam mais 400 pontos na lista, com premiação de US$ 45 mil, cerca de R$ 232 mil. A paulistana Sophia Chow e a paranaense Vitória Marchezini, atualmente na terceira colocação entre as melhores do mundo, precisam do título para ultrapassar as italianas Giulia Gasparri e Ninny Valentini, que estão na liderança do ranking há um ano.

O BT 400 começa nesta terça-feira (17.3), com o qualifying, a partir das 15h. A chave principal inicia na quarta-feira (18), com a primeira rodada no mesmo horário. Já na quinta-feira serão realizadas as oitavas de final. Na sexta-feira, atletas disputam as quartas de final e, no sábado, as semis e finais de dupla masculina e feminina no mesmo dia.

 

Etapas do mundial

Ao longo do segundo semestre de 2025, Chow e Marchezini conquistaram resultados positivos, com títulos em sequência em Marechal Deodoro (AL), Aruba, Sand Series Finals e Ribeirão Preto (SP). A dupla começou o ano com título no BT 400 de Matinhos (PR) e acumula uma invencibilidade de 15 partidas. As atletas venceram 30 das últimas 31 partidas disputadas. Se a mudança na liderança do ranking for consolidada, Marchezini, de 20 anos, seria a mais jovem a chegar ao primeiro lugar do ranking. As atletas também seriam a primeira dupla brasileira a alcançar o topo em 14 anos, desde Joana Cortez e Samantha Barijan.

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“É praticamente o começo definitivo de temporada. Vamos começar a construir nosso ritmo de jogo. Jogamos em Cuiabá no ano passado e estava muito quente, mas gostamos. As condições foram boas para um jogo agressivo, pois a quadra era bastante dura e rápida. O circuito está muito competitivo com um nível alto entre as duplas. Muitas podem ir bem. Claro que queremos muito vencer e ocupar o topo do ranking, é uma possibilidade e ficaríamos muito felizes se acontecesse, mas o nível é bastante alto e precisamos pensar a cada ponto e a cada jogo antes de mais nada. Nossa preparação tem sido intensa, utilizamos esse período para entrar em forma e nos preparar para a gira de torneios. Estamos animadas para o início do ano”, destaca Sophia Chow.

 

Entrada Gratuita

A competição é realizada na Arena Beach Peak, na MT-251, a Rodovia Emanuel Pinheiro, nº 300, no bairro Jardim Vitória, e conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio de convênio firmado entre a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e a Federação Mato-Grossense de Tênis. A entrada é gratuita.

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A série de torneios começou nesta segunda (16), por volta de 8h30, com o BT 50, o equivalente a 50 pontos para cada dupla campeã no ranking mundial. Os primeiros campeões da categoria vão ser conhecidos no período da noite. Participam da competição os melhores do mundo, como a dupla italiana Giulia Gasparri e Ninny Valentini, o hexacampeão mundial, o italiano Michele Cappelletti, com o campeão mundial, o brasileiro André Baran, o espanhol Antomi Ramos, bicampeão mundial, com o italiano Niccolo Gasparri, os brasileiros Daniel Mola e Giovanni Cariani, ambos top 10 do mundo, entre outros atletas de renome internacional.

A competição está sendo transmitida pela ESPN, do Disney+ além do PlayBT no Youtube e da RedeTV em TV aberta para todo o país.

O evento é todo gratuito na quadra central e quadra 2 durante a semana toda. Os atletas amadores também disputam o torneio nacional da Confederação Brasileira de Tênis nas categorias por nível A, B, C e D, além de categorias por idades juvenis e veteranos.

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