VENCERAM O NACIONAL
Balarinas de Cuiabá são classificadas para participar do mundial de dança em Nova York
BRASIL
Pela 4° vez, o Grupo Juvenil de bailarinas do Ópera Ballet de Cuiabá conseguiu ser classificado para disputar o Youth América Grand Prix (YAGP) em Nova York, Estados Unidos. Em disputa com outros grupos de todo Brasil, as dançarinas ficaram em 1º lugar no campeonato nacional e conquistaram o passe para o mundial.
“Nós ganhamos em 1º Lugar no campeonato brasileiro no mês de julho e ganhamos também o prêmio de melhor escola do país”, disse Maila Weber, diretora e professora da escola.
Em outros campeonatos do YAGP, o Ópera Ballet voltou para casa com uma medalha de bronze (3º lugar) superando mais de 500 grupos de todos os cantos do mundo em 2010.
Além de serem classificadas para participar do Mundial de Dança, o grupo composto por 20 bailarinas já foi convidado para participar de festivais na França, Finlândia, Portugal, Bulgária e Cuba. “Essas meninas me enchem de orgulho. Superaram dores, bolhas e treinos exaustivos e, mesmo com tão pouca idade, conseguiram se colocar como as melhores do país ao ganharem o 1º lugar no campeonato brasileiro e quem sabe agora possam se colocar entre as melhores do mundo.
É uma honra muito grande para nós que o Ópera Ballet tenha colocado Cuiabá como referência no mapa da dança clássica brasileira e que representará Mato Grosso e o Brasil no campeonato mundial”, comentou Maila.
Campeonato YAGP
Fundado em 1999, o YAGP tem a missão de revelar, apoiar e desenvolver bailarinos de 9 a 19 anos, de todas as origens econômicas, étnicas e geográficas, proporcionando-lhes oportunidades educacionais e profissionais. Nestas mais de duas décadas de atuação, passaram pelo YAGP mais de 80 mil bailarinos, que tiveram o suporte do evento no desenvolvimento de suas carreiras. Atualmente, cerca de 600 bailarinos que se destacaram no evento são primeiros solistas em grandes cias. Destes, aproximadamente 70 são brasileiros e a metade deles iniciou sua trajetória em projetos sociais.
AGRICULTURA
Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro
A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.
Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.
Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.
“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.
Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.
“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.
Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.
Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.
Efeitos econômicos
Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).
O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.
“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.
Guerra comercial
Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.
Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.
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