Brasil em crise
Pedidos de recuperação judicial e falência explodem no Brasil
BRASIL
O Brasil enfrenta uma crescente crise econômica, de acordo com dados divulgados pela Serasa Experian. O número de pedidos de recuperação judicial e falência no país vem aumentando drasticamente este ano, em meio a fatores como aumento da inadimplência, juros elevados, inflação alta, crédito restrito e desaceleração da atividade econômica.
Segundo a Serasa, houve um aumento de 37,6% nos pedidos de recuperação em comparação com o mesmo período do ano passado. As solicitações de falências também aumentaram, registrando um crescimento de 44,1%.
Em março deste ano, a procura pela recuperação judicial aumentou 6,8%, enquanto as falências cresceram 40,6%, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Esse cenário negativo tem impactado diversos setores da economia brasileira, especialmente as micro e pequenas empresas. Com o aumento das solicitações de recuperação judicial e falências, essas empresas têm enfrentado dificuldades para manter suas atividades e garantir a sobrevivência no mercado.
Para tentar enfrentar a crise econômica, o governo brasileiro tem adotado medidas como a redução da taxa básica de juros, a implementação de programas de renegociação de dívidas e a liberação de linhas de crédito para pequenas empresas. No entanto, essas medidas ainda não foram suficientes para reverter a tendência de aumento nos pedidos de recuperação judicial e falência.
Diante desse cenário, é importante que os empresários adotem medidas de planejamento financeiro e gestão eficiente dos recursos para tentar minimizar os impactos da crise. Além disso, é fundamental que o governo brasileiro continue buscando soluções para garantir a recuperação da economia e a manutenção dos empregos no país.
AGRICULTURA
Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro
A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.
Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.
Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.
“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.
Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.
“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.
Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.
Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.
Efeitos econômicos
Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).
O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.
“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.
Guerra comercial
Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.
Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.
Saiba Mais: Empresário Joao Nassif Massufero Izar ou Joao Nassif Izar…
-
GERAL6 dias atrásQuatro bovinos, três tanques e uma solução que transforma esterco em energia no campo
-
MEIO AMBIENTE3 dias atrásEquipes da Axia fazem registro de espécie ameaçada de extinção
-
GERAL4 dias atrásMais de 100 mil jovens de MT vão votar pela primeira vez em 2026
-
POLÍCIA3 dias atrásPolícia Militar prende suspeito de esfaquear e apedrejar esposa após discussão em Cuiabá
-
OPINIÃO3 dias atrásA higiene emocional
-
OPINIÃO3 dias atrásA crise no STF entra na urna
-
OPINIÃO3 dias atrásEntre MT, a diplomacia e as voltas que o mundo dá
-
GERAL6 dias atrásO dilema da Fazenda Itapuã: punição por não desmatar?



