Unidos pelo social
O cronograma de entrega realizado pela prefeitura de Várzea Grande em parceria com o governo do Estado é feito por meio de agendamento nos bairros
BRASIL
Com um aporte inicial de 5 mil cestas básicas e kits de limpeza, cedidas pelo Governo do Estado e mais as adquiridas pela Prefeitura de Várzea Grande, a Secretaria Municipal de Assistência Social está fazendo a entrega de cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade social – e que estão cadastradas nos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS). O cronograma de entrega das cestas é feito por meio de agendamento nos bairros a serem atendidos.
Nesta quarta-feira (19), os moradores da localidade de Santa Cecília, que fica na região do Jardim Primavera, foram beneficiados com a ação social, que contou com a presença do Secretário-adjunto de Assuntos Comunitários do Governo de Mato Grosso, Édio Martins e da secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira e Silva.
Neste primeiro semestre do ano, o Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social – Setasc, fez o repasse de 5 mil cestas básicas que estão sendo entregues às famílias carentes e existe a previsão de novos repasses.
“A Prefeitura de Várzea Grande é parceira do Governo do Estado, e hoje aqui nesta ação está fortalecendo ainda mais essa parceria, na entrega desse benefício às famílias que necessitam do suporte do poder público. Sabemos que muitas famílias necessitam dessa ajuda, e a nossa missão é atender a demanda, não somente a população de Várzea Grande, mas em todo o Estado, uma vez que temos várias equipes realizando essa ação em tantos outros municípios”, informou o secretário-adjunto.
Édio Morais disse ainda que a parceria com a gestão do prefeito Kalil Baracat e com o município de Várzea Grande não se aplica apenas a entrega de cestas básicas, mas também em ações de cidadania, e agora também com o programa Ser Família Capacita já lançado e que vai disponibilizar ao município, 2.500 vagas distribuídas em 75 cursos de profissionalização.
A secretária de Assistência Social destacou o apoio do Governo do Estado, por meio da Setasc, que contempla o município com as cestas, para que sua Pasta possa executar as ações. “Várzea Grande tem uma parceria importante com o Estado, porque sozinhos dificilmente atingiríamos a população em risco de vulnerabilidade social. Em todas as entregas eu reforcei essa parceria. Somos gratos ao apoio da primeira-dama, Virginia Mendes, e é uma honra recebermos a visita do Secretário de Assuntos Comunitários nesta ação, lembrando que é política dos Governos, do Estado e de Várzea Grande, atender aqueles que mais necessitam”.
Ana Cristina frisou que a experiência adquirida desde 2021 na capacitação e encaminhamento das pessoas para as vagas disponibilizadas pelo mercado de trabalho e para empresas parcerias da Administração Municipal vai facilitar o mesmo trabalho agora disponibilizado pelo Governo do Estado de qualificação profissional do programa Ser Família Capacita e ao mesmo tempo direcionar junto ao Sine as famílias que serão capacitadas. “Não podemos esquecer que o Governo do Estado nos ofertou cursos de capacitação, o que impulsionou o nosso programa Qualifica + VG que hoje é considerado um case de sucesso”, comemorou.
A presidente do bairro Santa Cecília, Denise Soares Gomes da Silva, disse que ficou surpresa com a presença do secretário-adjunto de Assuntos Comunitários, Édio Martins e por saber que a população de Várzea Grande tem sido olhada de forma especial, por parte do Governo do Estado. “Esse apoio alimentar é muito importante. Esta região é bastante carente e a distribuição desse benefício ajuda muito essas famílias”.
A dona de casa Lorena Ferreira, disse que no momento está desempregada, e a entrega da cesta básica vai ajudar e muito na alimentação dos filhos pequenos. “Lá em casa apenas meu marido está trabalhando e o salário acaba comprometido em pagamento de contas e outros serviços. Com certeza essa cesta básica ajuda muito e já diminui bastante as nossas despesas na compra de alimentos e produtos de higiene”.
Para Rosa Auxiliadora de Morais, a cesta básica chega a boa hora. “Já estava preocupada com a nossa alimentação neste mês. Em função de doenças na família e na compra de medicamentos ficamos com pouca reserva e a cesta básica vai nos dar um alívio neste mês. Vamos poder comprar mais verduras para reforçar a nossa alimentação”.

AGRICULTURA
Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro
A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.
Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.
Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.
“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.
Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.
“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.
Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.
Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.
Efeitos econômicos
Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).
O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.
“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.
Guerra comercial
Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.
Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.
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