Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O alarme soou mais forte entre as instituições financeiras

Publicado em

BRASIL

Foto: Dado Ruvic/Reuters

A exposição de dados pessoais financeiros de usuários do ChatGPT, a IA (inteligência artificial) queridinha do momento, chegou a ser relatada por internautas mundo afora, o que levou alguns países e grandes bancos internacionais a restringirem o uso da plataforma por funcionários.

No Brasil, a Febraban (Federação Brasileiras de Bancos) informou que não existe uma regra que regule sobre o tema no país, sendo uma política interna de cada instituição. Tilt levantou junto ao cinco maiores bancos do Brasil que, ao menos, dois deles já restringem o uso do ChatGPT entre seus empregados. Um deles, por exemplo, proibiu a versão gratuita da ferramenta (veja mais abaixo).

Por que grandes empresas estão proibindo?

Como a OpenAI já admitiu que o ChatGPT é aprimorado com informações inseridas pelos próprios usuários, a plataforma armazena qualquer informado por internautas no bate-papo. Isso inclui dados sensíveis, como as bancárias. Além de ficarem guardados nos servidores da empresa, à disposição dela, podem ser expostos em caso de hackeamento da ferramenta.

Ou vir à tona por algum erro: em março, uma falha no sistema da OpenAI mostrou o histórico de conversa de usuários com o ChatGPT a terceiros que nada tinham a ver com o papo.

No caso de grandes corporações, o problema é quando funcionários depositam no chatbot informações que podem comprometer a empresa em que trabalham ou os clientes dela – você, no caso. O risco já fez a Samsung proibir o uso pelos seus colaboradores e o mesmo já ocorreu com a Amazon.

O alarme soou mais forte entre as instituições financeiras. Bancos que atuam em escala global, como JPMorgan, Goldman Sachs, Bank of American e CitiGroup, adotaram medida semelhante.

A justificativa para o banimento é o temor de funcionários recorrem ao ChatGPT para encontrar soluções para alguns procedimentos e acabarem usando informações dos clientes, segundo fontes próximas disseram a Forbes, The Wall Street Journal, Financial Times e Bloomberg.

Leia Também:  TJ-MT aprova 23 advogadas, indefere 5 e registra uma renúncia

Como os bancos usam o ChatGPT no Brasil?

Tilt questionou os cinco grandes bancos do país (BB, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander) sobre como usam o ChatGPT e se limitam a tecnologia internamente.

Em nota, o Banco do Brasil informou que “segue observando as inovações de mercado e avalia (…) a adoção de recursos que possam eventualmente contribuir para a geração de valor para os clientes e funcionários, sempre atento à proteção e à segurança” e “dentre esses temas está a possibilidade de adoção de IA abertas, como o ChatGPT”.

A instituição, no entanto, garantiu que a adoção dessas plataformas deve ocorrer apenas “para uso em situações específicas, resguardadas as políticas de segurança”.

O BB utiliza somente informações classificadas como #públicas nessas tecnologias abertas Banco do Brasil

Já o Bradesco diz que sua política é rígida, e que utiliza apenas a ferramenta paga.

O uso do ChatGPT em sua instância pública não é liberado para os funcionários. Vale esclarecer que há uma diferença entre usar o ChatGPT público e contratar a solução da OpenAI, usando os motores da empresa, mas preservando os dados no ambiente privado do banco Bradesco

O Bradesco frisou ainda que desde abril usa o ChatGPT para auxiliar na leitura de documentos.

“O Bradesco coloca em prática o uso de IA de maneira responsável e ética. No mês passado, o Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos do Bradesco passou a fazer uso do ChatGPT como uma ferramenta complementar à leitura de textos oficiais produzidos pelo Banco Central do Brasil. Para isso, o ecossistema de inovação do Bradesco desenvolveu uma metodologia de rotulagem das comunicações do Bacen em que é usado uma IA generativa para fornecer uma pontuação para cada parágrafo de ata ou comunicado”, disse, em nota.

Leia Também:  Ação policial mira investigados por pedofilia e automutilação na internet

Caixa, Itaú Unibanco e Santander não responderam sobre o uso do ChatGPT pelos funcionários.

Até imprecisão pode ser violação de dados

Para Jon Baines, especialista em proteção de dados para grandes bancos, há mais dúvidas do que certezas sobre se o uso do ChatGPT por instituições financeiras.

“Onde há processamento de dados pessoais surgem dúvidas sobre até que ponto o processamento inevitavelmente impreciso pode ser uma violação”, comentou ao The Telegraph.

Gary Smith, professor de economia no Pomona College, afirma que a decisão de bancos é acertada, tendo em vista que o ChatGPT é uma espécie de buscador de código aberto que usa conteúdo informado por usuários para aprender e refinar respostas futuras. Ou seja, se não quer que alguém leia o que você escreveu, melhor evitá-lo.

“A melhor suposição é que qualquer pessoa no mundo pode ler qualquer coisa que você colocar na internet, como e-mails, mídias sociais e blogs. Então, nunca poste nada que você não queira que outra pessoa leia”, recomendou, em entrevista ao site Mashable.

Talvez por isso, você pode não ter percebido, mas o ChatGPT mudou a sua política de privacidade. Agora o usuário consegue desativar o histórico de bate-papo na plataforma, mantendo assim em segredo que “conversou” com a IA. Ainda assim, a empresa diz que guardará os registros por 30 dias para averiguar se houve algum abuso antes de deletar o papo para sempre.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRICULTURA

Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro

Publicados

em

Foto: Divulgação

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.

Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.

Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.

Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.

Leia Também:  MT tem 1 PM para cada 127 km² e enfrenta déficit policial

“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.

Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.

“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.

Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.

Leia Também:  TJ-MT aprova inscrições de 11 juízas; veja as favoritas à vaga

Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.

 

Efeitos econômicos

Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).

O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.

“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.

 

Guerra comercial

Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.

Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.

 

Saiba Mais: Empresário Joao Nassif Massufero Izar ou Joao Nassif Izar…

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA