Pedágio
A partir do cumprimento das obrigações dos trabalhos iniciais na rodovia, concessionária Via Brasil pode iniciar cobrança na P3
BRASIL
Após a reunião de diretoria (ReDir) desta quinta-feira (27/4), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), publicou a autorização do reajuste da Tarifa Básica de Pedágio (TBP) e o início da cobrança de pedágio pela concessionária Via Brasil BR-163, na Praça de Pedágio 03 (Trairão/PA). A cobrança começará a funcionar a partir do décimo dia após a publicação da Deliberação nº 121, de 27 de abril de 2023.
Os trabalhos iniciais são um importante marco para uma concessão de rodovia, após o cumprimento de uma série de parâmetros, tais quais: pavimentação, sinalização, terraplanagem, drenagem, entre outros serviços. Após a entrega, a cobrança da tarifa de pedágio é autorizada.
O diretor-relator, Luciano Lourenço, explicou que se trata da segunda entrega de trabalhos iniciais no sistema rodoviário composto pelas rodovias federais BR-163/230/MT/PA. A primeira entrega referente as praças P1 localizada em Cláudia/MT, e P2 localizada Guarantã do Norte/MT, ocorreu em fevereiro com entrega de 200km. Já a entrega atual conta com 375 km e se refere à Praça P3, entretanto a concessionária continuará atuando no segmento rodoviário vinculado ao trecho de cobertura de praça P3, realizando melhorias até a conclusão total dos trabalhos iniciais em toda a extensão concedida de 1.009,52 km, entre Sinop/MT e Itaituba/PA.
Importante ressaltar que, especificamente em relação à praça de pedágio P3, serão isentos do pagamento de tarifa os veículos das categorias 1 a 5 e 11, sendo tarifado apenas os caminhões com quatro eixos ou mais e rodagem dupla, ou seja, motocicletas, carros, caminhonetes, furgões, caminhões leves, ônibus, caminhões com até 4 eixos de rodagem simples estão isentos da tarifa desta praça, conforme tabela abaixo.

De acordo com o diretor-geral da ANTT, Rafael Vitale, o papel da Agência vai além da fiscalização. “O sucesso da Concessionária é o sucesso da agência que utiliza a fiscalização para garantir que os serviços sejam entregues com qualidade para os cidadãos.”
AGRICULTURA
Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro
A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.
Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.
Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.
“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.
Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.
“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.
Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.
Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.
Efeitos econômicos
Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).
O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.
“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.
Guerra comercial
Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.
Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.
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