REUNIÃO
Pecuaristas citam dificuldades de logística e pedem redução do ICMS do gado para incentivar setor
AGRICULTURA
Pecuaristas de Rondolândia (1.600 km a Noroeste) reivindicaram a redução do ICMS do gado para mantê-los competitivos na atividade. Em reunião com o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, o prefeito José Guedes, o pecuarista Odimar Bulheiro, o presidente do Sindicato Rural, Ledequias Fernandes de Assis, fez a explanação dos problemas enfrentados pelos produtores locais.
Ele relatou as dificuldades logísticas que os produtores de Rondolândia enfrentam para abater e industrializar o gado. A cidade, localizada no extremo noroeste do estado, está longe dos frigoríficos mato-grossenses. O mais próximo fica em Pontes e Lacerda, a cerca de 900 quilômetros. Para chegar a Rondolândia, é preciso usar duas estradas que passam por Rondônia, uma por Ji-Paraná e outra por Cacoal.
“Quase todo o nosso gado é levado para Rondônia, onde há mais frigoríficos e mais competitividade”, disse Ledequias. Ele também informou que o ICMS do gado de Rondolândia vendido fora do estado é de aproximadamente 12%, enquanto que o gado vendido dentro do estado não paga o imposto.
Ledequias afirmou que enviar o gado para Pontes e Lacerda ou Juína (500 Km) é inviável por causa das condições das estradas. Ele também reclamou da falta de interesse do frigorífico de Pontes e Lacerda em comprar o gado de Rondolândia, já que a JBS tem várias unidades em Rondônia. “A nossa única alternativa é vender o gado em Rondônia”, lamentou Ledequias.
Ele lembrou que em governos passados havia protocolos que reduziam o imposto pela metade. “Antes, quando o ICMS era de 7%, nós pagávamos 3,5%. Agora, o ICMS é de mais de 12% e nós pagamos mais de 6%. Isso é muito pesado para os pecuaristas, que já estão em uma situação difícil. Por isso, pedimos a diminuição do imposto”, reivindicou Ledequias. O secretário Rogério Gallo vai avaliar a proposta do Sindicato Rural.
AGRICULTURA
Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026
O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.
O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.
Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.
Panorama e Contexto Recente
A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.
Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026
Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.
Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):
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Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.
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Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.
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Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.
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Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.
Fatores que influenciam os números
Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.
No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.
Desafios e Impactos Econômicos
Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.
O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.
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