SORRISO EM PRIMEIRO
MT tem município no topo e outros 35 na lista dos mais ricos do agronegócio no Brasil
AGRICULTURA
Líder do setor de produção agrícola no Brasil, Sorriso, é o município mais rico do país pela produção de R$ 8,3 bilhões em soja e milho que, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), se consolidaram como os produtos de maior valor. A pesquisa é referente ao ano de 2023 e foi divulgada nesta quinta-feira (17).
Outros 35 municípios mato-grossenses foram citados no levantamento que listou os 100 mais ricos do país no agronegócio. A pesquisa é baseada nos dados da pesquisa anual do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM).
As cidades mato-grossenses produziram, juntos, mais de R$ 116 bilhões, o que representa 14,3% do total da produção agrícola dos 100 mais ricos no país, que totalizaram R$ 260 bilhões.
Veja abaixo os 36 municípios mais ricos de Mato Grosso e suas posições no ranking:
- 1° Sorriso
- 3° Sapezal
- 4° Campo Novo do Parecis
- 6° Diamantino
- 8° Nova Ubiratã
- 9° Nova Mutum
- 13° Querência
- 14° Primavera do Leste
- 15° Paranatinga
- 16° Campo Verde
- 17° Campos de Júlio
- 18° Brasnorte
- 19° São Félix do Araguaia
- 20° Lucas do Rio Verde
- 23° Canarana
- 24° Ipiranga do Norte
- 27° Tapurah
- 33° Tabaporã
- 34° Nova Maringá
- 37° Porto dos Gaúchos
- 40° Itiquira
- 42° Santa Rita do Trivelato
- 43° Gaúcha do Norte
- 45° Sinop
- 50° Santo Antônio do Leste
- 53° São José do Rio Claro
- 54° Vera
- 57° Feliz Natal
- 58° Água Boa
- 68° Bom Jesus do Araguaia
- 68° Santa Carmem
- 70° Tangará da Serra
- 84° Comodoro
- 88° Marcelândia
- 91° Itanhangá
- 92° Claúdia
De acordo com a pesquisa, no ano passado, a produção agrícola alcançou um valor acima de R$ 814 bilhões, sendo que os 100 municípios mais produtivos contribuíram para 31,9% desse cenário.
Da lista foram contabilizados municípios de 14 estados, sendo eles: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins.
Das cinco regiões do Brasil, o Centro-Oeste foi o que mais se destacou, com 36 dos municípios mais ricos do território brasileiro. Confira abaixo a lista com os 10 municípios mais ricos do país.
Os 10 municípios mais ricos do país.
| MUNICÍPIOS | RENDIMENTO |
| Sorriso (MT) | R$8.313.943 |
| São Desidério (BA) | R$7.789.575 |
| Sapezal (MT) | R$7.544.333 |
| Campo Novo do Parecis (MT) | R$7.157.753 |
| Rio Verde (GO) | R$6.923.156 |
| Diamantino (MT) | R$5.905.259 |
| Formosa do Rio Preto (BA) | R$ 5.789.526 |
| Nova Ubiratã (MT) | R$5.463.407 |
| Nova Mutum (MT) | R$5.380.361 |
| Jataí (GO) | R$4.839.397 |
Fonte: MAPA
O estudo apontou que a soja continua a ser o destaque, com um valor de produção de R$ 348,6 bilhões, equivalente a 42,8% do total da produção agrícola. O milho também se destacou, com R$ 101,8 bilhões, seguido pela cana-de-açúcar, que soma R$ 101,9 bilhões.
A participação dos cinco principais municípios em culturas específicas é notável. Sapezal (MT) e São Desidério (BA) são responsáveis por mais de 30% da produção de algodão. Na produção de arroz, o Rio Grande do Sul se destaca com Santa Vitória do Palmar, que contribui com 5,6% da produção nacional.
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AGRICULTURA
Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026
O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.
O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.
Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.
Panorama e Contexto Recente
A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.
Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026
Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.
Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):
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Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.
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Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.
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Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.
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Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.
Fatores que influenciam os números
Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.
No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.
Desafios e Impactos Econômicos
Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.
O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.
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