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AGRO NEWS

Lavouras de MT vão permanecer com chuvas abaixo da média e temperaturas mais altas em fevereiro

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AGRICULTURA

Foto: Divulgação

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o mês de fevereiro indica tendência de chuva abaixo da média em Mato Grosso, Goiás e parte da Região Norte e em áreas da Região Sul. Já em grande parte das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do país, além de áreas do Pará, Amapá, Tocantins e Paraná, a previsão indica total de chuva dentro ou ligeiramente acima da média.

Considerando o prognóstico climático do Inmet para fevereiro de 2024 e seu possível impacto na safra de grãos 2023/24 para as diferentes regiões produtoras, é possível observar que áreas na região do Matopiba (região que engloba áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) apresentaram aumento na umidade do solo devido ao retorno das chuvas mais regulares nos meses de dezembro/2023 e janeiro/2024, possibilitando o avanço da semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra.

Para fevereiro/2024, a previsão de chuva acima da média irá contribuir para a manutenção da umidade no solo e o desenvolvimento das lavouras de primeira safra. O mesmo cenário é previsto para o Brasil Central.

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Já na Região Sul, os volumes de chuva previstos acima da média para o mês de fevereiro/2024 tendem a manter os níveis de água no solo elevados, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, além da semeadura e colheita de parte das lavouras. Entretanto, em áreas onde a previsão indica chuvas próximas ou ligeiramente abaixo da média, podem afetar o desenvolvimento dos cultivos em estágios fenológicos de maior necessidade hídrica.

As temperaturas devem ficar acima da média em praticamente todo o país com valores acima de 25ºC. Mas em Mato Grosso, Amazonas, Pará, Amapá, Mato Grosso do Sul, Goiás, Matopiba, Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco, a temperatura média poderá chegar aos 30ºC.

Já no centro-sul do Rio Grande do Sul e no sul mineiro, são previstas temperaturas próximas à média. No sul do Espírito Santo, leste de Santa Catarina e Rio de Janeiro, a previsão indica temperaturas ligeiramente abaixo da média.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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