Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRO NEWS

Juiz proíbe bloqueio de bens de produtor com dívidas de R$ 84 milhões e assegura colheita da safra

Publicado em

AGRICULTURA

Foto: Divulgação

O produtor rural Rafael José Rosvailer, de Alto Boa Vista (Comarca de São Félix do Araguaia), obteve uma liminar junto à 4ª Vara Cível de Rondonópolis e suspendeu as ações de execução movidas por credores, garantindo, assim, a preservação de bens como grãos, máquinas e caminhões no período da colheita da safra 2024. O produtor está preparando um pedido de recuperação judicial, que deve ser apresentado nos próximos 15 dias, conforme prevê a decisão do juiz Renan Carlos Leão Nascimento.

A recuperação apontará dívidas de R$ 84 milhões por parte do produtor. Os advogados Antônio Frange Junior e Tarcísio Tonhá, que apresentarão o pedido de recuperação ao Judiciário, ingressaram com a liminar requerendo a antecipação do ‘stay period’ para poder blindar o produtor rural até análise e deferimento do pedido principal.

A defesa alegou que está é a forma mais célere para se conseguir suspender medidas que possam prejudicar a equalização desse momento, sendo necessária este procedimento cautelar para concluir a juntada de documentos contábeis e outras provas para apresentarem o pedido principal.

Em razão do vencimento de Contratos firmados, alguns credores poderiam ingressar a qualquer momento com arrestos, buscas e apreensões e com ações de execução contra o produtor, requerendo sequestro e bloqueio de bens, o que, com a liminar, foram considerados essenciais para a manutenção da atividade rural e, portanto, não podem ser retirados da posse do produtor”

Leia Também:  Encontro virtual apresentará concurso com prêmios de até 20 mil dólares para bibliotecas públicas de MT

“Seja declarada provisoriamente a essencialidade dos bens descritos no “Anexo I” ao final da presente peça, especialmente imóveis, maquinários e veículos, declarando ainda expressamente a essencialidade dos grãos (safra), ficando vedado o arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os referidos bens até a análise do processamento do pedido de recuperação judicial”, pedem os advogados na liminar.

Na decisão, o magistrado destacou que solicitou uma perícia prévia antes de decidir sobre a liminar. O laudo de constatação realizado pelo perito apontou que o pedido de recuperação, que ainda será apresentado, deve ter viabilidade.

“O Laudo da Constatação apresenta, também, a análise da essencialidade de bens, que precisam ser mantidos na posse do requerente, para a regular continuidade do desenvolvimento das suas atividades empresariais”, diz a decisão.

O juiz cita ainda que, com a tendência do pedido principal de recuperação ser deferido, a blindagem do produtor nas ações de execução é automática. Por isso, o pedido de antecipação da blindagem deve ser deferida para evitar a paralisação das atividades do empresário rural. “As afirmações do requerente, sem sombra de dúvidas, delineiam um panorama de agravamento brutal da crise e estancamento da possibilidade de soerguimento e continuidade do desenvolvimento da atividade empresarial – e foram confirmadas no minucioso Laudo de Constatação que aportou aos autos”, coloca o magistrado.

Leia Também:  Anvisa determina recolhimento de produtos da marca Ypê

Caso a liminar para preservação dos bens essenciais não fosse concedida, o magistrado cita que o pedido principal da recuperação judicial do produtor não teria o mesmo efeito. “Destarte, diante da possibilidade de ser deferido o processamento da recuperação judicial do requerente, é de suma importância a adoção de medidas judiciais que possam salvaguardar o resultado útil do processo de recuperação judicial, na perspectiva de que nada adiantaria a utilização do instituto legal se durante o lapso temporal necessário para a organização da sua apresentação não for evitado o risco de se comprometer a utilidade processual”, complementa.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

Publicados

em

Por

O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

Leia Também:  Feminicida culpa vítima ao admitir crime; 'ela me afastou da minha família'

Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

Leia Também:  Anvisa determina recolhimento de produtos da marca Ypê

Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA