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Parceiros comerciais

Conheça os países que mais compraram de MT e o que buscaram no estado em 2024

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AGRICULTURA

Foto: Divulgação

Mato Grosso caminha para encerrar 2024 como o quarto estado brasileiro que mais exportou, totalizando aproximadamente US$ 25,9 bilhões em vendas externas entre janeiro e novembro, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os principais produtos exportados pelo estado foram soja, milho e algodão, com os mercados da Ásia e Europa como destinos predominantes.

A China segue como o maior parceiro comercial de Mato Grosso, respondendo por 33,8% das exportações estaduais no período, o que equivale a US$ 7,9 bilhões. O país asiático adquiriu principalmente soja, carne bovina congelada, algodão, milho e minérios de chumbo.

Além da China, o ranking dos dez maiores compradores de Mato Grosso inclui Vietnã, Tailândia, Indonésia, Turquia, Espanha, Egito, Bangladesh, Argélia e Irã. Cada um desses países se destaca por demandas específicas: o Vietnã, por exemplo, é um grande importador de tortas e resíduos sólidos da extração do óleo de soja, enquanto a Espanha compra sementes e frutos oleaginosos.

Além de soja, milho e óleos vegetais, a Tailândia se destaca por comprar açúcares de cana ou de beterraba de Mato Grosso, enquanto a Indonésia faz também a importação de resíduos da fabricação do amido, polpas de beterraba, bagaço de cana-de-açúcar e outros desperdícios da indústria do açúcar. Além de legumes de vagem, secos e em grão.

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Desempenho de Mato Grosso em 2024

Embora o estado mantenha se destaque no comércio exterior, o valor exportado entre janeiro e novembro 2024 representa uma queda de 13,8% em relação ao mesmo período de 2023. O desempenho vai na contramão do cenário nacional, que registrou crescimento nas exportações no mesmo intervalo.

A retração estadual é atribuída, em grande parte, à quebra de produção da safra de soja 2023/2024 e ao aumento da demanda interna pela oleaginosa, impulsionado pelo setor industrial. A soja, principal produto da pauta de exportação mato-grossense, teve seu desempenho impactado diretamente por esses fatores e registrou queda de 28% nas exportações. O milho percorreu sentido parecido e acumulou uma queda de 21%.

O algodão bruto por sua vez teve um crescimento de quase 96% das exportações e variou positivamente cerca de US$1,4 bi na comparação entre 2024 e 2023. Na indústria de transformação, o destaque foi para farelos de soja e outros alimentos para animais, produto que foi responsável por 12% de todas as exportações mato-grossenses e cresceu quase 10% entre 2023 e 2024.

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A carne bovina fresca ou congelada teve queda de 23% e faturou US$632 mi a menos que no ano passado. Gorduras e óleos vegetais, que representaram 1,7% das exportações, também tiveram uma variação negativa, de cerca de -42% em relação a 2023. Demais produtos da indústria de transformação tiveram alta de 21%, conforme o MDCI.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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