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GRANDE EVENTO

Com maior rebanho bovino do país, Mato Grosso sediará Congresso Mundial da Carne

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AGRICULTURA

Com maior rebanho nacional, de pouco mais de 34 milhões de cabeças de gado, a carne bovina de Mato Grosso alcançou boa participação no mercado internacional em 2023, com um volume exportado de 589,19 mil toneladas em equivalente carcaça. Com este resultado, o ano que passou teve o segundo maior volume exportado, ficando atrás apenas de 2022, quando a exportação foi cerca de 3% maior.

Também houve aumento de 14% nos abates de bovinos no estado em 2023 em relação ao ano anterior. Foram 6,1 milhões de animais que foram para o gancho nos frigoríficos e depois exportados para mais de 80 países.

Agora, um dos principais fóruns globais de debates sobre proteína animal será realizado em Mato Grosso e reunirá representantes deste segmento do mundo todo. O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) e o Secretariado Internacional de Carne (IMS) irão promover o Congresso Mundial da Carne – World Meat Congress (WMC)”, em Cuiabá. O importante evento acontecerá no 2º semestre de 2025 e abordará temas relacionados à produção, processamento, regulação e ao consumo de proteína animal.

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A diretora executiva do Imac, Paula Queiroz Sodré afirma que realizar o congresso internacional em Cuiabá irá inserir Mato Grosso em discussões estruturais sobre a cadeia produtiva de proteína animal.

“A partir do conhecimento que desenvolvemos ao longo de décadas, podem surgir novas soluções para serem aplicadas mundo afora. Toda proteína animal entra em discussão, bovina, suína, peixes, aves e outras. O Estado figura entre os maiores produtores de proteína animal do mundo. Se Mato Grosso fosse um país, hoje estaria na sétima posição em termos de produção e exportação. É preciso ter essa consciência de que Mato Grosso tem um diferencial. Essa capacidade toda de produção e qualidade pode inspirar mudanças”, disse Paula.

O congresso WMC acontece bianualmente e já passou por países como Estados Unidos, Argentina e Uruguai. A última edição foi realizada na Holanda. E Mato Grosso é o estado brasileiro escolhido para sediar a edição de 2025, no segundo semestre do ano.

Tanto o Imac como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) serão as únicas entidades brasileiras do setor que irão representar o Brasil nesse fórum de discussão. Será o momento de entender as ameaças e criar oportunidades para atendimento dos interesses da sociedade e dos consumidores de proteína animal.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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