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DECISÃO DO IBAMA

Aprosoja de MT pede CPI para investigar banimento de inseticida

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AGRICULTURA

Foto: Divulgação

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) quer a formação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o banimento do inseticida Tiametoxam pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). A entidade argumenta que a decisão foi tomada sem base científica e pode ter graves consequências para a agricultura brasileira.

A Aprosoja-MT destaca que o Ibama não apresentou estudos que comprovem os danos do inseticida para o meio ambiente ou para a saúde humana. A entidade questiona a decisão do Ibama de banir o produto com base em estudos realizados em outros países, com diferentes condições climáticas e agrícolas.

A entidade mato-grossense alerta que o banimento do Tiametoxam pode levar ao aumento dos custos de produção e à queda da produtividade da agricultura brasileira. O inseticida é utilizado no controle de diversas pragas que afetam culturas como soja, milho, algodão e outras. “Sem o Tiametoxam, os produtores precisarão utilizar outros produtos, que podem ser menos eficazes e mais caros”, frisa a Aprosoja.

A Aprosoja-MT levanta a suspeita de que interesses obscuros podem estar por trás da decisão do Ibama de banir o Tiametoxam. A entidade observa que a proibição ocorreu logo após o fim da patente do produto, o que pode beneficiar empresas com produtos similares ainda protegidos por patente.

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A CPI proposta pela Aprosoja-MT seria para investigar as motivações por trás do banimento do Tiametoxam e verificar se a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e científicos. A entidade também quer que seja apurado se há indícios de irregularidades no processo de tomada de decisão do Ibama.

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AGRICULTURA

Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026

O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.

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O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.

Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.

Panorama e Contexto Recente

A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.

Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026

Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.

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Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):

  • Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.

  • Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.

  • Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.

  • Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

Fatores que influenciam os números

Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.

No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.

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Desafios e Impactos Econômicos

Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.

O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.

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