Dados do IMEA
Preço da soja tem forte queda em Mato Grosso no início de 2025
AGRICULTURA
O preço da soja começou o ano em forte baixa em Mato Grosso, maior produtor nacional. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço médio de soja disponível no Estado foi de R$ 125,91 a saca de 60 quilos nesta terça-feira (7/1), 4,76% menor que o valor registrado no final de dezembro.
As expectativas são favoráveis para a safra no Estado em 2024/25. O Imea projetou a área de soja em 12,66 milhões hectares, aumento de 1,47% em relação à safra anterior. Para a produção, é estimado um crescimento de 12,78%, alcançando 44,04 milhões de toneladas.
O mercado internacional aguarda justamente as definições sobre a safra brasileira para seguir uma nova tendência nas cotações. Por isso, os contratos com entrega para março na bolsa de Chicago caíram 0,05% nesta terça, a US$ 9,9725 o bushel.
Nas outras praças do país, levantamento da Scot Consultoria aponta saca de soja a R$ 122,50 em Luís Eduardo Magalhães (BA); R$ 129,50 em Rio Verde (GO); R$ 123 em Balsas (MA); R$ 135 no Triângulo Mineiro e R$ 125 em Dourados (MS). Nos portos, a soja é cotada a R$ 139 em Santos (SP) e R$ 143 em Rio Grande (RS).
AGRICULTURA
Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026
O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.
O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.
Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.
Panorama e Contexto Recente
A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.
Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026
Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.
Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):
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Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.
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Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.
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Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.
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Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.
Fatores que influenciam os números
Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.
No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.
Desafios e Impactos Econômicos
Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.
O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.
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