VEJA LISTA
MT tem 17 cidades entre as top 100 do PIB per capita do Brasil
Dados foram divulgados pelo IBGE e são referentes a 2021; Campos de Júlio é a primeira colocada
AGRICULTURA
Dezessete municípios de Mato Grosso aparecem em uma lista do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entre os 10 maiores PIB (Produto Interno Bruto) per capita do Brasil. A lista é referente ao ano de 2021 e foi divulgada na última sexta-feira (15) pelo Instituto.
PIB per capita é a soma de todos os bens e serviços produzidos por um país, estado ou cidade no intervalo de um ano dividida pela população.
O melhor colocado deles é Campos de Júlio (570 km de Cuiabá), que apareceu na 10ª posição no ranking nacional, com um PIB per capita de R$ 455.838. O valor é impulsionado pelas principais atividades econômicas locais, que são as culturas de soja e algodão.
Outra cidade mato-grossense que aparece no top 20 é Santa Rita do Trivelato (350 km de Cuiabá), figurando na 17ª posição do ranking, com R$ 343.161.
Cuiabá teve o PIB per capita no valor de R$ 47.700, tendo um grande avanço em relação aos R$ 42,9 mil registrados em 2020. Na região Centro-Oeste a Capital só fica atrás de Brasília dentre os maiores valores.
O PIB per capita do Brasil foi de R$ 42.250 e, entre as regiões, p Centro-Oeste foi a que teve o maior valor, com R$ 55,7 mil.
PIB BRUTO
Considerando os valores absolutos do PIB, Cuiabá tem o maior valor do estado. A nível regional, a Capital ficou em quarto lugar, com o valor de R$ 29,7 bilhões, atrás de Brasília, Goiânia e Campo Grande.
Segundo a pesquisa, Rondonópolis tem o segundo maior PIB do Estado, com R$ 17,2 bilhões, seguido por Sorriso (R$ 12,5 bilhões), Várzea Grande (R$ 9,9 bilhões) e Sinop (R$ 9,6 bilhões). Sapezal (R$ 6,9 bilhões), Primavera do Leste (R$ 6,9 bilhões), Campo Novo do Parecis (R$ 6,9 bilhões), Lucas do Rio Verde (R$ 6,8 bilhões) e Nova Mutum (R$ 6 bilhões) completam a lista dos dez maiores.
Na análise dos 100 maiores municípios do país em termos de PIB, Mato Grosso tem dois representantes: Cuiabá, na 43ª colocação, e Rondonópolis, na 78ª. A cidade de Araguainha tem o menor PIB de Mato Grosso, com R$ 28 milhões.
MUNICÍPIOS MATO-GROSSENSES ENTRE OS 100 MAIORES PIB PER CAPITA DO BRASIL
10°- Campos de Júlio
17°- Santa Rita do Trivelato
27°- Nova Ubiratã
28°- Diamantino
29°- Sapezal
31°- Porto dos Gaúchos
33°- Ipiranga do Norte
36°- Querência
39°- Santa Carmem
62°- Campo Novo do Parecis
63°- Santo Antônio do Leste
67°- Novo São Joaquim
80°- São José do Xingu
84°- Gaúcha do Norte
86°- Itiquira
95°- União do Sul
99°- Tabaporã
AGRICULTURA
Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026
O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.
O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.
Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.
Panorama e Contexto Recente
A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.
Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026
Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.
Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):
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Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.
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Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.
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Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.
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Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.
Fatores que influenciam os números
Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.
No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.
Desafios e Impactos Econômicos
Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.
O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.
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