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Brasil

Frota aeroagrícola deve crescer 10% até 2027; MT tem 24% de toda a frota

Os dados foram apresentados no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, no Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger.

Publicado em

AGRICULTURA

Foto: Assessoria

A frota aeroagrícola brasileira deve passar de 3 mil aviões e helicópteros operando em lavouras até 2027. O índice representa uma perspectiva de crescimento de quase 10%. Os dados foram apresentados no Congresso da Aviação Agrícola do Brasil, no Aeroporto Executivo de Santo Antônio do Leverger, em Mato Grosso, pelo diretor operacional do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), Cláudio Júnior Oliveira. O evento começou na terça (20) e terminou ontem (22).

Hoje, a aviação agrícola brasileira tem 2.700 aeronaves. Fica atrás apenas dos Estados Unidos, que tem 3.400. O Estado de Mato Grosso, onde o agronegócio é forte, figura em primeiro lugar – com quase 24% de toda a frota aeroagrícola do país. Em segundo está o Rio Grande do Sul, com 17% da frota e São Paulo e Goiás com cerca de 12% cada.

No Centro-Oeste o faturamento das empresas no setor chega a R$ 200 milhões por ano. As empresas que mais têm aviões que operam com aviação agrícola no Brasil são: Precisão (GO) – 28 aviões, Serrana (MS) – 25, Tangará (SP) – 22 e Rambo (MT) – 22. A fazenda com maior número de aviões é a Bom Futuro (MT) com 22. E a frota aumentou durante o evento, onde foram comprados mais 5 aviões.

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Nathan Souza, diretor do Aeroporto Executivo de Santo Antonio do Leverger, fez uma avaliação do evento que ocorreu por 3 anos consecutivos em Sertãozinho, em São Paulo. “Para Mato Grosso, foi importante receber pela primeira vez um evento de grande porte que oportuniza negócios e troca de informações relevante sobre o setor que tem diversas regulamentações. Os participantes puderam acompanhar tecnologia e inovação com drones e aeronaves de ponta. O evento serviu para esclarecer também diversos questionamentos que existem no setor”, avalia.

Balanço

Durante o evento o volume de negócios foi de cerca de R$ 250 milhões. Foram vendidos em torno de 11 aviões, cada um avaliado em cerca de três mil dólares – o que totaliza R$ 181,5 milhões. O evento recebeu cerca de 6 mil visitantes. A mostra de tecnologias tem 224 marcas brasileiras e internacionais de equipamentos e serviços. O evento contou ainda com demonstrações aéreas, minicursos e debates. Sem falar no Congresso Científico da Aviação Agrícola.

Aeroporto Executivo

O aeroporto conta com uma pista de 1.800 metros, 11 hangares, oficina de aeronaves a pistão, oficina de helicóptero, táxi aéreo, corpo de bombeiros, abastecimento e balizamento noturno, além de poder operar 24 horas e com capacidade de atender pequeno, médio e grande porte de aeronaves executivas.

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Além da operação aeroportuária, está sendo desenvolvido um complexo para atender outros setores entre eles o Aeronáutico.

Está em construção um restaurante e um bar dentro de um Boeing. A ideia é também criar algumas galerias para lojas, bares e um hotel. O aeroporto conta com uma sala VIP moderna, com suítes, sala de descanso para comandantes, sala de plano de voo e sala de reunião.

 

 

 

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AGRICULTURA

Centro-Oeste tem maior avanço na adoção de criptomoedas no Brasil impulsionadas pelo agro

Publicados

em

Foto: Divulgação

O Centro-Oeste se destacou no avanço da adoção de criptomoedas no Brasil, puxado principalmente pelo agronegócio. É o que aponta a 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha.

O levantamento mostra que os ativos digitais estão avançando para além dos investimentos e da especulação financeira e começam a ganhar espaço em atividades da economia real. Nesse cenário, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento da adoção entre as regiões brasileiras, segundo a pesquisa.

Apesar do destaque regional, o estudo divulgado não informa o percentual específico de moradores do Centro-Oeste que possuem ou já possuíram criptomoedas. Em todo o país, 17,2% da população possui ou já possuiu ativos digitais, o equivalente a quase 29 milhões de brasileiros.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros em maio deste ano e foi realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha, com patrocínio da Coinbase, ABCripto e Hashdex.

Conhecimento sobre criptomoedas cresce

Além do aumento da adoção, mais brasileiros afirmam conhecer as criptomoedas. O índice chegou a 66,4% da população, cerca de dois em cada três brasileiros.

Em relação à pesquisa anterior, realizada em 2025, houve crescimento de 10,1 pontos percentuais no nível de conhecimento sobre os ativos digitais. O avanço foi maior entre pessoas com apenas o Ensino Fundamental, segundo o levantamento.

Ainda assim, o mercado encontra barreiras para conquistar novos investidores. Entre aqueles que conhecem criptomoedas, mas nunca investiram, 77% apontaram a complexidade de utilização da tecnologia como obstáculo. A falta de informação foi mencionada por 42%.

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Segundo a Paradigma Education, a pesquisa busca dimensionar a participação do Brasil no mercado global de criptomoedas e acompanhar a evolução da adoção da tecnologia no país.

Região teve o maior avanço na adoção de ativos digitais no Brasil, impulsionado principalmente pelo agronegócio.

  • 17,2% dos brasileiros possuem ou já possuíram criptomoedas.
  • 29 milhões de brasileiros já tiveram contato com ativos digitais.
  • 66,4% da população afirma conhecer criptomoedas.
  • 83% dos investidores usam aplicativos de bancos como uma das formas de acessar criptomoedas.
  • 37% dos entrevistados do Centro-Oeste citam o aumento de impostos como preocupação.
  • 29,3% no Centro-Oeste temem um eventual novo confisco do dinheiro guardado.

Fonte: 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha. Foram ouvidas 2.004 pessoas em 137 municípios.

Bancos viram principal porta de entrada

Outra mudança identificada pela pesquisa está na forma como os brasileiros compram criptomoedas. Entre os investidores, 83% apontaram aplicativos de bancos como uma das formas utilizadas para acessar os ativos digitais.

Como a pergunta permitia mais de uma resposta, 26% também mencionaram carteiras próprias e 20% disseram comprar ativos diretamente em exchanges ou corretoras especializadas.

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O levantamento também identificou potencial para expansão desse mercado. Entre os brasileiros familiarizados com criptomoedas, três em cada dez pretendem investir nos próximos dois anos. Entre quem já possui ativos digitais, a proporção chega a 63%.

Quando questionados sobre investimentos de longo prazo com maior potencial de retorno, 43% daqueles que conhecem criptomoedas escolheram ações negociadas em bolsa. A poupança apareceu com 30% e as criptomoedas, com 24%.

Centro-Oeste lidera preocupação com impostos

O levantamento também investigou as principais preocupações econômicas dos brasileiros. Enquanto a inflação se destaca entre as preocupações no país e chega a 43,1% no Sudeste, o Centro-Oeste registra o maior percentual de entrevistados preocupados com um possível aumento de impostos: 37%.

A região também lidera o temor de um eventual novo confisco do dinheiro guardado, preocupação mencionada por 29,3% dos entrevistados do Centro-Oeste.

Criptomoedas entram no debate eleitoral

A pesquisa também identificou reflexos do crescimento do mercado de ativos digitais sobre o cenário eleitoral.

Segundo o levantamento, 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptomoedas.

Para a ABCripto, o aumento da confiança e da utilização dos ativos digitais faz com que os investidores também passem a cobrar representação e posicionamento dos candidatos sobre o setor.

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