SEGMENTO INDUSTRIAL
Agroindústrias em MT emprega 77 mil pessoas e agrega R$ 2 bilhões na economia
AGRICULTURA
As agroindústrias em Mato Grosso representam 21% do total dos estabelecimentos das indústria mato-grossense. O setor emprega 77.915 trabalhadores, o que representa 47% dos funcionários da indústria. A massa salarial agroindustrial chegou aos R$ 2 bilhões e os tributos estaduais alcançaram R$ 2,7 bilhões, conforme os dados do Observatório da Indústria, ligado a Federação das Indústrias do Estado (Fiemt).
O segmento industrial tem se consolidado como um potencial econômico no Estado. O impulsionamento e crescimento foi discutido em um evento nesta sexta-feira (05.04), durante a reunião do Conselho Temático de Inovação e Tecnologia (Cointec) da Fiemt.
Para o presidente da Fiemt, Silvio Rangel, o estado tem vocação natural do agronegócio e o segmento é fundamental para o novo ciclo de desenvolvimento do estado, que passa pela indústria, com a industrialização do que é produzido.
“Precisamos considerar a tecnologia e inovação para agregar valor aos produtos que o agro gera. Observamos a verticalização do setor agroindustrial e estamos construindo ações que potencializem esse crescimento, fomentando a economia do estado na geração de emprego e renda”, argumentou o presidente.
O presidente da Cointec, Rodrigo Crosara, entende que Mato Grosso tem potencial para continuar nessa curva de crescimento ao aliar tecnologia e inovação à produção.
“Precisamos pensar fora da caixa e nos espelhar em países estrangeiros que já estão à frente na temática. Esta reunião é importante para isso. Aqui discutimos as melhores estratégias para o fortalecimento do negócio”, pontua.
Fernando de Nielander, da agência pública Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), explicou o apoio da instituição à inovação no âmbito do programa nacional Nova Indústria Brasil, que tem seis missões relacionadas à ampliação da autonomia, à transição ecológica e à modernização do parque industrial brasileiro. Conforme Fernando, a Finep vai aplicar R$ 41 milhões na nova política industrial, combinando instrumentos.
“Queremos ver mais empresas agregando valor, fortalecendo a economia, gerando mais empregos e aumentando a competitividade do país”, disse. A Finep, agência pública de inteligência que pensa no desenvolvimento do país por meio do fomento à inovação, ciência e tecnologia, financia projetos de inovação e pesquisa.
AGRICULTURA
Brasil deve bater recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026
O Brasil está prestes a estabelecer um novo recorde na produção de grãos no ciclo 2025-2026, impulsionado por avanços tecnológicos e gestão eficiente, fortalecendo o agronegócio e a economia.
O Brasil está prestes a alcançar um marco histórico na produção de grãos. O ciclo 2025-2026 promete ser um período de recordes para o agronegócio brasileiro, com uma produção estimada pela Conab em 353 milhões de toneladas para as 16 principais culturas, um aumento de 0,3% em relação ao ciclo anterior. Já o IBGE, utilizando o ano-calendário, projeta 346 milhões de toneladas para 2025.
Essa evolução reflete o potencial do país como um dos maiores produtores de grãos do mundo. O agronegócio brasileiro desempenha um papel crucial na economia nacional, gerando empregos e contribuindo significativamente para o PIB.
Panorama e Contexto Recente
A modernização da produção agro permitiu ganhos expressivos, mas o setor ainda lida com a volatilidade climática e de mercado. Enquanto a tecnologia impulsiona a soja, eventos climáticos adversos e a flutuação de preços têm impactado culturas essenciais para o consumo interno, como o arroz e o feijão.
Projeções para a produção de grãos no ciclo 2025-2026
Embora o volume total seja recorde, o desempenho é heterogêneo entre as culturas. O crescimento é puxado principalmente pela soja, enquanto outras frentes enfrentam desafios de produtividade.
Aqui estão as projeções corrigidas (Base Conab):
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Soja: Expectativa de colheita recorde de 176 milhões de toneladas, com crescimento de 2,7%.
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Milho: Projeção de queda de 1,5% na produção e de 5,3% na produtividade. Apesar do aumento da área plantada, a safra foi castigada por tempestades e granizo no Sul e falta de chuvas em Minas Gerais.
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Arroz: Queda acentuada de cerca de 13% na produção (totalizando 11 milhões de toneladas), motivada por uma redução de 10% na área semeada.
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Feijão: Redução de 0,5%, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.
Fatores que influenciam os números
Diferente de uma visão puramente otimista, o cenário para 2025-2026 é de alerta para algumas culturas. Para o arroz e o feijão, o principal fator de desestímulo foi o preço em baixa, que levou produtores a reduzirem a área de cultivo.
No caso do milho, a tecnologia não foi suficiente para anular os efeitos de veranicos e tempestades na região Sul e no Sudeste, demonstrando que a resiliência climática ainda é um desafio central.
Desafios e Impactos Econômicos
Superar gargalos logísticos e as incertezas climáticas é fundamental. A safra recorde, impulsionada pela soja, ajudará na balança comercial e na exportação. Contudo, a queda na produção de alimentos básicos como arroz e feijão exige atenção quanto à estabilidade de preços no mercado interno.
O futuro do agronegócio brasileiro é promissor e os números de 353 milhões de toneladas confirmam a liderança global do país. O sucesso contínuo dependerá da capacidade de equilibrar o avanço das commodities de exportação (soja) com a recuperação das culturas de consumo doméstico, sempre sob a ótica da sustentabilidade e da adaptação climática.
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