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É de interesse do Brasil

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OPINIÃO

Os bioinsumos são produtos e processos de origem biológica como microrganismos, macroorganismos, extratos vegetais e biofertilizantes utilizados para nutrir plantas, controlar pragas e doenças e melhorar a qualidade do solo. Eles não são uma simples alternativa, mas o resultado de anos de pesquisa científica, inovação tecnológica e investimentos robustos. O que os torna tão especiais é a combinação rara de eficiência agronômica e excelente custo-benefício, um binômio que sempre foi o Santo Graal para produtores rurais.

Vamos imaginar um campo fértil, vibrante de vida, onde a produção de alimentos acontece em harmonia com a natureza, com custos mais baixos e menos dependência de produtos químicos. Pode parecer um cenário idealista, mas ele está mais próximo da nossa realidade do que nunca, e esse futuro promissor tem um nome, os bioinsumos. Mais do que uma tendência, eles representam uma verdadeira revolução na forma como produzir no campo, e o Brasil está dando passos decisivos para se consolidar como líder global nessa nova fronteira agrícola.

Eles atuam de forma integrada ao ecossistema, os inoculantes bacterianos, por exemplo, fixam nitrogênio do ar diretamente nas raízes das plantas, reduzindo drasticamente a necessidade de fertilizantes nitrogenados sintéticos, cujo custo e volatilidade no mercado são grandes desafios. Fungos e bactérias benéficas atuam como agentes de biocontrole, protegendo as lavouras de pragas e doenças de forma específica, sem os impactos ambientais colaterais e a resistência gerada por alguns defensivos químicos tradicionais.

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Além disso, ao promover a saúde do solo e das plantas, os bioinsumos aumentam a resiliência das culturas, podendo elevar a produtividade a longo prazo. É uma mudança de paradigma: de um modelo de correção, que trata problemas, para um modelo de construção, que fortalece a planta e o solo para prevenir desequilíbrios.

Eles simbolizam a maturidade de um setor que busca conciliar produtividade recorde com responsabilidade ambiental e econômica. A lei sancionada e o trabalho em curso para sua regulamentação são os alicerces que permitirão ao Brasil colher os frutos dessa nova era, um campo mais forte, uma produção mais limpa e uma nação na vanguarda da agricultura do século XXI.

E esse reconhecimento do potencial estratégico dos bioinsumos para o agronegócio brasileiro ganhou um marco histórico com a sanção da Lei 15.070/2024, que não apenas valida a importância do setor, mas cria um caminho seguro para seu crescimento ordenado. A lei estabelece definições claras, diretrizes para pesquisa, produção, registro e comercialização, oferecendo a segurança jurídica que empresas e investidores tanto demandavam. Mas para garantir que a lei seja implementada de forma eficaz e prática é preciso a sua regulamentação.

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Este é o momento em que a revolução técnica se encontra com a construção política, onde recentemente, mais de 30 entidades representativas do setor, de produtores à indústria, construíram uma proposta justamente para subsidiar a regulamentação do tema, baseados na ciência e no diálogo institucional.

É um movimento silencioso em prol da aprovação de uma regulamentação inteligente e moderna.

É um movimento que envolve desde o pequeno produtor familiar, que busca autonomia e redução de custos, até as grandes corporações do agronegócio, que enxergam a sustentabilidade como vetor de competitividade no mercado internacional, e é claro, sua regulamentação agrada e incomoda muita gente, mas acima de tudo o tema é de interesse do Brasil!

Saem os técnicos, entram os políticos, e que Deus nos ajude.

 

*Luciano Vacari é gestor de agronegócios e CEO da NeoAgro Consultoria.

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OPINIÃO

Quem financia a campanha? A prestação de contas também interessa ao eleitor

Prazo para a prestação de contas parcial das Eleições 2026 termina neste domingo, 13 de setembro, e mostra por que acompanhar o dinheiro da campanha também faz parte do voto consciente.

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Durante uma eleição, o eleitor acompanha pesquisas, propostas, debates, alianças e propaganda. Mas há outro aspecto que também merece atenção: d e onde vem o dinheiro que financia uma campanha e como ele está sendo utilizado.

Neste domingo, 13 de setembro, termina o prazo para que partidos, candidatas e candidatos apresentem à Justiça Eleitoral a prestação de contas parcial das Eleições 2026 . Nela devem constar as movimentações financeiras e os recursos estimáveis em dinheiro registrados desde o início da campanha até 8 de setembro.

A prestação parcial funciona como uma espécie de fotografia financeira da campanha naquele momento. Ela permite verificar quanto foi arrecadado, quem contribuiu, quais despesas foram realizadas e como os recursos estão sendo empregados.

Mas é importante fazer uma distinção: informações financeiras da campanha podem aparecer antes da prestação parcial , porque os recursos recebidos devem ser informados à Justiça Eleitoral durante a própria campanha e os relatórios financeiros podem ser disponibilizados na internet em até 48 horas.

O dia 15 de setembro representa outro marco. Nessa data, a Justiça Eleitoral divulgará oficialmente, na internet, a prestação de contas parcial consolidada, com indicação dos doadores e dos respectivos valores declarados, observadas as regras de proteção de dados pessoais.

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Para o eleitor, essas informações ajudam a enxergar a campanha por outro ângulo. Conhecer propostas é essencial, mas compreender quem financia uma candidatura e para onde o dinheiro está sendo direcionado também contribui para uma escolha mais consciente.

Para candidatos e partidos, a atenção deve ser redobrada. A prestação parcial precisa refletir a movimentação real da campanha. Omissões, inconsistências ou informações incorretas podem repercutir posteriormente na análise das contas eleitorais.

Também é importante lembrar que essa é apenas uma etapa. Após as eleições, haverá a prestação de contas final, quando toda a movimentação financeira da campanha será submetida à análise da Justiça Eleitoral.

A transparência eleitoral não está apenas no discurso do candidato. Ela também está na origem dos recursos, nos gastos realizados e na possibilidade de fiscalização pela sociedade.

Em uma democracia, saber quem pede o voto é fundamental. Saber quem financia a campanha também.

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