Pesquisar
Close this search box.
CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BILIONÁRIA

TJ escala 3 juízes e 13 servidores para devassa em 2 comarcas de MT

Publicado em

GERAL

Foto: Divulgação

O corregedor-geral de Justiça de Mato Grosso, o desembargador José Luiz Leite Lindote, determinou uma “correição” nas Varas Judiciais das comarcas de Rondonópolis e de Campo Verde, distantes, respectivamente, em 216 km e 136 km de Cuiabá. A correição pode ser entendida como uma espécie de “auditoria” do Poder Judiciário com o objetivo de examinar “sistemas, processos, papéis, atos e tudo mais que se relacionar com o expediente forense”, segundo portaria assinada pelo desembargador Lindote no último dia 3 de setembro.

O documento faz menção específica ao processo de falência do Grupo JPupin, do produtor rural José Pupin, outrora conhecido como o “Rei do Algodão” – que acumulou dívidas de mais de R$ 3,5 bilhões, marcado por suspeitas de fraudes desde o início de recuperação judicial há nove anos. Os autos tramitam hoje na 1ª Vara de Campo Verde.

Embora tenha citado nominalmente a falência, a correição atinge todas as Varas Judiciais de Rondonópolis e de Campo Verde – das Criminais à da Infância e Juventude, passando, é claro, pelas Varas Cíveis e da Fazenda Pública.

Leia Também:  37 mulheres foram vítimas de feminicídio em Mato Grosso em 2026

Os trabalhos irão durar 45 dias, até 18 de outubro de 2026, e serão coordenados pelo juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira, que terá o apoio do juiz colaborador João Filho de Almeida Portela, além dos juízes Antônio Veloso Peleja Júnior e Flávio Maldonado de Barros. Outros 13 servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso foram convocados para atuar no levantamento.

A portaria também informa que durante a correição, realizada de forma presencial e por videoconferência, a atividade forense (o trabalho cotidiano da Justiça) não será suspensa e que os prazos e datas nos processos serão mantidos.

FRAUDES

O processo de recuperação judicial/falência do Grupo JPupin é um dos mais emblemáticos em Mato Grosso e teve início no ano de 2015 – rejeitado num primeiro momento, quando em 2017 um outro pedido de recuperação judicial foi aceito. Em junho de 2026, o Poder Judiciário decretou a falência do grupo num processo permeado por suspeitas de fraudes. Inclui-se aqui a suposta “venda” de uma fazenda de quase R$ 100 milhões que já estava em garantia de outra dívida, além de um panorama obscuro de “compras” dos débitos do Grupo JPupin por fundos de investimentos, sem transparência – como é de praxe no “mercado financeiro”.

Leia Também:  Mato-grossenses movimentam R$ 36,5 bilhões via Pix em agosto, diz levantamento

Uma decisão judicial de agosto de 2026 nos autos da falência, proferida pelo juiz da 1ª Vara de Campo Verde, Raul Lara Leite, revelou que alguns dos credores da massa falida denunciaram “repasses ocultos” de R$ 6,9 milhões, além de um suposto “excesso de R$ 5,63 milhões em pagamentos por empresa familiar”. Na decisão, o magistrado revelou a publicação de um edital referente ao processo de falência, por um servidor do Poder Judiciário, sem a sua autorização. Desde então ele determinou que um escritório de advocacia, nomeado por ele próprio, analisasse todas as medidas tomadas pela administradora judicial provisória que presta serviços nos autos.

 

Propaganda

GERAL

Mato Grosso registrou 206 transplantes de córnea nos primeiros oito meses de 2026

Publicados

em

Mato Grosso se destaca nacionalmente na agilidade dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pacientes que necessitam de um transplante de córnea no estado aguardam, em média, no máximo duas semanas para a realização da cirurgia. A realidade local difere expressivamente do cenário brasileiro: dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que a média nacional de espera chega a 370 dias.

Segundo levantamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES), até a última segunda-feira (14), apenas 24 pessoas aguardavam pelo procedimento em Mato Grosso, um contingente considerado baixo em relação à população total do estado.

Em âmbito nacional, a fila reúne cerca de 37 mil pacientes à espera da substituição total ou parcial do tecido ocular danificado.

Entre janeiro e agosto de 2026, a rede pública estadual viabilizou a realização de 206 transplantes de córnea gratuitamente. Para a coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET), Anita Ricarda da Silva, a rapidez no fluxo decorre da atuação integrada das equipes de saúde e ganha relevância ainda maior durante a campanha do Setembro Verde, reforçando a importância da conscientização coletiva para a doação de órgãos e tecidos.

Leia Também:  Azul lança nova rota de voos entre Cuiabá e São Paulo; veja

A captação pode ser efetuada em hospitais públicos e privados do estado após o diagnóstico de morte encefálica ou óbito por parada cardíaca, dependendo sempre da autorização da família. A CET enfatiza que a sensibilidade dos familiares no momento do luto é essencial para transformar dor em esperança, permitindo que tecidos que seriam descartados beneficiem quem aguarda na fila.

Ao longo de 2026, a Central de Transplantes realizou 11 procedimentos de múltiplos órgãos, nos quais foram captados 18 rins, oito fígados, um coração e 22 córneas. Além dessas ações integradas, o trabalho focado na obtenção exclusiva de tecidos oculares garantiu a captação de outras 193 córneas no estado.

Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA