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RETROCESSO

ONG alerta para mudança em projeto que passa a permitir animais em circos em MT

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GERAL

Foto: Divulgação

ONG É o Bicho MT fez um alerta contra o substitutivo apresentado ao Projeto de Lei nº 1529/2024, que trata do uso de animais em circos em Mato Grosso. Em nota, a entidade afirma que a mudança no texto representa um “retrocesso” nas políticas de proteção animal e pede que a proposta não seja aprovada.

O projeto original, de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), propõe a proibição da utilização de animais em espetáculos circenses em todo o estado. O texto também veta a entrada de circos com animais em Mato Grosso e prevê multa de 100 a 1.000 Unidades Padrão Fiscal por animal em situação irregular, além da apreensão.

A proposta segue em tramitação na Assembleia Legislativa e está apta para apreciação desde dezembro de 2025.

Em maio do ano passado, no entanto, o deputado Gilberto Cattani (PL) apresentou um substitutivo integral que altera o sentido da proposta. O novo texto autoriza o uso de animais em circos, desde que sejam respeitadas “normas de bem-estar e não haja maus-tratos”, com fiscalização a cargo do órgão ambiental estadual.

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Para a ONG, a mudança ignora problemas estruturais da atividade. Nas redes sociais, a entidade afirma que, mesmo com regulamentação, a realidade dos circos envolve confinamento, transporte constante e restrição de comportamentos naturais, condições consideradas incompatíveis com o bem-estar animal.

A organização também argumenta que o substitutivo vai na contramão de outros estados brasileiros que já proibiram a prática. Atualmente, ao menos 12 unidades da federação adotaram legislações que vedam o uso de animais em circos, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. “Enquanto a maioria dos estados brasileiros aprovam leis que proíbem animais em circos, Mato Grosso retrocede. Não podemos permitir!”, traz o apelo.

Na justificativa do substitutivo, Cattani defende que a proibição total desconsidera a tradição circense e que o problema central estaria nos maus-tratos, não na presença dos animais. O parlamentar afirma que a regulamentação pode garantir condições adequadas de criação, treinamento e acompanhamento veterinário. O texto menciona um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) na justificativa. O material citado, no entanto, é de mais de 16 anos atrás.

O projeto original, assinado por Guimarães, sustenta que a proibição tem base ética, ambiental e educacional, ao considerar que o uso de animais em espetáculos pode causar sofrimento físico e psicológico, além de contribuir para impactos na biodiversidade.

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GERAL

Marcelo de Oliveira assume presidência do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste

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O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, foi escolhido pelo governador Otaviano Pivetta para assumir a presidência do Conselho Administrativo e Fiscal da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela BR-163 em Mato Grosso. A definição ocorreu nesta quinta-feira (16.4).

“É a maior concessão de Mato Grosso e precisa de um nome à altura. O secretário Marcelo já mostrou, nesses sete anos e três meses de governo, que tem a nossa confiança e a confiança de todo o povo mato-grossense, principalmente pelos resultados entregues na infraestrutura de todo Estado”, afirmou o governador.

Marcelo vai acumular a nova função com o cargo de secretário de Infraestrutura e Logística. “Mais uma missão do governador Otaviano Pivetta. Eu já fazia parte do conselho e agora assumo a presidência pra dar mais ritmo às obras, destravar o que for preciso e garantir mais eficiência. É uma determinação e vamos trabalhar pra entregar resultado”, destacou.

Ele assume e presidência do Conselho no lugar de Cidinho Santos. Desde 2023, o Governo de Mato Grosso e a Nova Rota do Oeste já entregaram 230 quilômetros de duplicação da BR-163.

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Currículo
Arquiteto, Marcelo de Oliveira e Silva tem mais de 35 anos de atuação no serviço público em Mato Grosso. Ao longo da carreira, foi secretário de Obras de Cuiabá por cinco vezes, além de ter presidido e atuado como interventor na Sanecap. Também exerceu a função de secretário adjunto de Infraestrutura da Secopa.

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