Feminicida
Homem que matou empresária com ‘enforca gato’ e a enterrou no quintal vai a júri popular este mês
GERAL
O feminicida Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, que matou a esposa, Nilza Moura Sousa da Silva, de 64, em 4 de maio deste ano, em Cuiabá, vai ser julgado pelo Tribunal do Júri no próximo dia 20 de outubro, às 13h30.
A vítima foi enforcada com uma braçadeira plástica conhecida como “enforca-gato” na casa do casal e teve o corpo enterrado no quintal de outra casa, localizada no bairro Parque Cuiabá. As investigações apontam que o feminicida matou a mulher para ficar com o patrimônio dela.
Jackson responde pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. Ele está preso desde o dia 6 de maio na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.
O caso tramita em sigilo na 14ª Vara Criminal da Capital.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), na manhã do dia 4 de maio, o assassino utilizou um enforca-gato para asfixiar a mulher enquanto ela dormia, eliminando qualquer chance de defesa.
A acusação aponta ainda que o crime teve motivação patrimonial, visto que o réu realizou a transferência de R$ 18 mil do cartão de crédito da vítima para sua própria conta logo após o assassinato, agindo em contexto de violência doméstica e menosprezo à condição feminina.
Para ocultar o cadáver, Jackson contratou o serviço de escavação sob o pretexto de construir uma fossa em outro imóvel, que era de propriedade da esposa, e enterrou o corpo.
Com a mulher já morta, ele chegou a postar uma foto com ela tomando açaí.
Depois, para atrapalhar as investigações, ele compareceu à delegacia para registrar um boletim de ocorrência relatando falsamente o desaparecimento de Nilza, alegando que estava recebendo ligações de pessoas pedindo resgate.
O assassino, no entanto, apresentou uma série de contradições ao ser questionado pela polícia, acabou confessando o crime e foi preso.
Pelos crimes, o feminicida pode pegar uma pena superior a 60 anos.
GERAL
Eleições: abstenção cresce para 21,6% e soma 33 milhões de brasileiros
A abstenção no 1º turno das eleições 2026 bateu recorde com 33,4 milhões de pessoas que não compareceram às urnas, representando 21,08% do total de eleitores. Em 2022, a abstenção foi 20,9%, o que representou 32,7 milhões de pessoas. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A abstenção desse domingo (4) foi semelhante à das eleições municipais de 2024, que costumam registrar uma ausência maior que as eleições nacionais. Há dois anos, 33,7 milhões de pessoas não foram votar no 1º turno para prefeito e vereador, chegando a 21,68% do eleitorado total.
O 1º turno da eleição de 2026 contava com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. Desses, 125,2 milhões compareceram aos colégios eleitorais. De cada dez eleitores, dois não foram às urnas.
Considerando o primeiro turno das eleições gerais, a abstenção desse domingo só foi menor que a de 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos colégios eleitorais.
Dos que compareceram às zonas eleitorais, 2,3 milhões votaram em branco para presidente, o que representou 1,84% do eleitorado, e 3,6 milhões anularam o voto presidencial, o que representou 2,93% do total de votos válidos.
Os eleitores que não votaram no 1º turno, ainda podem votar no 2º turno, desde que estejam com o título regularizado.
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