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Reforço

Recurso auxiliará em ações desenvolvidos pela equipe de Intervenção da Saúde na capital

Publicado em

BRASIL

Foto: Luiz Alves/Secom

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) repassou R$ 15,5 milhões para a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá nesta quinta-feira (13.04). O recurso foi transferido via Fundo Municipal de Saúde e auxiliará as ações desenvolvidas pela equipe de Intervenção da Saúde na capital.

O repasse, que é oriundo de recurso estadual, foi autorizado pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB-MT). De acordo com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, o objetivo do recurso é auxiliar o município na reestruturação de serviços fundamentais.

“As Secretarias Municipais de Saúde sempre encontraram na SES um parceiro e com Cuiabá nunca foi diferente. A principal diferença é que, neste momento, uma gestão responsável está à frente da Saúde de Cuiabá e busca entregar o que de fato importa para o cidadão: serviços. Não há recurso que sustente uma má gestão”, disse.

O secretário ainda enfatizou que a SES está adimplente há 50 meses com as gestões municipais. Além do recurso extraordinário de R$ 15,5 milhões, a Secretaria de Estado repassou R$ 607 milhões só para o município de Cuiabá nos últimos quatro anos.

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Para a interventora da Saúde na capital, Danielle Carmona, o auxílio financeiro é muito importante para que o gabinete de intervenção reestruture os serviços da atenção primária, secundária e terciária em Cuiabá.

“Esse é o recurso que vai nos ajudar a manter os serviços de imagem e laboratoriais nas unidades de saúde, a ampliar a oferta de medicamentos e insumos necessários, além de também possibilitar a disponibilização de mais profissionais médicos na rede municipal. O nosso objetivo é transformar esse recurso em melhorias para o atendimento da população”, avaliou a gestora.

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AGRICULTURA

Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro

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Foto: Divulgação

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.

Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.

Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.

Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.

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“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.

Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.

“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.

Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.

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Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.

 

Efeitos econômicos

Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).

O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.

“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.

 

Guerra comercial

Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.

Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.

 

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