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INSS

Saiba como regularizar a situação pelo Meu INSS

Segurados do INSS devem ficar atentos para não serem prejudicados na hora de terem seus direitos reconhecidos

Publicado em

BRASIL

Foto: gov.br

Você sabia que nenhum benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pode ter valor abaixo do salário mínimo (salvo algumas exceções previstas em lei)? Da mesma forma, o valor que o segurado deve contribuir (ou seja, pagar) ao INSS tem que ser baseado, pelo menos, no valor do piso nacional vigente, isto é, que está valendo naquele mês, para que ele possa ter direito aos benefícios previdenciários. Por isso, saiba como regularizar sua situação, pelo site ou aplicativo Meu INSS, caso tenha realizado contribuições previdenciárias com base em valor abaixo do mínimo.

Primeiramente, vale explicar um importante conceito do universo previdenciário que é o chamado “salário de contribuição” do segurado. Trata-se da remuneração que o empregado, o trabalhador avulso, o empregado doméstico e o contribuinte individual (ou seja, os obrigatórios) recebem no mês pelo trabalho realizado e, no caso do segurado facultativo (que não exerce atividade remunerada de filiação obrigatória à Previdência) e do segurado especial que contribui facultativamente, ao valor por eles declarado, respeitando os limites mínimo e máximo permitidos. No caso do mínimo é justamente o valor do salário mínimo vigente e, já no caso do máximo, é o valor que todo ano é atualizado como sendo o teto previdenciário e que, atualmente, é de R$ 7.786,02.

Nesse sentido, fica mais fácil explicar sobre a contribuição (também chamada de recolhimento) que é o valor que o segurado ou o empregador/contratante, conforme o caso, deve repassar ao INSS, todos os meses, para que sejam garantidos os direitos previdenciários. E que esse valor é uma porcentagem calculada em relação ao salário de contribuição do segurado (ou valor declarado no caso do segurado facultativo e do segurado especial que contribui facultativamente), cujas alíquotas utilizadas para fazer esse cálculo variam de acordo com o tipo de segurado e sua forma de filiação à Previdência. Saiba mais sobre as alíquotas de contribuição de cada tipo de segurado.

 

Quem?

O recebimento de remuneração inferior ao limite mínimo geralmente envolve profissionais que recebem remuneração proporcional a trabalho realizado em alguns dias do mês, ou seja, que atuam como prestadores de serviços, tais como garçons, diaristas, artistas, estivadores, etc. Muitas vezes, inclusive, esses profissionais atuam em mais de uma empresa ao mesmo tempo — mesmo que sejam segurados que possuem carteira assinada. E nesses casos, pode acontecer que, em determinado mês, a soma das remunerações recebidas pelo trabalhador não atinja o salário-mínimo.

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Já outra situação ainda mais comum é o caso dos segurados contribuintes individuais, isto é, que trabalham e contribuem por conta própria. Dentre estes, há casos em que o segurado acaba fazendo seu recolhimento para a Previdência sobre um valor abaixo do salário mínimo que está valendo naquele mês. Por isso, será preciso regularizar essa situação.

Então, caso você seja segurado empregado, empregado doméstico, trabalhador avulso ou contribuinte individual, confira a seguir como é possível regularizar suas contribuições previdenciárias que tenham sido feitas sobre valor abaixo do limite mínimo — para competências (ou seja, meses) a partir de novembro de 2019, que foi quando foi lançada a possibilidade de ajuste pelo Meu INSS em razão da mudança na legislação com a Emenda Constitucional nº 103, de 2019.

 

Como?

Complementar a contribuição das competências do mesmo ano civil, por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais – Darf. Trata-se de um boleto emitido pelo Meu INSS que pode ser pago em qualquer banco da rede arrecadadora de receitas federais.

Utilizar o valor da contribuição que exceder ao limite mínimo, de uma ou mais competências (ou seja, meses), do mesmo ano, para completar a contribuição de outras competências até alcançar o limite mínimo. Resumindo, pegar o valor que foi recolhido acima do salário mínimo em um mês para completar outro mês em que esse valor esteja abaixo do mínimo.

Agrupar as contribuições inferiores ao limite mínimo, de diferentes meses do mesmo ano, para aproveitar em um ou mais meses, até que alcancem o limite mínimo, de forma que o resultado desse ajuntamento não ultrapasse o valor mínimo que tem que ser a contribuição para o INSS.

 

Meu INSS

No site ou aplicativo Meu INSS, basta, por meio de login e senha, escolher o serviço “Ajustes para Alcance do Salário Mínimo – Emenda Constitucional 103/2019”. Daí, o próprio sistema vai sugerir opções dos ajustes possíveis.

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Caso o segurado opte em realizar ajuste de complementação de competências, ou seja, pagar a diferença faltante, será gerado o Darf, conforme mencionado anteriormente.

 

Outros casos

Vale mencionar também que há outros casos em que contribuições previdenciárias que tenham sido feitas sobre valor abaixo do limite mínimo podem ser regularizadas — mas de uma forma diferente da explicada acima.

É o caso de segurado facultativo (que não exerce atividade remunerada de filiação obrigatória à Previdência Social), do segurado especial (rural) que contribui facultativamente e, inclusive, do contribuinte individual que trabalha por conta própria. Isso pois, o contribuinte individual pode regularizar contribuições por meio de complementação das duas formas: seja pagando por meio de Darf, conforme já explicado anteriormente, ou por meio de GPS. É uma opção desse tipo de segurado.

O cálculo e a emissão de Guia da Previdência Social (GPS) corresponde ao valor da diferença entre o valor já recolhido e o limite mínimo (salário-mínimo) vigente na competência. A guia de pagamento é obtida por meio do serviço “Cálculo de GPS Diferença de Valor Devido – Contribuição Inferior ao Salário-Mínimo”, no Meu INSS. A GPS pode ser paga em qualquer banco da rede arrecadadora de receitas federais.

 

Fique ligado!

Vale sempre destacar que, nos casos em que o recolhimento das contribuições previdenciárias é realizado diretamente pelo empregador/contratante (seja uma empresa, sindicato, etc), o trabalhador deve ficar atento e acompanhar constantemente se estão sendo cumpridas as obrigações trabalhistas e previdenciárias. É possível fazer esse acompanhamento pelo Meu INSS, acessando o “Extrato de Contribuições”. Afinal, essas informações são imprescindíveis para a formação da vida laboral do trabalhador e, consequentemente, para o reconhecimento do direito a benefícios previdenciários.

 

Saiba mais

Clique e confira para saber mais sobre “Tabela de contribuição mensal” e também sobre Ajustes para alcance do salário mínimo – Emenda Constitucional nº 103, de 2019. Já para mais informações também é possível ligar, gratuitamente, para a Central de Atendimento 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h.

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AGRICULTURA

Entenda por que a vitória de Trump pode ser boa para o agro brasileiro

Publicados

em

Foto: Divulgação

A vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos e a promessa de uma agenda protecionista podem gerar uma série de reflexos no mercado brasileiro, principalmente no agronegócio. Atualmente, os Estados Unidos estão entre as principais parcerias do agro brasileiro, ficando atrás apenas da China e União Europeia. Para especialistas ouvidos pelo R7, um possível estímulo ao setor privado estadunidense pode aumentar a demanda por commodities agrícolas, o que pode favorecer o Brasil e contribuir para a diversificação comercial.

Não seria a primeira vez que os Estados Unidos imporiam taxas a outros países. No seu primeiro mandato, em 2018, Trump decidiu aplicar tarifas às importações de produtos chineses, e como retaliação a China também chegou a anunciar novos impostos aos americanos. Com a necessidade de novos mercados, os governos chinês e brasileiro estreitaram as parcerias comerciais.

Segundo o Ministério da Agricultura, até setembro deste ano, a China foi o destino de 32,9% das exportações brasileiras, tendo adquirido quase US$ 42 bilhões em produtos do setor. No geral, soja, carne e café estão entre os produtos com maior representação na exportação brasileira.

Especialistas apontam que a intensificação da atividade econômica nos Estados Unidos pode beneficiar a produção nacional e contribuir para a aproximação entre China e Brasil. O especialista em comércio exterior Larry Carvalho explica que, apesar dos desafios, a política de Trump pode abrir oportunidades no mercado chinês.

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“Durante sua presidência, a guerra comercial entre os EUA e a China fez o Brasil se tornar um fornecedor importante para a demanda chinesa por soja e milho. A reimposição de tarifas pode abrir mais oportunidades no mercado chinês, embora o Brasil também enfrente desafios em outros mercados. A visita de Xi Jinping ao Brasil e as negociações sobre a Iniciativa do Cinturão e Rota podem fortalecer ainda mais essa parceria”, disse Carvalho.

Especialista em relações governamentais e comércio internacional, José Pimenta pontua que será pouco provável que os EUA engajem em negociações de abertura de mercado nos próximos anos. Apesar disso, as políticas podem trazer benefícios indiretos ao comércio brasileiro.

“Espera-se que as barreiras tarifárias levantadas por Trump gerem retaliações internacionais, o que permitirá ao Brasil ganhar espaço em mercados que tradicionalmente são dos Estados Unidos, o que ocorreu entre 2017 e 2020, especialmente com a China. Durante o período, as exportações brasileiras à China cresceram 20% ao ano, em média”, lembrou.

Em complemento, o especialista em planejamento estratégico empresarial Fernando Canutto explica que a vitória de Trump e a possível implementação de tarifas que afetariam produtos agrícolas de outros países podem potencialmente colocar o comércio do Brasil como alternativa. Produtos como soja, milho, etanol, carne bovina e suco de laranja são os que o Brasil mais exporta para os EUA.

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Canutto comenta, ainda, sobre os possíveis reflexos na economia americana. “A taxação sobre produtos importados pode levar a um aumento nos preços internos, afetando consumidores e indústrias que dependem de matérias-primas importadas. Trump, provavelmente compensaria reduzindo impostos”, disse.

 

Efeitos econômicos

Com o resultado das eleições, o dólar fechou a última sexta-feira (8) em alta de 1,07%, cotado a R$ 5,7359. Na semana passada, a moeda americana acumulou desvalorização de 2,27%, em aparente correção e ajustes após ter atingido em 1º de novembro o segundo maior nível histórico nominal no fechamento (R$ 5,8694).

O economista Hugo Garbe afirma que a alta da moeda pode criar oportunidades para alguns setores exportarem, principalmente aqueles que operam em commodities.

“No entanto, esse impulso depende da capacidade do governo de criar condições de infraestrutura e logística que permitam o escoamento eficiente da produção brasileira para mercados externos”, completou.

 

Guerra comercial

Em 2018, guerra comercial entre os Estados Unidos e China permitiu que o Brasil alcançasse um dos maiores níveis de exportação para a época.

Desta forma, a alteração do fluxo comercial possibilitou, ainda, uma maior quantidade de dólares retidos no país, melhorando o saldo nas contas externas.

 

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