PLANO SAFRA
Governo federal anuncia Plano Safra de R$ 364 bilhões para agricultura empresarial
Volume é 27% maior que o do ciclo que se encerra no próximo dia 30 e passa a vigorar em 1º de julho
AGRONEGÓCIO
Os médios e grandes produtores da agropecuária do Brasil vão contar com R$ 364,22 bilhões em recursos para financiamento de suas atividades no Plano Safra 2023/2024, que entra em vigor no próximo dia 1º de julho e se estende até 30 de junho do ano que vem. Os recursos foram anunciados na manhã desta terça-feira, em Brasília, em evento com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.
O volume anunciado é 27% maior que o disponibilizado no Plano Safra que se encerra, cuja dotação foi de 287,16 bilhões para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores. Com isso, no ciclo que se inicia em julho a agricultura empresarial poderá contar com R$ 272,12 bilhões para custeio e comercialização e 92,1 bilhões para investimentos. Os valores para custeio e comercialização serão financiados com juros de 8% ao para os enquadrados no Pronamp e 12% para os demais produtores. Para os investimentos, as taxas de juros vão variar de acordo com o programa.
Neste ano, o Plano Safra pretende incentivar os sistemas de produção ambientalmente sustentáveis, premiando os produtores rurais que já estão no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e aqueles que já adotam práticas de sustentabilidade. O benefício se dará pela redução de 0,5 ponto percentual na taxa de juros de custeio. São consideradas práticas sustentáveis:produção orgânica ou agroecológica, bioinsumos, tratamento de dejetos na suinocultura, pó de rocha e calcário, energia renovável na avicultura, rebanho bovino rastreado e certificação de sustentabilidade. Os mecanismos de regulamentação para comprovação dos sistemas de produção serão divulgados nos próximos dias.
O governo também aumentou o limite de renda bruta anual para enquadramento dos produtores no Pronamp, de R$ 2,4 milhões para R$ 3 milhões, mudança que leva em consideração a elevação dos preços dos produtos agropecuários. Os juros para esta categoria de produtor no Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), com recursos totais de R$ 11,86 bilhões, será de 10,5% ao ano para beneficiários do Pronamp. Para os grandes produtores a taxa permanece em 12,5%. O limite de financiamento para investimentos sobe de R$ 430 mil para R$ 600 mil por beneficiário do Pronamp por ano.
O Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), com aporte de R$ 3,80 bilhões, teve aumento de 81% nos recursos para construção de estruturas com capacidade de até 6 mil toneladas e de 61% quando a capacidade superar esse limite. Já o Programa de Financiamento à Agricultura Irrigada e ao Cultivo Protegido (Proirriga), com volume disponível de R$ 2,27 bilhões, teve aumento em 30%.
O Plano Safra destinado aos agricultores familiares séra lançado pelo governo nesta quarta-feira, dia 28.
AGRONEGÓCIO
EUA ganham espaço como destino da carne de MT após alta de 50% nos embarques
Os Estados Unidos ganharam espaço entre os destinos da carne bovina produzida em Mato Grosso em agosto. Os embarques para o mercado norte-americano cresceram 50,4% em relação a julho, em um movimento de maior participação de outros compradores internacionais da proteína mato-grossense.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em agosto foram embarcadas 8,2 mil toneladas para os Estados Unidos, frente a 5,4 mil toneladas em julho.
O avanço dos Estados Unidos ocorreu em um mês marcado pela diversificação dos destinos. De acordo com a Secex, as exportações para os mercados fora da China cresceram 31,11% na comparação mensal.
Além dos Estados Unidos, outros países registraram aumento expressivo nas compras em agosto. Os embarques para a Rússia avançaram 80,62%, enquanto as vendas para as Filipinas cresceram 57,11% na comparação com julho.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o desempenho reforça a importância de se manter uma carteira ampla de compradores internacionais.
“Quando diferentes mercados ampliam suas compras, a cadeia ganha mais alternativas para o escoamento da produção e fica menos exposta às oscilações de um único destino. A pecuária de Mato Grosso tem capacidade produtiva, qualidade e escala para atender compradores com diferentes perfis e exigências. Por isso, a diversificação é estratégica para dar maior estabilidade às exportações e fortalecer a presença da carne mato-grossense no comércio internacional”, afirma o diretor de Projetos do Imac.
No total, os frigoríficos de Mato Grosso exportaram 72,30 mil toneladas equivalentes-carcaça (TEC) de carne bovina em agosto, movimentando US$ 351,34 milhões.
Para Andrade, ampliar a presença em diferentes países também contribui para consolidar a imagem da carne produzida. “Estar presente em diferentes mercados mostra a capacidade da pecuária de Mato Grosso de atender demandas distintas. Essa presença internacional é importante não apenas para o volume comercializado, mas para construir relações comerciais de longo prazo e posicionar a carne mato-grossense entre compradores de diferentes regiões do mundo”.
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