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Alta de 20%

Projeção representa aumento de 1 bilhão de litros em comparação à safra anterior

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AGRICULTURA

Foto: Mayke Toscano-Secom

Mato Grosso se consolida cada vez mais como um dos principais produtores de etanol do país e já ocupa o terceiro lugar no ranking de maior fabricante do biocombustível, ficando atrás apenas de São Paulo e Goiás. A próxima safra reserva números ainda mais favoráveis para o estado, com a estimativa de que sejam produzidos 5,3 bilhões de litros do combustível, o que representa o aumento de mais de um bilhão de litros em relação ao produzido na última safra.

Atualmente, cerca de 75% da produção de etanol do estado é de milho. Na safra passada foram registrados 3,2 bilhões, sendo que a previsão é de que este número alcance o patamar de 4,2 bilhões de litros na safra 23/24. Quanto ao etanol de cana, foram 1,075 bilhão de litros produzidos e, para a próxima safra, o esperado é de 1,1 bilhão de litros. Apesar do setor viver um momento de incertezas, após uma política de estímulo ao consumo de combustíveis fósseis, quando houve baixa de impostos favoráveis à gasolina, os investimentos anteriormente planejados pelas indústrias puxaram a elevação da produção.

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É neste cenário que em 2023/24 o setor deve anunciar o início das operações de uma nova unidade de produção de etanol de milho em Primavera do Leste e a finalização da ampliação de outra unidade, em Nova Mutum. Isso porque, as indústrias apostaram no desenvolvimento do processo industrial, o que, consequentemente, trouxe maior valor agregado à matéria-prima, mudando toda a cadeia produtiva.

“Esse momento gera o fortalecimento de toda nossa cadeia industrial, que trabalha constantemente pela inovação e para oferecer mais opções para mercado. No caso do etanol de milho, por exemplo, com a mesma matéria-prima é possível gerar também o DDG (Grãos Secos de Destilaria), que são utilizados para nutrição animal, energia elétrica e óleo de milho. Já no caso da cana de açúcar a diversificação de produtos vem com energia elétrica, biogás, levedura seca e biofertilizantes”, afirma o presidente das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (BIOINDMT), Sílvio Rangel.

A produção local foi comercializada com dezessete estados brasileiros somente no ano de 2022, entre eles: São Paulo, Amazonas, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Paraná.

O setor mato-grossense conseguiu diversificar para além da geração de energia e biofertilizantes, o que estimula, consequentemente, o crescimento de outras cadeias industriais e agrícolas. “Com esse perfil mais arrojado, a nossa indústria está agregando mais e isso traz um impacto grande para toda a nossa sociedade. Com uma maior e mais diversificada produção, temos geração de empregos, renda e melhor arrecadação, que é revertida em investimentos em saúde, educação e infraestrutura”, completa Sílvio.

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Crescimento em números

Além do etanol, a indústria registrou um número considerável na produção de DDGs. Em relação ao insumo, que é originado a partir de milho, foram produzidos 1,6 milhão de toneladas nesta safra 2022/2023 e para a próxima safra 2023/2024 a estimativa é de que esse valor chegue a 1,8 milhão.

Quanto à moagem de milho para a produção de etanol, a previsão é que nesta safra seja registrado o patamar de 7,29 milhões de toneladas, enquanto para a safra 2023/2024 a devem ser moídos um total de 9,35 milhões de toneladas. Já em relação à cana, foram 15,9 milhões de toneladas moídas, na última safra, e, para 23/24, esse número deve chegar a 16,6 milhões.

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AGRICULTURA

Centro-Oeste tem maior avanço na adoção de criptomoedas no Brasil impulsionadas pelo agro

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Foto: Divulgação

O Centro-Oeste se destacou no avanço da adoção de criptomoedas no Brasil, puxado principalmente pelo agronegócio. É o que aponta a 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha.

O levantamento mostra que os ativos digitais estão avançando para além dos investimentos e da especulação financeira e começam a ganhar espaço em atividades da economia real. Nesse cenário, o Centro-Oeste apresentou o maior crescimento da adoção entre as regiões brasileiras, segundo a pesquisa.

Apesar do destaque regional, o estudo divulgado não informa o percentual específico de moradores do Centro-Oeste que possuem ou já possuíram criptomoedas. Em todo o país, 17,2% da população possui ou já possuiu ativos digitais, o equivalente a quase 29 milhões de brasileiros.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 137 municípios brasileiros em maio deste ano e foi realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha, com patrocínio da Coinbase, ABCripto e Hashdex.

Conhecimento sobre criptomoedas cresce

Além do aumento da adoção, mais brasileiros afirmam conhecer as criptomoedas. O índice chegou a 66,4% da população, cerca de dois em cada três brasileiros.

Em relação à pesquisa anterior, realizada em 2025, houve crescimento de 10,1 pontos percentuais no nível de conhecimento sobre os ativos digitais. O avanço foi maior entre pessoas com apenas o Ensino Fundamental, segundo o levantamento.

Ainda assim, o mercado encontra barreiras para conquistar novos investidores. Entre aqueles que conhecem criptomoedas, mas nunca investiram, 77% apontaram a complexidade de utilização da tecnologia como obstáculo. A falta de informação foi mencionada por 42%.

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Segundo a Paradigma Education, a pesquisa busca dimensionar a participação do Brasil no mercado global de criptomoedas e acompanhar a evolução da adoção da tecnologia no país.

Região teve o maior avanço na adoção de ativos digitais no Brasil, impulsionado principalmente pelo agronegócio.

  • 17,2% dos brasileiros possuem ou já possuíram criptomoedas.
  • 29 milhões de brasileiros já tiveram contato com ativos digitais.
  • 66,4% da população afirma conhecer criptomoedas.
  • 83% dos investidores usam aplicativos de bancos como uma das formas de acessar criptomoedas.
  • 37% dos entrevistados do Centro-Oeste citam o aumento de impostos como preocupação.
  • 29,3% no Centro-Oeste temem um eventual novo confisco do dinheiro guardado.

Fonte: 2ª Pesquisa Nacional de Criptomoedas de 2026, realizada pela Paradigma Education em parceria com o Datafolha. Foram ouvidas 2.004 pessoas em 137 municípios.

Bancos viram principal porta de entrada

Outra mudança identificada pela pesquisa está na forma como os brasileiros compram criptomoedas. Entre os investidores, 83% apontaram aplicativos de bancos como uma das formas utilizadas para acessar os ativos digitais.

Como a pergunta permitia mais de uma resposta, 26% também mencionaram carteiras próprias e 20% disseram comprar ativos diretamente em exchanges ou corretoras especializadas.

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O levantamento também identificou potencial para expansão desse mercado. Entre os brasileiros familiarizados com criptomoedas, três em cada dez pretendem investir nos próximos dois anos. Entre quem já possui ativos digitais, a proporção chega a 63%.

Quando questionados sobre investimentos de longo prazo com maior potencial de retorno, 43% daqueles que conhecem criptomoedas escolheram ações negociadas em bolsa. A poupança apareceu com 30% e as criptomoedas, com 24%.

Centro-Oeste lidera preocupação com impostos

O levantamento também investigou as principais preocupações econômicas dos brasileiros. Enquanto a inflação se destaca entre as preocupações no país e chega a 43,1% no Sudeste, o Centro-Oeste registra o maior percentual de entrevistados preocupados com um possível aumento de impostos: 37%.

A região também lidera o temor de um eventual novo confisco do dinheiro guardado, preocupação mencionada por 29,3% dos entrevistados do Centro-Oeste.

Criptomoedas entram no debate eleitoral

A pesquisa também identificou reflexos do crescimento do mercado de ativos digitais sobre o cenário eleitoral.

Segundo o levantamento, 65,8% dos eleitores consideram importante votar em candidatos comprometidos com a proteção dos direitos dos usuários de criptomoedas.

Para a ABCripto, o aumento da confiança e da utilização dos ativos digitais faz com que os investidores também passem a cobrar representação e posicionamento dos candidatos sobre o setor.

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