MAIS SAUDÁVEL
Escolas de MT proíbem refrigerante, chocolate e mais: veja a lista completa de alimentos
GERAL
As cantinas das escolas estaduais de Mato Grosso passaram a seguir novas regras sobre os alimentos vendidos aos estudantes, a partir desta semana. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) divulgou um guia orientativo que estabelece quais produtos podem ser comercializados dentro das unidades de ensino e quais estão proibidos.
A medida tem como objetivo incentivar hábitos alimentares mais saudáveis entre crianças e adolescentes, priorizando alimentos in natura e minimamente processados e reduzindo a oferta de produtos considerados prejudiciais à saúde.
Veja os alimentos proibidos nas escolas estaduais de Mato Grosso
A Seduc determinou restrições para produtos considerados prejudiciais à saúde dos estudantes.
O guia determina ainda que as cantinas não poderão realizar campanhas publicitárias, distribuir brindes, promover sorteios ou patrocinar atividades escolares relacionadas a marcas ou alimentos cuja venda seja proibida dentro das escolas.
Enquanto alguns itens deixam as prateleiras das cantinas, outros passam a ser recomendados pela Seduc. Entre eles estão:
Veja os alimentos recomendados nas escolas estaduais de Mato Grosso
O guia da Seduc incentiva opções mais nutritivas e preparadas com ingredientes naturais.
Opções para estudantes com restrições alimentares
As novas orientações reforçam as determinações da Lei Estadual nº 11.343/2021 sobre alimentação inclusiva. As cantinas deverão oferecer alternativas adequadas para estudantes com diabetes, doença celíaca, intolerância à lactose, alergias alimentares e Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo a Seduc, as escolas precisam garantir que esses alunos tenham acesso a alimentos compatíveis com suas necessidades de saúde e restrições alimentares.
Quem vai fiscalizar
A fiscalização ficará sob responsabilidade das direções das escolas, com apoio das Diretorias Regionais de Educação (DREs). As unidades deverão acompanhar os produtos vendidos, notificar responsáveis por irregularidades e aplicar sanções previstas em contrato em casos de descumprimento das regras.
Os nutricionistas da Seduc e das DREs atuarão no suporte técnico às escolas, auxiliando na classificação dos alimentos e em ações de educação alimentar. Já os responsáveis pelas cantinas deverão adequar os cardápios às novas exigências, informar corretamente os ingredientes dos produtos e cumprir as normas de higiene e segurança alimentar.
GERAL
VG decreta calamidade administrativa após incêndio destruir depósito com merenda escolar e materiais da Educação
A Prefeitura de Várzea Grande decretou estado de calamidade administrativa na Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel) pelo prazo de 180 dias, em decorrência do incêndio que atingiu o Centro de Distribuição de Merenda Escolar e o Almoxarifado Central da pasta na noite da última quarta-feira (17). A medida foi oficializada por meio do Decreto Municipal nº 49/2026, publicado nesta quinta-feira (18).
Conforme o documento, a declaração tem como objetivo viabilizar a adoção de medidas excepcionais para assegurar a continuidade dos serviços públicos educacionais, culturais, esportivos e administrativos afetados pelo sinistro. O decreto, entretanto, não afasta a obrigatoriedade da abertura de procedimentos administrativos destinados à apuração das causas do incêndio.
Com a medida, a Secretaria de Educação fica autorizada a promover o remanejamento de servidores, equipamentos e materiais, utilizar imóveis públicos ou privados para instalação de estruturas administrativas, operacionais e logísticas, além de realizar levantamentos, inventários, perícias e auditorias para identificar os danos materiais e patrimoniais causados pelo incêndio.
O decreto também permite a aquisição emergencial de bens, materiais, equipamentos e serviços indispensáveis à manutenção das atividades da pasta, bem como a celebração de contratos, convênios, termos de cooperação e outros instrumentos jurídicos necessários para recompor a capacidade operacional da secretaria. Entre as prioridades está a garantia do fornecimento regular da alimentação escolar e dos insumos essenciais ao funcionamento da rede municipal de ensino.
A Smecel terá prazo de até 30 dias para apresentar ao gabinete da prefeita um relatório detalhado contendo a estimativa dos prejuízos, a descrição dos danos provocados pelo incêndio, as medidas emergenciais adotadas e um plano de recomposição da estrutura afetada.
Na publicação, a prefeita Flávia Moretti destacou que a medida busca assegurar a continuidade dos serviços essenciais prestados à população. “Este decreto visa garantir o dever constitucional da administração pública de assegurar a continuidade, a regularidade e a eficiência dos serviços públicos essenciais”, afirmou.
O incêndio atingiu o Anexo I da Secretaria Municipal de Educação na noite de quarta-feira. As causas da ocorrência ainda são investigadas. Segundo o boletim de ocorrência, o vigilante que estava de plantão no local relatou ter ouvido um estrondo e, em seguida, visualizado um clarão no interior do depósito. Ele não conseguiu identificar a origem das chamas.
A ocorrência foi comunicada ao Poder Executivo Municipal pelo secretário municipal de Defesa Social, Lourinei Silva, que acionou o Corpo de Bombeiros Militar e a Guarda Municipal. Durante a operação, agentes da Guarda Municipal realizaram o isolamento da área para garantir a segurança de moradores, profissionais da imprensa e autoridades que acompanharam os trabalhos.
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