Oportunidade
Sesi MT abre mais de 1.000 vagas para EJA e SEJA
Iniciativa oferece bolsa mensal e cursos profissionalizantes para estudantes em Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis e Cáceres.
EDUCAÇÃO
Com uma proposta que une formação acadêmica e qualificação profissional, o Serviço Social da Indústria (Sesi MT) abre vagas para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e para o SEJA PRO+, com foco nas unidades de Sinop, Várzea Grande, Rondonópolis e Cáceres. A iniciativa oferece aos estudantes a oportunidade de concluir os estudos.
Para a SEJA PRO+, as vagas são destinadas ao público de 18 a 40 anos que já concluíram o ensino fundamental. Os participantes dessa modalidade de ensino recebem bolsa de R$ 150 por mês, com acesso a cursos gratuitos no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai MT).
Em Várzea Grande, o Sesi disponibiliza 150 vagas nas áreas de Mecânico de Refrigeração, Climatização Residencial e Confeiteiro, enquanto Cáceres oferece 29 nos mesmos cursos. A população de Sinop também pode ingressar na SEJA PRO+ e concorrer as 113 vagas nas áreas de Mecânico de Máquinas Industriais, Torneiro Mecânico e Confeiteiro.
Os cursos têm carga horária de 240 horas e certificação reconhecida pelo mercado. As aulas serão realizadas em formato híbrido, com 80% da carga horária online e 20% presencial, em encontros semanais. As atividades começam no dia 10 de fevereiro.
Após a matrícula, o estudante inicia a etapa de reconhecimento de saberes na EJA. Concluída essa fase, ingressa no curso profissionalizante ofertado pelo SENAI. Além da formação técnica, o programa inclui oficinas de empregabilidade, com orientação para elaboração de currículos, preparação para entrevistas e desenvolvimento de habilidades comportamentais.
Confira AQUI as inscrições para o SEJA PRO+
EJA tradicional
Além das vagas da SEJA PRO+, o Sesi MT disponibiliza ainda vagas para a EJA tradicional, voltado para pessoas com idade acima de 15 anos que queiram concluir os anos finais do ensino fundamental e médio. Na unidade de VG estão disponíveis 400 vagas. Já Cáceres oferece 80 vagas. Em Rondonópolis, são ofertadas 200 vagas, em Sinop 108 vagas no município.
De acordo com o superintendente do Sesi MT, Alexandre Serafim, essa é uma oportunidade de transformação real para quem busca novas perspectivas profissionais. “Ao conquistar o diploma, o estudante pode se qualificar ainda mais, fazer cursos técnicos ou ingressar em uma faculdade. Isso aumenta as chances de concorrer a empregos com melhores salários e mais valorização”, destaca.
O programa da EJA no Sesi tem como objetivo oferecer uma educação de qualidade, com foco na inclusão de pessoas que, por diversos motivos, não concluíram os estudos e muitas vezes se sentem desvalorizadas. Para o Sesi, mesmo sem o diploma, esses estudantes carregam experiências e conhecimentos valiosos que podem contribuir significativamente com o setor industrial de Mato Grosso.
“Com base nesses saberes, o Sesi adota uma metodologia que reconhece a vivência dos alunos, permitindo que conciliem os estudos com suas rotinas diárias”, explica Serafim. A abordagem é reconhecida pelo Conselho Nacional de Educação e permite a aceleração do tempo de conclusão com base na experiência de vida dos participantes.
Matrículas
Para se inscrever, trabalhadores da indústria, dependentes e comunidade em geral devem apresentar documentos pessoais (RG ou CNH, CPF, Carteira de Trabalho, comprovante de endereço atualizado e histórico escolar). Dependentes também precisam apresentar Certidão de Nascimento ou de Casamento. Todos os documentos devem ser originais.
Contatos das unidades do Sesi:
- Sinop: (66) 3531-3611 / (66) 99664-2028 (WhatsApp);
- Várzea Grande: (65) 3685-2311;
- Rondonópolis: (66) 3410-2440;
- Cáceres: (65) 3223-4033 / (65) 3224-1145 (WhatsApp).
EDUCAÇÃO
Estudante da rede estadual entra na UFMT via projeto científico
A caloura do curso de Zootecnia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus Sinop, Sabrina Rodrigues Teles, ingressou na instituição após participar de um projeto de iniciação científica voltado a estudantes do ensino médio da rede pública. Esta ação foi desenvolvida na escola estadual Renee Menezes, localizada no bairro Camping Club, e contou com uma bolsa para a estudante via edital de iniciação científica promovido anualmente pela Pró-reitoria de Pesquisa (Propesq).
O projeto foi coordenado pelo professor do Instituto de Ciências Naturais, Humanas e Sociais (ICNHS), Rafael Arruda, que também é pesquisador sobre morcegos. Ao submeter a proposta ao edital, o docente decidiu atuar em uma escola que, por conta da distância, geralmente recebe menos ações desse tipo.
Para escolha da bolsista, o professor realizou uma reunião inicial com a direção da escola. A indicação ficou sob responsabilidade da equipe escolar e foram consideradas proatividade, frequência e desempenho acadêmico. “A Sabrina foi uma estudante que reuniu todas essas qualidades, o que fez com que a direção a escolhesse”.
Paralelamente, a mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências Ambientais (PPGCAM), Evelin Silveira, também desenvolvia sua pesquisa na escola, o que ampliou o alcance das atividades. Ela acompanhou de perto Sabrina e os demais bolsistas, promovendo treinamentos e atividades práticas. “A devolutiva foi que a Sabrina e os estudantes aprenderam um pouco mais sobre pesquisa científica, sobre os morcegos e conseguiram fazer pequenas intervenções com colegas de turma e com o corpo docente da escola”.
Sabrina, hoje aluna do curso de Zootecnia, lembra que a seleção para a bolsa começou com um chamado inesperado na escola. “Quando a diretora e coordenadoras me chamaram para conversar fora da sala, já deu aquele medo de estudante, né? A diretora chamou e pensei: ‘pronto, deu problema’”.
Na conversa, a equipe gestora apresentou o projeto levado pelo professor Rafael à escola e explicou os motivos da indicação. “Elas me falaram que me escolheram porque eu tinha ótima presença e eu sou muito curiosa, qualquer dúvida eu já estou lá para tentar descobrir. Disseram que seria interessante eu participar pelo meu jeito de sempre correr atrás das coisas”.
O interesse pela área já fazia parte dos planos de Sabrina durante o ensino médio. Inicialmente, o objetivo era cursar Medicina Veterinária, seguindo uma tendência comum entre colegas de turma. Diante das possibilidades de ingresso, porém, a estudante recebeu uma nova orientação da própria diretora que havia indicado seu nome para o projeto de iniciação científica. “Eu não consegui entrar em Medicina Veterinária na primeira chamada. A diretora que me indicou para o projeto dos morcegos me sugeriu tentar Zootecnia”.
Com pouco mais de uma semana de aulas no primeiro semestre, a caloura avalia positivamente a escolha. “Até o momento estou gostando muito. Estou aprendendo coisas que antes eu não sabia e pretendo ficar no curso até o final”.
Além da experiência acadêmica e da aproximação com a pesquisa científica, a bolsa de iniciação no ensino médio teve impacto direto nas condições de permanência e planejamento da estudante e de sua família. Sabrina ressalta a importância do auxílio financeiro no período que antecedeu seu ingresso na UFMT. “Isso ajudou para poder vir aqui”.
Segundo o professor Rafael Arruda, Sabrina foi a primeira estudante que, após receber a bolsa de iniciação científica no ensino médio em projeto sob sua coordenação, ingressou na UFMT. “Em específico para mim, enquanto docente, eu tenho a satisfação de dizer que ela foi a primeira”.
O professor destaca que a iniciativa com escolas públicas estaduais não se encerra com essa primeira experiência. “Agora estamos no momento de abertura dos próximos editais de seleção para bolsas de iniciação científica, inclusive para o ensino médio. Um novo estudante de mestrado que vai trabalhar comigo já está iniciando o processo de escolha dos estudantes com os quais vamos tentar solicitar bolsas, para dar continuidade a esse trabalho”.
Para o gerente de Pós-Graduação e Pesquisa do Campus, professor Anderson Corassa, iniciativas de iniciação científica para estudantes do ensino médio ampliam o alcance da universidade e fortalecem a relação com a sociedade. “É uma iniciativa que dá capilaridade à pesquisa para a sociedade”.
Ele ressalta que muitas pessoas ainda desconhecem a existência desse tipo de oportunidade para alunos da educação básica e que a divulgação é fundamental para aumentar a participação.
Na avaliação do gerente, o contato direto dos jovens com pesquisadores universitários e com a prática científica tem potencial transformador. “Isso dá um efeito na sociedade gigante. Imagina estes alunos do ensino médio tendo possibilidade de ter contato com pesquisa, com professor universitário, com alguém de referência na área. Você está plantando uma semente de produção de conhecimento em nível de ensino médio de forma muito concreta”.
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