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ENTREVISTA

Prefeito mais novo de MT focou no diálogo com poderes para conter crise milionária

Meira efetuou pagamento de R$ 2,4 milhões herdados de gestões anteriores e ideias projetadas para o município

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POLÍTICA

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O prefeito de Jangada, Rogério Meira (PP), é o chefe de Executivo municipal em Mato Grosso mais novo, eleito ao cargo aos 24 anos. Segundo Meira, a idade não é o seu maior desafio, já que esse não foi o início da sua atuação política: o administrador ingressou na Câmara Municipal aos 21 anos, presidiu a Casa e aprendeu a dialogar com os poderes.

O maior embate do prefeito tinha relação com números: o orçamento municipal. Ele herdou a administração com exatos R$ 2,4 milhões em dívidas herdadas de outras gestões.

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“Assumimos uma máquina sucateada, com as finanças em frangalhos e débitos milionários”, lembra Meira, que precisou equilibrar as contas antes de colocar em prática as ideias planejadas para a cidade.

“O primeiro semestre foi o mais apertado”, destaca Meira. Para reverter a situação, o gestor contou com a ajuda da base que construiu nos anos de Legislativo, parceria que se estende até hoje, após os dias mais difíceis ficarem para trás.

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“Fizemos uma caravana e maratona em Brasília com vários vereadores. Teremos muitas notícias boas com essa união de esforços em busca de recursos e melhorias”, diz o prefeito de Jangada.

A evolução é sentida nos bairros. No aniversário da cidade, comemorado em 11 de setembro, foi entregue um parque infantil na Praça Municipal, feita de concreto, destinada para a comunidade Ponte Velha; pavimentação para os bairros Novo Mato Grosso e Paredão, e a entrega de iluminação com lâmpadas de , que possuem uma eficiência energética maior para uma potência necessária menor.

“Atualmente, ainda temos muitos desafios de heranças do passado, parece que tudo está desaguando nesta gestão, mas equilibramos as contas, pagamos salários dentro do mês e fizemos muitas obras com recursos próprios, inclusive asfalto em duas comunidades outrora esquecidas, além de forte investimento na saúde, como compra de equipamentos e medicamentos, além de exames”, conta o prefeito.

Com os olhos no futuro, Rogério Meira demonstra sua preocupação com os talentos do município que precisam deixar a região para estudar e trabalhar. Seu objetivo é atrair instituições focadas no Ensino Superior.

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“Como filho da terra, meu sonho é que Jangada seja uma cidade que tenha um governo humanizado, seja moderna, com uma saúde pública de muita qualidade, infraestrutura, que gere emprego e renda, para que os jangadenses fiquem”, finalizou o prefeito.

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Ex-secretário Gonçalo de Barros é inocentado pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso

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Gonçalo Aparecido de Barros, ex-secretário de Serviços Urbanos de Várzea Grande,  foi inocentado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT), da acusação de irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura daquele município e a Selprom Tecnologia, no ano de 2013. Com a decisão ele não  precisará devolver  R$ 433 mil ao erário, como havia sido sentenciado em 2021.

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O julgamento de Gonçalo ocorreu no último dia 02 de agosto e contou com parecer favorável do relator do recurso, o conselheiro Valter Albano. Os membros da Corte de Contas Estadual seguiram por unanimidade seu posicionamento favorável à  isenção de culpabilidade do ex-secretário.

Conforme o processo, Gonçalo Aparecido de Barros foi condenado à devolução dos recursos em razão da falta de comprovantes do pagamento de dois contratos com a Selprom Tecnologia, que previa a “prestação de serviços de manutenção por meio do fornecimento de material de gestão e inventário do parque de iluminação pública do referido município”. O valor do contrato, fechado em 2013, era de R$ 3,1 milhões, porém, as notas fiscais do negócio não comprovaram o pagamento de R$ 433,8 mil desse total.

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No  recurso, o ex-secretário afirma que  a tomada de contas da controladora-geral de Várzea Grande, que apontou a irregularidade, levou em conta apenas as notas fiscais de um dos contratos. “Sustenta, ainda, que a soma dos valores das notas fiscais referentes aos contratos anteriormente mencionados corresponde exatamente à quantia apontada como despesa não comprovada, o que afasta a irregularidade”, diz trecho do recurso.

Em seu voto, o conselheiro Valter Albano concordou com os argumentos, afastando não só a restituição como a aplicação da multa. “Ao examinar os argumentos e os documentos apresentados, constato que assiste razão ao embargante, pois, de fato, as notas fiscais acostadas aos autos evidenciam que o valor total de R$ 3.108.530,43 não corresponde apenas ao Contrato 141/2012, como erroneamente apontado nesse processo, mas também ao contrato 38/2013, à ARP 14/2012”, reconheceu o conselheiro.

Valter Albano ainda determinou o encaminhamento dos autos ao Núcleo de Certificação de Sanções “para que seja realizada a imediata suspensão da execução da multa e restituição de valores a ele destinadas”.

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(Com informações do site FOLHAMAX)

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