CUIABÁ

PREFEITO VAI RECORRER

Ex-secretário fechou acordo com MP e expôs esquema que implicou no afastamento de Pinheiro

Huark Douglas Correia relatou uso político da Saúde e disse que 250 servidores foram contratados por indicação de vereadores para beneficiar

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POLÍTICA

Foto: Reprodução/Secom MT

O ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, é o autor das denúncias ao Ministério Público Estadual (MPE) que ocasionaram no pedido de afastamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), na Operação Capistrum, deflagrada nesta terça (19), pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) da Procuradoria-Geral de Justiça (PGE). De acordo com os depoimentos de Huark, Pinheiro encabeçou suposto esquema de contratações temporárias no Pronto Socorro Municipal, entre março e dezembro de 2018.

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O antigo gestor é mencionado no mandado de busca e apreensão emitido pelo Tribunal Justiça de Mato Grosso (TJM). Segundo os autos, ele apresentou requerimento propondo um acordo de não persecução cível em troca das informações após ser preso duas vezes na Operação Sangria.

Huark Douglas Correia – Foto: Reprodução/G1

Nas oitivas, Huark afirmou que 250 pessoas, sem formação profissional equivalente aos cargos, foram contratadas durante o primeiro mandato do prefeito com a finalidade de comprar apoio político. Os currículos eram indicados, principalmente, por vereadores.  O informante nomeia o esquema de “canhão político”.

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“Huark Correia disse ainda que, no período de sua gestão, a Secretaria de Saúde de Cuiabá teria contratado 250 servidores temporários, cuja contratação, em sua maioria teria sido realizada para atender interesses políticos do prefeito Emanuel Pinheiro; e que o próprio prefeito teria dito ao acordante que as referidas contratações seriam um “canhão político”. Que eram levadas a cabo por indicação política, principalmente dos vereadores, que visavam retribuir a compra de apoio político; esclarecendo, também, que muitas contratações eram realizadas sem necessidade e envolviam pessoas que não tinham formação profissional para o cargo que desempenhavam, causando prejuízo ao erário”, diz trecho do mandato contra o chefe do Executivo da Capital.

Além de ser impedido de chefiar as atividades do Palácio de Alencastro, o desembargador Luiz Ferreira da Silva, relator da medida cautelar 47520/202, encomendou buscas e apreensões na Prefeitura de Cuiabá e na casa de Pinheiro, afetando também sua esposa, a primeira-dama, Márcia Pinheiro.

A medida também solicita a prisão temporária de chefe de gabinete da prefeitura, Antônio Monreal Neto e o afastamento da secretária-adjunta de Governo e Assuntos Estratégicos, Ivone de Souza. Todos cumpridos pela Polícia Civil nesta manhã.

O vice-prefeito, José Roberto Stopa (PV), assume de forma interina a gestão municipal.

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Emanuel Pinheiro garantiu que irá recorrer das denúncias feitas por Huark. O emedebista considerou as acusações “desproporcionais e midiáticas” e lembrou que o processo não aponta desvio de dinheiro.

Leia nota da Prefeitura de Cuiabá

“Ao contrário do que vem sendo maldosamente propagado, a instauração de inquérito em questão pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE), não aponta desvio de valores. A investigação averigua denúncia de contratação excepcional de 259 (duzentos e cinquenta e nove)  servidores para Saúde no ano de 2018 em detrimento de realização de concurso público; 

 – Na manhã desta terça-feira (19), equipes do MPE encontram-se cumprindo mandado de busca e apreensão nas salas do chefe de gabinete do Prefeito e da secretária-adjunta de Governo. 

– O expediente no Palácio Alencastro transcorre normalmente, excetuando-se nos dois locais em que as equipes do MPE concentram os trabalhos; 

– Por considerar desproporcionais e midiáticas, o prefeito Emanuel Pinheiro informa que irá recorrer das medidas desferidas pelo poder judiciário.

– Reitera que está à disposição das autoridades para esclarecimentos dos fatos”.

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POLÍTICA

AMM desencoraja prefeitos a promoverem evento no Natal, Ano Novo e Carnaval

Proibição das festas também pouparia recursos públicos para investir em outros segmentos no próximo ano

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Foto: Reprodução/AMM

O presidente da Associação Mato-Grossense de Municípios (AMM), Neurilan Fraga, desencorajou os prefeitos dos 141 municípios do estado a realizarem festas no Natal, Ano Novo e Carnaval. Fraga, afirmou, hoje (26), que a entidade pretende editar um pronunciamento oficial orientando os chefes dos Executivos municipais a não promoverem a aglomeração de pessoas, um dos pontos indicados para evitar a contaminação pela Covid-19.

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“Nós não estamos totalmente curados dessa doença, ela ainda permanece. A nossa taxa de vacinação ainda não está em patamares razoáveis e precisamos avançar mais. Então, a AMM tem uma posição muito clara de que as prefeituras não realizem festejos, até mesmo em respeito às quase 70 mil pessoas, familiares dessas pessoas que faleceram”, disse o líder da AMM.

A proibição dos eventos também pouparia recursos públicos para investir em outros segmentos no próximo ano.

“É uma forma também de economizar recursos pois nós vamos precisar de muita receita a partir do ano que vem”, pontuou Neri Fraga.

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A cidade de Rondonópolis é um dos municípios que já confirmou o cancelamento do carnaval. Guiratinga, Jaciara, Tesouro e Primavera do Leste verificam a viabilidade do evento.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), emitido na tarde de ontem (25), os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (114.261), Várzea Grande (41.861), Rondonópolis (38.511), Sinop (26.754), Sorriso (18.556), Tangará da Serra (17.861), Lucas do Rio Verde (15.763), Primavera do Leste (14.846), Cáceres (12.003) e Alta Floresta (11.296).

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