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Quem planta ignorância colhe exclusão

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Foto: Arquivo pessoal

As mídias sócias colocaram em um mesmo terreno todos os tipos de pessoas: famosos e anônimos. Deram voz a gente de diferentes credos, religiosos ou políticos, com conhecimento ou simplesmente palpiteiros de plantão. O bem e o mal passaram a ocupar o mesmo “livre” terreno online, o que possibilitou que muitas pessoas disparassem seus ataques para fazer suas guerrinhas particulares contra alguém ou contra um grupo.

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Ester terreno “online” de fácil acesso trouxe vazão também a covardia, a loucura, ao crime e principalmente as manifestações politicas que normalmente as pessoas se envergonhariam de fazer em um ambiente com pessoas olhando em seus olhos.

Preconceituosos de todas as espécies, defensores de politicas e de políticos comprovadamente criminosos, defensores de sistemas excludentes, tais como ditaduras, regimes comunistas, imperialistas, nazistas ou fascistas, até extremismos terroristas ou ainda os bobões de plantão que gostam de defender algo diferentão, que ele mesmo não suportaria, mas deseja aos outros e ao seu país. Deleitam-se com a liberdade que querem acabar.

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Por incrível que pareça, as maiores vitimas são os países democráticos, justamente por permitir a livre manifestação. Estamos falando de um cidadão que usa a democracia para ataca-la e o faz se beneficiando das prerrogativas que apenas um regime democrático proporciona.

São defesas de práticas não vivenciadas por aqueles que defendem até porque o fazem imaginando que ele seria beneficiado em detrimento dos outros. Como afirmou o Marques de Maricá: “Sempre haverá mais ignorantes que sabedores enquanto a ignorância for gratuita e a ciência dispendiosa”.

Com a permissão consentida para o plantio das ofensas, de noticias criminosas e o terreno livre para espalhar fake News, pessoas inescrupulosas ou com alta potencialidade de comunicação, somadas as oportunidades concedidas pela ignorância do ouvir, encontram vazão para subir escadas de poder e propagar falsas verdades que excluem, discriminam, assassinam reputações, destroem a autoestima e até matam.

O pior de tudo é que atrás destes vai seguidores. Há um provérbio popular que diz que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Agora imagina em “miolo mole” ou em gente que nega o conhecimento historicamente acumulado? “Autodidata é um ignorante por conta própria”, já dizia Mario Quintana.

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A questão que tudo isso tem um preço que pode ser individual (crime) ou coletivo. Com o empoderamento de pessoas em cargos de relevância que de alguma forma passam a comandar alguém ou alguma coisa no território político ou jurídico.

Acontece que todos os extremistas, sejam religiosos ou políticos de qualquer credo ou vertente, são naturalmente covardes, pois tendo a força procura eliminar tudo aquilo que o assusta. E não dá para ser governado por pessoas que condenam a arte por medo do artista. No plantio da ignorância só há uma colheita: a exclusão! inclusive do município, estado ou nação que por este venha ser governado.

*João Edisom de Souza é professor universitário e analista político em Mato Grosso.

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Da agonia à extinção

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Foto: Arquivo pessoal

Escrevi tempos atrás, um artigo intitulado “Agonia de uma ave”, no qual demonstrava toda minha preocupação com relação ao sumiço de um dos mais belos exemplares da nossa fauna. Comentando com amigos, concordaram comigo, mas acharam uma certa dose de pessimismo na minha preocupação. Como, ponderei eu, se há cerca de alguns poucos anos atrás já via essa real possibilidade de sua extinção e hoje parece não haver mais dúvida, afirmei.

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Como é expert em ornitologia, começa meu amigo dando uma verdadeira aula sobre os hábitos e as belezas da mesma. Pensei estar frente a um charlatão, mas, logo vi que se tratava de um conhecedor profundo dos hábitos do tucano.

Este estudioso, para minha tristeza infinita, confirma estar essa bela e formosa ave vivendo seus últimos dias de calvário. Lamentável! Muito lamentável!

Continua em sua explicação dizendo se tratar de ave canibal. De sua prole, ou da prole de outros semelhantes, poucos sobrevivem. Aqueles que demonstram aptidões físicas e principalmente tendência à liderança, são imediatamente enviados aos campos de extermínio. Falava meu orientador e passava na minha mente aquela fila interminável de judeus a caminho da câmara de gás.

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Contava-me também, que na sua fazenda, uma dessas aves, de alta plumagem, um verdadeiro líder, pois onde fosse era seguido pelo bando todo, após receber ajuda e mais ajuda dos seus semelhantes, e, sem que ninguém esperasse ou admitisse, coloca em situação difícil esse seu colega que enormes favores lhe fizera. Colocou-o simplesmente para tomar conta de uma colmeia.

Ao fazendeiro meu amigo, pouca esperança existia de vê-lo sair com vida de tamanha atrocidade.

À medida que narrava esses fatos, segundo ele, absolutamente verídicos, fui compreendendo porque dia a dia se deparar com um exemplar, se torna cada vez mais difícil. Os poucos que aparecem estão mal cuidados, necessitando de atenção médica urgente.

Não há como entender o perfil dessas complicadas aves sem que se tenha absoluto domínio do seu modo de viver.

Certo é que em pouquíssimo tempo, ficaremos nós e nossos filhos, impedidos de conviver com elas, pois sem nenhuma dúvida atravessam turbulências decisivas na luta pela sobrevivência. Se você nunca teve a oportunidade de fotografar ou ser fotografado ao lado de uma, aproveite seus derradeiros dias. No zoológico da Universidade, restam algumas, que ainda estão em bom estado de conservação. Seus tratadores, com carinho e muita atenção, tentam modificar seu modo de vida, mostrando-lhes a importância do companheirismo, da solidariedade, só assim garantindo a perpetuação da espécie.

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Acredito ser esta uma das ultimas oportunidades de ter, na sala da sua casa uma bela foto desse exemplar. Depois não diga que não lhe avisei!

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