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Orgulho Autista – uma data de reflexão

Jaqueline Adriany de França é psicóloga, consultora sênior trainer da Inspirados pelo Autismo

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Dia 18 de junho foi comemorado o Dia Mundial do Orgulho Autista. É uma forma de sensibilizar à sociedade sobre os vários aspectos e peculiaridades de pessoas com diagnóstico de autismo. Essas, muitas vezes desde a infância, pelo jeito de falar, a introspecção, as dificuldades neurossensoriais, acabam sendo vítimas de bullying apenas porque o funcionamento do cérebro é diferente das demais pessoas consideradas típicas.

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Bem verdade, hoje se sabe que o autismo não é uma doença, como já foi considerada no passado. Trata-se de um transtorno de desenvolvimento de amplo aspecto, em maior ou menor grau no que diz respeito a interação social, comunicação e comportamento. E que atinge 70 milhões de pessoas no planeta, sendo dois milhões no Brasil nessa condição.

São condições e características especiais, muitas das vezes, desafiadoras tanto para os familiares quanto para a própria pessoa dentro do Espectro Autista, mas que também tem suas recompensas únicas. Sim, isto porque com o ambiente propício que atendem suas necessidades e com as terapias adequadas, a pessoa com autismo pode vir a ter uma vida independente, dependendo do grau de suporte. Ao conseguirem desenvolver suas habilidades, em geral, a que gosta de fazer repetidamente, se torna especialista em determinada área como nenhuma outra pessoa.

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Entender, se permitir e, acima de tudo, respeitar a diferença é o que se busca com essa data de reflexão. A data chama a atenção também sobre as condições que o Estado oferece as pessoas com autismo e suas famílias, de uma forma ampla, sistêmica, abrangendo os diversos aspectos da vida.

Ou seja, ter o respaldo do Poder Público e da sociedade em geral com ações que necessariamente haja a inclusão e aceitação de pessoas dentro do espectro como ela é. Sem mudar uma vírgula, sem tirar um movimento repetitivo, sem querer desligá-la de um hiperfoco ou forçá-la a sair de seu isolamento. Que não seja motivo de chacota a sua estereotipia, mas que, nessas ações um pouco fora do “normal”, sejam reconhecidos o anseio e vontade daquelas pessoas de estar ali e de interagir com o outro. Do seu jeitinho.

Desta forma, em busca de mudar a visão negativa da sociedade sobre o autismo ao compreender-se melhor a neurodiversidade não num contexto de doença, mas de diferença onde há amor, carinho e, claro, muito orgulho. Orgulho de ser autista!

  • Jaqueline Adriany de França é psicóloga, consultora sênior trainer da Inspirados pelo Autismo, com formações em Psicologia Sistêmica de Família e Casal, Terapia de EMDR e Brainspotting e diretora da Clínica Nosso Espaço.

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PL 490: Marco Temporal Já!

Norberto Júnior é vereador por Brasnorte e produtor rural

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Quinze anos se passaram e até agora o projeto de lei nº 490/2007, que dispõe sobre o Marco Temporal prevendo que a demarcação de terras indígenas seja feita por meio de leis, ainda não foi votado na Câmara dos Deputados. Enquanto isso, produtores rurais padecem sem conseguir produzir de forma legal em propriedades que se encontram sobrepostas nas áreas de estudos para ampliação de território indígena.

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Isso porque em 2019 essas áreas de estudos foram lançadas no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), barrando assim as atividades nessas propriedades que ainda estão sob análise federal. Estudos de ampliação estes, diga-se de passagem, que não contaram com a participação de municípios e produtores.

Com as licenças das atividades canceladas, por exemplo, não é possível conseguir um empréstimo em agência bancária, emissão de nota fiscal, guia de transporte de mercadorias produzidas nessas áreas. Pois, mesmo com a terra sendo escriturada e com matrícula, os produtores não conseguem o licenciamento ambiental. Nem mesmo, o desmembramento da parte da área de estudo para utilizarem o restante da propriedade.

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Sem uma definição, muitos municípios têm deixado de arrecadar diante desse impasse que se arrasta por anos. É o caso de Brasnorte que abriga três reservas indígenas já demarcadas e homologadas pela Constituição Federal de 1988, as quais ocupam uma área de 170 mil hectares e possuem dois mil índios. E se ampliadas, essa área saltaria para 517 mil hectares.

Com vocação econômica na agricultura e pecuária, Brasnorte tem potencial de se transformar em um grande polo de produção agrícola. No entanto, esse crescimento segue estagnado diante desses impeditivos enquanto não se aprova o projeto do Marco Temporal. A aprovação da PL 490 vai garantir que só poderão ser demarcadas e homologadas as terras ocupadas antes da Constituição Federal de 1988.

E essa insegurança jurídica no campo também afeta os índios. Ao contrário do que se divulga na mídia, na maioria das regiões os indígenas convivem de forma pacífica com os produtores e população em geral. Raríssimo são os casos em que eles vivem hoje de forma isolada e ainda assim sem desavenças. Bem verdade, muitos indígenas querem participar da cadeia produtiva. E aqui, pode-se vislumbrar parcerias sociais a ser desenvolvidas junto aos produtores, incentivando a produção por parte dos índios.

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Por isso, a bandeira que se levanta aqui é pela votação do PL 490. Como vereador e produtor rural, tenho cobrado as autoridades políticas, como é o deputado federal Nelson Barbudo que está conosco nessa luta. Temos que conclamar a bancada federal para que essa proposta seja colocada em pauta o mais rápido possível, já que o projeto passou por todas as comissões parlamentares. Em nome dos produtores e dos índios que querem o direito de plantar e produzir, PL 490 já!

Norberto Júnior é vereador por Brasnorte e produtor rural

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