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Caso não tenha, não gaste

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Foto: Arquivo pessoal

A nova religião do mundo moderno é o consumismo; toda hora somos bombardeados pelas mídias para comprar, comprar e comprar. Em tempos em que Papai Noel é mais importante que Jesus Cristo, o filho de Deus, e se tornou o símbolo do Natal, tudo é comércio, são tempos mercantilistas.

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Os comerciais de TVs e internet estão aí a nos incentivar a comprar o que às vezes não precisamos, fazendo girar a roda do endividamento desnecessário. Assim funciona a indústria e o comércio desde que o mundo é mundo.

Está aberta a temporada de compras, estamos na black friday, mais um modismo importado dos americanos, a nação mais mais consumista do planeta é mau exemplo para o mundo.

Tradicionalmente, nos Estados Unidos, a Black Friday acontece na sexta depois do Thanksgiving -o dia de Ação de Graças. A quinta celebra a gratidão dos estadunidenses por tudo de bom que aconteceu durante o ano.

Na terra do tio Sam, a expressão “Black Friday” foi usada pela primeira vez em 24 de setembro de 1869. Originalmente, o termo, que em português significa “sexta-feira negra”, se referia a um evento diferente. Na ocasião, dois especuladores tentaram tomar o mercado do ouro na Bolsa de Nova Iorque. Isso fez com que o governo precisasse intervir, elevando a oferta de matéria-prima e, consequentemente, fazendo com que os preços caíssem.

Hoje, a Black Friday é uma das principais datas para venda online e offline, mas só ganhou esse status em meados dos anos 2000. Nos EUA, desde então, todos os anos, imensas filas se formam para garimpar descontos, muitas vezes, ainda, na noite da quinta – já que muitas lojas abrem meia-noite.

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A tradição norte-americana desembarcou no Brasil em 2010. Para se ter uma ideia da dimensão, no evento do último ano, o varejo online brasileiro faturou R$ 3,2 bilhões, segundo levantamento da consultoria Ebit/Nielsen. O número é 23,6% maior ao registrado no na Black Friday de 2018, quando as vendas totalizaram R$ 2,6 bilhões.

Por aqui a black friday ganhou força coisa de uma década. No início, alguns comerciantes espertalhões, dobravam os preços dos produtos antes, depois davam falsos descontos, na tentativa de ludibriar os consumidores. Com o tempo, essa prática mudou. O problema é que grande parte da população brasileira está endividada. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo( CNC), o número de brasileiros endividados bateu recorde histórico no levantamento feito pela entidade desde 2010. No mês de julho, eram 71,4% do total dos consumidores que carregavam alguma dívida, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Segundo a entidade, os números elevados são reflexo direto de uma junção de fatores ruins da economia. A equação inclui o momento de inflação elevada, a redução dos estímulos sociais criados durante a pandemia do coronavírus e os níveis ainda altos de desemprego. São itens que diminuem o poder de compra e deterioram os orçamentos domésticos.

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Mas como brasileiro não pode vê a palavra “promoção”, que logo se anima a comprar, comprometendo não somente o sobrecarregado orçamento doméstico, mas também o futuro, pois são dívidas parceladas para o ano que ainda nem começou. Muitos vão passar o ano de 2022, que bate às portas, pagando dívidas, que bem pensado, não deveriam fazer. Diria que é cultural nosso nível de endividamento. Ainda são tímidas as iniciativas de ensinar economia doméstica nas escolas, que deveria ser matéria obrigatór ia em todas as séries.

Saber lidar com dinheiro é obrigação, pois ele faz parte de todas as fases de nossa vida.

Já repararam como todos ficam ricos nas época das festas de final de ano? É confraternização, presentes para amigo invisível, ceia de Natal, roupas novas, reforma da casa, gastasse como se não houvesse amanhã. Gente, o que vai acabar é o ano, e não o mundo.

O melhor desconto da black friday é aquele em que você não compra o que não precisa comprar e economiza 100%.

Ouvi diversas vezes de minha saudosa mãe Maria da Conceição: “Caso não tenha, não gaste meu filho; festa passa, dívida fica”.

Conselho e caldo de galinha não fazem mal à ninguém, fica a dica.

* Luiz Thadeu Nunes e Silva é Engenheiro Agrônomo, Palestrante e viajante: o sul-americano mais viajado do mundo com mobilidade reduzida, visitou 143 países em todos os continentes. 

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IPVA 2022 em MT tem pequeno fôlego no prazo para pagamento

* Valdemir Alcântara é presidente do Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas de Mato Grosso (CRDD)

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Muda o ano, mas algumas coisas continuam como antes. A carga de impostos e obrigações no início de cada novo ciclo se renova e sempre chegam as faturas do IPTU, do material escolar e mensalidade da escola dos filhos … com o IPVA, que é o imposto relacionado aos Despachantes Documentalistas, não é diferente. Em Mato Grosso já saiu a tabela com os vencimentos.

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E saiu com duas boas notícias. A primeira é que o Governo manteve a alíquota de cobrança do ano passado. A segunda é que o Estado mudou o calendário e deu um pequeno fôlego para o pagamento, que agora só começará em março e terminará em junho. Nos anos anteriores à pandemia, as primeiras cobranças eram feitas a partir de janeiro.
No cenário de 2022, os carros com placas de finais 1, 2 e 3 vencem no mês de março; as placas de finais 4, 5 e 6 vencem em abril; as placas de finais 7, 8 e 9 vencem no mês de maio; e as placas de finais 0 vencem em junho.

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O governo lembra que o IPVA pode ser pago em parcela única, com descontos de 5% ou 3%, ou em até seis vezes sem juros, desde que a data de vencimento da última parcela não ultrapasse o ano de referência. Os proprietários de veículos que optarem pelo pagamento de forma integral terão o desconto aplicado de acordo com a data escolhida. No caso das placas com finais 1, 2 e 3, por exemplo, os valores pagos até o dia 10 de março terão um desconto de 5% e quem pagar até o dia 21, terá um abatimento de 3%.

Sempre é importante ressaltar que o documento do veículo não é composto apenas do IPVA. Para que o veículo possa transitar de forma legal, é necessário renovar o Licenciamento Anual e este não segue o mesmo calendário do IPVA. Tem que ficar atendo a isso.

Como sempre tem mudanças e o calendário não é integrado, o ideal é renovar a documentação com um profissional habilitado e de confiança. Em Mato Grosso somos aproximadamente 200 despachantes regularizados junto ao Conselho dos Despachantes Documentalistas de Mato Grosso (CRDD-MT) e todos estão à disposição para sanar as dúvidas e auxiliar nas medidas que devem ser adotadas. Para atestar a qualidade do despachante, basta pedir a apresentação do cartão de identificação (da carteirinha) do CRDD-MT, que comprova a regularidade do profissional.

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* Valdemir Alcântara é presidente do Conselho Regional dos Despachantes Documentalistas de Mato Grosso (CRDD)

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