CUIABÁ

OPINIÃO

Características faciais geram percepções inconscientes

Publicado em

OPINIÃO

Foto: Arquivo pessoal

Um rosto atraente por sua beleza pode ser reconhecido imediatamente à primeira vista, assim também é possível prever a idade aproximada de cada pessoa, pois algumas características faciais transmitem equilíbrio, a partir da simetria e proporções faciais ideais, por exemplo, poder no contorno facial bem definido, comum no rosto angulado, ingenuidade quando as bochechas estão em destaque e sensualidade nos lábios e nos olhos que estão em evidência.

– NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: participe do grupo do MT Notícias no WhatsApp e acompanhe tudo em primeira mão. Inscreva-se aqui!

Baseado em atributos faciais, como estrutura óssea, posição dos coxins de gordura e aspecto da pele, unidos à personalidade, são geradas as percepções inconscientes para si e para o próximo.

A forma do rosto norteia também sobre os pontos, nos quais ocorrerá maior impacto com o processo de envelhecimento, pois este acontece de maneiras diferentes de acordo com o formato facial. Assim, ao reestruturar os pontos fracos, favorecendo os pontos fortes e contorno facial, isso vai gerar embelezamento com naturalidade e promover a prevenção do envelhecimento facial.

Leia Também:  A importância da ultrassonografia no pré-natal

Avaliar a estrutura do rosto é a base para a abordagem estética com a aplicação de ácido hialurônico, este que tem a capacidade de hidratar, definir, volumizar e/ou suavizar sulcos profundos conforme a reologia do produto, escolhido de acordo com a indicação, note que não são todos iguais.

Um desejo comum, por gerar equilíbrio e empoderamento, é a definição do contorno facial inferior, que separa o pescoço da mandíbula e queixo, principalmente para quem tem essa região proporcionalmente menor constitucionalmente ou pelo consumo ósseo pelo processo de envelhecimento facial.

Outro conhecimento que se adquiriu com os estudos nessa área é a possibilidade do efeito lifting com a aplicação do ácido hialurônico na região mais lateral da face, posterior aos ligamentos faciais, além do efeito top model look que define a área do “blush”, promovendo sensação de emagrecimento pelo efeito de luz e sombra.

Vale ressaltar que cuidar da saúde e aparência da pele é fundamental para valorizar o contorno e as características faciais comentadas acima, já que uma pele bem tratada transmite autocuidado. Desta forma, o skincare personalizado, associado às tecnologias (laser e ultrassom microfocado), toxina botulínica e bioestimuladores de colágeno, promovem esses benefícios quando bem indicados.

Leia Também:  Viés de confirmação: o inimigo da ciência

Portanto, as características faciais desde a camada superficial, que é a pele, até a parte óssea, mais profunda, transmitem informações inconscientes desde o primeiro olhar. A beleza facial não pode ser definida em uma fórmula matemática ou por um único conceito, por isso, é primordial avaliar a necessidade e objetivo de cada paciente, com um olhar humano, mas com os conhecimentos existentes hoje.

* Dra. Vanessa Casteli, médica dermatologista pela SBD (CRM-MT 7995|RQE 5948) pós graduada em Medicina Estética (SP)

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

OPINIÃO

Viés de confirmação: o inimigo da ciência

Publicados

em

Foto: Arquivo pessoal

Também chamado de viés confirmatório ou de tendência de confirmação, segundo a Wikipédia, é a tendência de se lembrar, interpretar ou pesquisar por informações de maneira a confirmar crenças ou hipóteses iniciais. Faz parte da dinâmica do nosso cérebro: buscamos informações que confirmem o que já acreditamos. O processo de formação de uma conclusão é invertido: ao invés de buscar informações que permitam chegar a uma definição, já temos uma conclusão pré-concebida e, então, vamos buscar informações que sirvam de respaldo ao que concluímos. Nesse ínterim, no meio desse processo, tendemos a ignorar ou não dar tanta importância às informações que apontam para uma conclusão contrária.

– NOTÍCIAS EM TEMPO REAL: participe do grupo do MT Notícias no WhatsApp e acompanhe tudo em primeira mão. Inscreva-se aqui!

Não fazemos isso de forma consciente, é do comportamento humano. E, como cientistas, também são humanos, sujeitos a isso, porém, se não adotamos medidas para driblar o viés de confirmação, há um perigo real de publicarem opiniões como fatos. Um artigo do Dr. John Loaniddis, intitulado “Why Most Published Research Findings Are False”, apresentou fortes evidências de viés de confirmação entre cientistas profissionais. Ao analisar 49 conceituadas descobertas de pesquisa na medicina, afirmaram encontrar 45 intervenções eficazes. Dessas 45, em estudos subsequentes com amostras maiores, 7 foram contraditórias. Mas calma, não estamos totalmente indefesos contra o viés de confirmação.

Leia Também:  A importância da ultrassonografia no pré-natal

Segundo Cassie Kozyrkov, cientista e estatística de dados sul-africana, fundadora do campo de Inteligência de Decisão no Google, podemos adotar comportamentos para driblar esse viés, e abaixo replico a visão da estudiosa.

– Não seja tão apegado às suas opiniões pré-estabelecidas:

Fácil falar, difícil fazer. Um bom exercício mental não adotar sua opinião como verdade absoluta, mesmo que seja baseada em toneladas de dados. É importante ser capaz de absorver novas informações e admitir o erro, se for o caso.

– Ênfase na decisão, não na opinião:

Se uma ideia não leva a uma ação, qual o problema? Por exemplo, posso acreditar no coelhinho da Páscoa, e, desde que isso não impacte minhas decisões, tudo bem. Mas quando há uma decisão a ser tomada, é importante, antes da opinião, definir quais informações serão necessárias para me guiar durante a definição.

– Foque no que temos controle:

Se uma determinada ação foge ao seu controle (distanciamento social, por exemplo), não importa a minha opinião sobre o assunto (obviamente sou a favor da ciência, mas vamos seguir com o exercício mental), temos que manter o distanciamento e pronto!

– Mude a ordem em que você aborda as informações:

Leia Também:  Viés de confirmação: o inimigo da ciência

“O melhor antídoto para o viés de confirmação é planejar a decisão antes de buscar a informação”. Delimitando regras para cada potencial decisão, evita-se o risco de apoiarmos a balança para as informações que favoreçam a nossa opinião.

Para trabalhar com Analytics é fundamental seguir essas boas práticas que evitam o viés de confirmação e nos permite obter os melhores resultados que irão pautar as decisões do negócio. É essencial lembrar que, o real valor dos dados está diretamente relacionado às etapas analíticas que devem ser seguidas no processo, e que envolvem potenciais informações que, inclusive, possam combater nossas hipóteses.

Caso contrário, não estamos usufruindo do real valor da ciência de dados, mas sim, buscando confirmações de crenças pessoais ou daquilo que tentamos afirmar. É preciso fugir dos vieses, pois, além de nos induzir ao erro ao tomar decisões às cegas, numa sala escura, nos afasta da clareza e da luz que os dados podem trazer.

* Eduarda Espíndola, a “Duda”, é Líder de Data Science da Fhinck, startup de alta tecnologia que ajuda empresas a terem maior desempenho operacional, produtividade e qualidade de vida dos colaboradores, a partir da geração de dados inteligentes, e Mestrado em Informação e Ciência de Dados pela UC Berkeley School of Information.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA