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A jornalista e a saúde mental de todos …

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Foto: Arquivo pessoal

O caso da jornalista Nildes de Souza – que chegou a ser presa por mais de uma vez, passou por audiência na Justiça, sob medidas e novamente causa acalorados debates em razão do que se parece ser um repeteco de “afrontas” à legislação, remete a uma singela análise.

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Nas redes sociais, especialmente em grupos de WhatsApp o olhar sobre esse quadro vai de A a Z, sendo pontuadas críticas, chacotas e alertas em relação à saúde mental.

Não há necessidade alguma de se prolongar uma discussão quando é nítido o pedido de socorro.

A desarmonia não está somente nas reedições de Nildes, mas talvez nas Nildes do mundo – sem que ocorra o devido amparo de gestões públicas no âmbito da saúde.

O desequilíbrio, por vezes não exposto na seara em questão, pode ser intrínseco…

A maioria pode precisar de auxílio em tempos de pandemia, principalmente com perdas que rasgam a alma – deixando corações desolados…

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Pensem nisso …

Quem sabe eu tenha um pouco de Nildes também, ou outros, ou milhões.

A saúde mental na atual conjuntura é para poucos …

* Sonia Fiori é jornalista.

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Da agonia à extinção

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Foto: Arquivo pessoal

Escrevi tempos atrás, um artigo intitulado “Agonia de uma ave”, no qual demonstrava toda minha preocupação com relação ao sumiço de um dos mais belos exemplares da nossa fauna. Comentando com amigos, concordaram comigo, mas acharam uma certa dose de pessimismo na minha preocupação. Como, ponderei eu, se há cerca de alguns poucos anos atrás já via essa real possibilidade de sua extinção e hoje parece não haver mais dúvida, afirmei.

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Como é expert em ornitologia, começa meu amigo dando uma verdadeira aula sobre os hábitos e as belezas da mesma. Pensei estar frente a um charlatão, mas, logo vi que se tratava de um conhecedor profundo dos hábitos do tucano.

Este estudioso, para minha tristeza infinita, confirma estar essa bela e formosa ave vivendo seus últimos dias de calvário. Lamentável! Muito lamentável!

Continua em sua explicação dizendo se tratar de ave canibal. De sua prole, ou da prole de outros semelhantes, poucos sobrevivem. Aqueles que demonstram aptidões físicas e principalmente tendência à liderança, são imediatamente enviados aos campos de extermínio. Falava meu orientador e passava na minha mente aquela fila interminável de judeus a caminho da câmara de gás.

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Contava-me também, que na sua fazenda, uma dessas aves, de alta plumagem, um verdadeiro líder, pois onde fosse era seguido pelo bando todo, após receber ajuda e mais ajuda dos seus semelhantes, e, sem que ninguém esperasse ou admitisse, coloca em situação difícil esse seu colega que enormes favores lhe fizera. Colocou-o simplesmente para tomar conta de uma colmeia.

Ao fazendeiro meu amigo, pouca esperança existia de vê-lo sair com vida de tamanha atrocidade.

À medida que narrava esses fatos, segundo ele, absolutamente verídicos, fui compreendendo porque dia a dia se deparar com um exemplar, se torna cada vez mais difícil. Os poucos que aparecem estão mal cuidados, necessitando de atenção médica urgente.

Não há como entender o perfil dessas complicadas aves sem que se tenha absoluto domínio do seu modo de viver.

Certo é que em pouquíssimo tempo, ficaremos nós e nossos filhos, impedidos de conviver com elas, pois sem nenhuma dúvida atravessam turbulências decisivas na luta pela sobrevivência. Se você nunca teve a oportunidade de fotografar ou ser fotografado ao lado de uma, aproveite seus derradeiros dias. No zoológico da Universidade, restam algumas, que ainda estão em bom estado de conservação. Seus tratadores, com carinho e muita atenção, tentam modificar seu modo de vida, mostrando-lhes a importância do companheirismo, da solidariedade, só assim garantindo a perpetuação da espécie.

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Acredito ser esta uma das ultimas oportunidades de ter, na sala da sua casa uma bela foto desse exemplar. Depois não diga que não lhe avisei!

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