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A importância da ultrassonografia no pré-natal

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Foto: Arquivo pessoal

O período gestacional normalmente é um momento que acarreta grandes mudanças de vida, tanto emocionais, quanto físicas para a mulher. Por ser um quadro complexo, é necessário que se inicie o acompanhamento médico o quanto antes, assim que é descoberta a gravidez. Esse processo importante é o conhecido “pré-natal”, que se estende até a data do parto.

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O pré-natal irá possibilitar um amplo relacionamento entre médico, mãe, pai e bebê, sendo realizados diversos exames que irão amparar e averiguar o desenvolvimento da criança. Como são muitas alterações no corpo e que influenciam diretamente no desenvolvimento fetal, quanto antes iniciado, melhor.

A intenção é reduzir a possibilidade de desenvolvimento de problemas materno-fetais, tais como abortos, malformações e doenças que prejudiquem a saúde da mãe e filho. Para essa averiguação, são utilizados alguns métodos, entre eles e já muito conhecido entre os pais, o ultrassom.

A ultrassonografia não apresenta quaisquer efeitos colaterais. Através dela, é possível analisar o desenvolvimento do neném, identificar se há má-formação, por exemplo. É através dela também que se consegue identificar, mais ou menos a partir da 13ª semana, o sexo do bebê, um dos momentos mais aguardados pelos pais.

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Continue lendo e descubra alguns detalhes importantes desse período:

– Por que fazer pré-natal?

É através dele que o médico irá orientar e analisar a saúde da mãe e do bebê, prevenindo complicações durante a gravidez e parto. Durante toda a gestação são realizados exames com o objetivo de identificar e tratar doenças que possam surgir.

– O que é ultrassonografia e quando é indicada?

A ultrassonografia é uma técnica de diagnóstico por imagem que não possui efeitos colaterais. É indicada para observar o desenvolvimento do feto; identificar doenças no ovário, tubas uterinas e útero; visualizar órgãos; avaliar a saúde fetal e da interação entre mãe-feto

.- O que ela pode evitar?

Por oferecer informações sobre o desenvolvimento, pode ajudar a evitar aborto ou nascimento prematuro. Além disso, verifica a anatomia do bebê, o surgimento de doenças e até se há alguma malformação durante o desenvolvimento intrauterino.

– Como e quais tipos são realizados durante esse período?

Ao longo da gestação, são realizadas ultrassonografias transvaginais e suprapúbicas, que são externas, realizadas pelo abdômen.

– Transvaginal: geralmente realizada entre a 7ª e a 8ª semana de gestação. Ela verifica a quantidade de embriões, a localização da gravidez e determina o tempo de gestação. Como no início da gestação o feto pode medir até 5 cm, é preciso observar mais de perto, a fim de obter boas imagens. Em alguns casos, já é possível ouvir os batimentos cardíacos.

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– Morfológico: são realizadas três durante a gestação. A primeira, entre a 11ª e a 13ª semanas, com o objetivo de detectar sinais que podem sugerir algumas síndromes, como a síndrome de Down, por exemplo. No 2º trimestre, entre a 21ª e a 23ª semana, é realizada outra, para analisar características de formação morfológica dos diversos órgãos.

A última ultrassonografia obrigatória é feita na 35ª semana e é destinada a orientar o planejamento do parto. O objetivo é observar a posição, crescimento, a localização da placenta, a quantidade de líquido amniótico, respiração e movimentação do bebê. Com essas informações é possível determinar o procedimento mais adequado.

* Hélio Pereira de Lima Junior é ginecologista e obstetra do Hospital São Judas Tadeu

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Da agonia à extinção

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Foto: Arquivo pessoal

Escrevi tempos atrás, um artigo intitulado “Agonia de uma ave”, no qual demonstrava toda minha preocupação com relação ao sumiço de um dos mais belos exemplares da nossa fauna. Comentando com amigos, concordaram comigo, mas acharam uma certa dose de pessimismo na minha preocupação. Como, ponderei eu, se há cerca de alguns poucos anos atrás já via essa real possibilidade de sua extinção e hoje parece não haver mais dúvida, afirmei.

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Como é expert em ornitologia, começa meu amigo dando uma verdadeira aula sobre os hábitos e as belezas da mesma. Pensei estar frente a um charlatão, mas, logo vi que se tratava de um conhecedor profundo dos hábitos do tucano.

Este estudioso, para minha tristeza infinita, confirma estar essa bela e formosa ave vivendo seus últimos dias de calvário. Lamentável! Muito lamentável!

Continua em sua explicação dizendo se tratar de ave canibal. De sua prole, ou da prole de outros semelhantes, poucos sobrevivem. Aqueles que demonstram aptidões físicas e principalmente tendência à liderança, são imediatamente enviados aos campos de extermínio. Falava meu orientador e passava na minha mente aquela fila interminável de judeus a caminho da câmara de gás.

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Contava-me também, que na sua fazenda, uma dessas aves, de alta plumagem, um verdadeiro líder, pois onde fosse era seguido pelo bando todo, após receber ajuda e mais ajuda dos seus semelhantes, e, sem que ninguém esperasse ou admitisse, coloca em situação difícil esse seu colega que enormes favores lhe fizera. Colocou-o simplesmente para tomar conta de uma colmeia.

Ao fazendeiro meu amigo, pouca esperança existia de vê-lo sair com vida de tamanha atrocidade.

À medida que narrava esses fatos, segundo ele, absolutamente verídicos, fui compreendendo porque dia a dia se deparar com um exemplar, se torna cada vez mais difícil. Os poucos que aparecem estão mal cuidados, necessitando de atenção médica urgente.

Não há como entender o perfil dessas complicadas aves sem que se tenha absoluto domínio do seu modo de viver.

Certo é que em pouquíssimo tempo, ficaremos nós e nossos filhos, impedidos de conviver com elas, pois sem nenhuma dúvida atravessam turbulências decisivas na luta pela sobrevivência. Se você nunca teve a oportunidade de fotografar ou ser fotografado ao lado de uma, aproveite seus derradeiros dias. No zoológico da Universidade, restam algumas, que ainda estão em bom estado de conservação. Seus tratadores, com carinho e muita atenção, tentam modificar seu modo de vida, mostrando-lhes a importância do companheirismo, da solidariedade, só assim garantindo a perpetuação da espécie.

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Acredito ser esta uma das ultimas oportunidades de ter, na sala da sua casa uma bela foto desse exemplar. Depois não diga que não lhe avisei!

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